O PRIMEIRO-MINISTRO, Carlos Agostinho do Rosário, considera que o mundo está consciencializado que as mudanças climáticas vieram para ficar, razão porque os países precisam estar preparados para evitar que o impacto de eventos extremos como os ciclones não seja devastador.

Falando ontem a jornalistas no final da sua participação na quarta Sessão Especial da ONU sobre Água e Desastres, realizada em Nova Iorque, Carlos Agostinho do Rosário defendeu que Moçambique deve, igualmente, construir infra-estruturas para a gestão adequada da água, evitando que, em caso de cheias,estas não causem danos e em períodos de seca não haja escassez deste recurso para as mais diversas utilidades.   

“O mundo está sensibilizado para que trabalhemos juntos na construção de infra-estruturas melhores, tendo em conta a possibilidade da ocorrência de ciclones com mais intensidade e frequência nos próximos tempos”, anotou.

Acrescentou que durante a sua estada em Nova Iorque participou em sessões plenárias de alto nível, nas quais partilhou informações sobre o que está a acontecer no nosso país após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth.

Referiu-se, por exemplo, ao peso que a liderança do Governo teve no rasgaste dos afectados pelos desastres naturais, feito que foi saudado nos vários encontros em que a delegação moçambicana participou.

“Cabe a nós, agora, organizarmo-nos adequadamente para que possamos tiram melhor proveito da abertura manifestada pelos dos parceiros”, afirmou.

Para o efeito, segundo explicou, o Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclones fará seguimento do processo para que se possa converter a boa vontade dos parceiros em ajuda concreta, de modo que a reconstrução se faça em tempo oportuno.

A expectativa, de acordo com Carlos Agostinho do Rosário, é que os1.2 bilião de dólares americanos prometidos na Conferência Internacional dos Doadores, realizada na Beira, sejam desembolsados nas datas previstas.

Garantiu também não haver nenhum risco de interrupção dos trabalhados que tem sido levado a cabo e que à medida que os fundos forem sendo disponibilizados serão aplicadosnas áreas consideradas prioritárias.  

Para além de participar em encontros formais, o Primeiro-Ministro foi recebido em audiência pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres; pelo ex-presidente dos Estados Unidos da América, Bill Clinton, entre outras individualidades.

SESSENTA e seis distritos do país têm índices elevadosde tracoma, doença que no seu estágio mais avançado pode causar cegueira.

O alerta é do vice-ministro da Saúde, João Leopoldo da Costa, que cita um mapeamento realizado entre 2011 e 2014, em 158 distritos, que destaca o facto de a doença afectar principalmente crianças em idade escolar, com prevalências que variam entre cinco e 29,9 por cento.

Tracoma é uma doença infecciosa causada por uma bactéria transmissível de pessoa para pessoa, porém, evitável. Entretanto, tornou-se num problema de saúde pública em 37 países no mundo.

Falando ontem em Maputo, nareunião internacional da Aliança Global da Organização Mundial da Saúde para a Eliminação do Tracoma até 2020 em Moçambique, Leopoldo da Costa falou do esforço que o Governo vem empreendendo visando levar serviços de saúde com qualidade para toda a população; da expansão da rede sanitária e de outras acções que, segundo disse, “devem ser acompanhadas pelo saneamento do meio e observância de regras de higiene básicas, individuais e colectivas”.

Reconheceu o grande desafio com que o país se debate para a implementação das componentes relacionadas com a saúde ambiental e saneamento do meio.

O evento de Maputo é o 22.º do género organizado pela Aliança Global da OMS para a eliminação mundial do tracoma e o primeiro do género acolhido por um país de expressão portuguesa.

Participam parceiros nacionais e internacionais, dequem Moçambique espera obter ganhos na troca de experiências.

Marília Massangaie, responsável do Departamento das Doenças Tropicais Negligenciadas no Ministério da Saúde (MISAU),explicou, na ocasião, que o tracoma se manifesta como uma conjuntivite,mas existem especificações que o pessoal técnico domina para chegar ao diagnóstico final.

Alguns dos sintomas podem ser a sensação de areia no olho, dor, lacrimejo, secreção. A doença transmite-se de pessoa para pessoa, através deobjectos utilizados por uma pessoa contaminada.

Sobre as zonas do país com a maior prevalência da doença, a fonte disse que se trata de regiões que, coincidentemente, apresentam problemas de saneamento do meio e indisponibilidade de água para a higiene individual e colectiva. Maior destaque vai para as províncias doNiassa, Cabo delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Manica e Sofala.

“Para fazer face ao problema,recomendamos às comunidades certas medidas a ter em conta,como a lavagem da cara pelo menos duas vezes ao dia, como estratégia de base para prevenir a doença. Paralelamente, a Saúde está a seguir a estratégia da OMS denominada CARA, que consiste em fazer Cirurgias em alguns casos; tratar os pacientes com Antibióticos; lavagem do Rosto duas vezes ao dia;e ter um Ambiente sadio”, explica a fonte, que disse acreditar na força que um saneamento do meio pode ter na redução, ou até erradicação do problema.

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