O Governo activou esta manhã um alerta vermelho para a região norte do país de modo a flexibilizar a mobilização de meios com vista à assistência da população em risco devido a tempestade tropical severa, que se aproxima da costa de Cabo Delgado. 

O mecanismo foi accionado sob proposta do Conselho Coordenador de Gestão de Calamidades, reunido esta manhã sob presidência do Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.

Pelo menos 692 mil pessoas estão em risco de serem afectadas pelas chuvas e ventos fortes que começarão a fazer-se sentir a partir desta noite nas províncias de Cabo Delgado e Nampula.

Enquanto isso, o governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, confirmou esta manhã a activação do Centro Operativo de Emergência, na sua máxima força, para fazer face àquele que já é considerado como um dos mais graves desafios de calamidades dos últimos anos na província.

Segundo o governador, todos os administradores distritais, sobretudo os dos distritos costeiros, foram orientados a permanecerem nos seus distritos, para monitorar a situação e instar as populações para a tomada de medidas de precaução, e evacuar as zonas propensas a riscos e estabelecerem-se em áreas mais seguras, com fim último de proteger e salvar vidas.

O assunto foi objecto de atenção durante a VIII sessão da Assembleia provincial, a decorrer até amanhã.

A nível da cidade de Pemba, o respectivo edil, Florete Simba, disse em conferência de imprensa, ter identificado os bairros de Paqueteque, Chuiba, Cariacó e Chibuabuari, como os mais propensos e que podem ser atingidos pelo fenómeno, devido a sua localização. 

Nestes locais, a edilidade está a difundir mensagens que apelam à tomada de medidas de precaução através de rádios locais, e por homens que estão a usar megafones instando os residentes em línguas locais, sobre algumas atitudes a tomar casos a depressão atinja a capital de Cabo Delgado.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se hoje, em Beijing, na China, com o seu homólogo, Xi Jinping, no quadro da visita de trabalho de seis dias, que ontem iniciou aquele pais asiático.

Os estadistas avaliaram o actual estágio da cooperação bilateral nos mais diversos domínios e analisaram os mecanismos para a sua consolidação.

Nyusi, elogiou a iniciativa chinesa "Uma Faixa, Uma Rota", reafirmando o compromisso do país com a visão internacional de Pequim, durante uma cerimónia de assinatura de vários acordos com o seu homólogo.

O líder moçambicano afirmou estar disposto a desempenhar um “papel activo” na construção da “Uma Faixa, Uma Rota” na África subsaariana.

O projecto chinês é “muito importante” para Moçambique e para o continente africano e “beneficia” o desenvolvimento sustentável e o crescimento da economia mundial, realçou o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Nyusi foi recebido no Grande Palácio do Povo, em Pequim, pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

No final do encontro e segundo o enviado da Rádio Moçambique, Xi Jinping, disse estar esperançado em como os moçambicanos vão refazer-se dos estragos causados pelo ciclone Idai.

Além de manter conversações com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, Filipe Nyusi vai participar no II Fórum de Cooperação Internacional “Um Cinturão, Uma Rota”, a decorrer de 25 a 27 deste mês, sob o lema: “Cooperação do Cinturão e Rota: Criar um Futuro Compartilhado e Melhor”, evento que deverá ser atendido por pelo menos 37 Chefes de Estado e de Governos. “Desta vez não é só China e África, nem China e Moçambique. Todo o mundo está aqui. É uma grande oportunidade de negócio”, afirmou o Presidente Nyusi, sublinhando que o papel do Governo é facilitar o desenvolvimento do sector privado.

“Só assim é que podemos avançar. É necessário corrigir algumas coisas, que foram feitas no passado como machambas estatais e lojas do povo, que não deram muito”, reconheceu, num encontro ontem, com empresários moçambicanos.

Nyusi, falou das potencialidades da cultura do tabaco, da soja, do feijão bóer, algodão, entre outras, na vida das populações.
“O tabaco é importante, porque emprega muita gente e cria renda. Mas temos tido problemas de mercado. A iniciativa que se tem de explorar o mercado chinês e outros vai ajudar bastante nos rendimentos. Devemos fazer o mesmo com outras culturas”, referiu.

As províncias de Niassa, Tete e Nampula são as principais e maiores produtoras de tabaco.
De acordo com o Presidente, a China, só por si, constitui um grande mercado.

“Mas precisamos de ultrapassar um dos nossos grandes entraves: medidas de sanidade e certificação dos nossos produtos”, alertou.

Nyusi mencionou, ainda, alguns projectos em infra-estruturas rodoviárias, ferro-portuárias, e de telecomunicações, sobre os quais poderão ser assinados alguns acordos, em Beijing.
Um dos projectos é a estrada que liga Zumbo, na província de Tete, ao Oceano Índico.

“Sempre dissemos povo unido do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico. Mas não se vai com facilidade ao Zumbo. Há quem diz que essa estrada não é viável”, disse.

A agenda do Chefe do Estado, em Beijing, inclui a participação no Fórum empresarial dos Presidentes dos Conselhos de Administração dos países participantes da iniciativa, onde deverá abordar o reforço das relações empresariais com os países-membros, para além de encontros com empresas chinesas e a comunidade moçambicana residente na China, constituída maioritariamente por estudantes.

As províncias de Cabo Delgado e Nampula poderão registar chuvas, ventos e trovoadas intensas a partir da tarde de hoje, devido à influência de uma tempestade tropical moderada que vem evoluindo no canal de Moçambique, desde há sensivelmente setenta e duas horas.

Baptizado como “Kenneth”, o fenómeno formou-se no norte de Madagáscar como um sistema de baixas pressões, mas ontem se intensificou progressivamente, tendo às 14 horas evoluído para tempestade tropical moderada, segundo informação confirmada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

A sua trajectória, segundo um aviso emitido na tarde de ontem pelo Centro de Análise e Previsão de Tempo, continua em direcção à costa de Cabo Delgado, onde se prevê que influencie o estado do tempo a partir da tarde de hoje, com chuvas intensas, acima de 100 milímetros em 24 horas; trovoadas e rajadas de vento soprando a velocidades de 80 a 130 quilómetros por hora.

Prevê-se ainda que o centro da tempestade entre no continente amanhã através do distrito de Palma, mas mesmo assim as chuvas e os ventos fortes vão atingir Nacala, Memba, Eráti, Namapa, Ilha de Moçambique, Mussoril e Monapo, na província de Nampula.

A navegação marítima no canal de Moçambique será igualmente afectada pelo mau tempo, que se fará sentir até sábado.

Face ao fenómeno, a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos alerta para o risco de inundações urbanas e erosão em Pemba, Nacala-Porto e Nacala-a-Velha, para além de prováveis transbordos das bacias do Rovuma, Messalo, Montepuez, Megaruma e Lúrio, afectando perto de 70 mil pessoas.

Por sua vez, o Centro Nacional Operativo de Emergências (CENOE) recomenda a retirada urgente das comunidades e bens das baixas dos rios, reforço das coberturas das casas e a permanência apenas em locais seguros. Há ainda que ficar longe das linhas de transporte de energia eléctrica e atento às informações que vão sendo difundidas pelas autoridades locais.

As iniciativas de parceria que o empresariado nacional busca no estrangeiro devem ter em vista a busca do conhecimento e capacidade tecnológica, não apenas para viabilizar projectos económicos do sector privado mas, sobretudo, a criação de emprego para os moçambicanos. Leia mais

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