Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A SELECÇÃO Nacional de futebol de sub-23, ", empatou, na noite de ontem, no Zimpeto, sem golos diante da sua congénere da Eswatini, em partida da primeira "mao" da primeira eliminatória do acesso ao Campeonato Africano das Naçoes (CAN-2019), no Egipto. Com este empate caseiro que, em rigor, deixa tudo em aberto, os "Mambinhas” tem a eliminatória comprometida.

Num jogo em que os moçambicanos tiveram uma mão cheia de oportunidades, a ineficácia da equipa, aliada a um excelente desempenho do guardião da Eswatini, Limbane, defraudou as expectativas de todos nós perante uma equipa que era vista como acessível.

O JOGO

No Zimpeto, Moçambique entrou a fazer pressão alta sobre o adversário, cercando o reduto swazi na tentativa de resolver a contenda muito cedo. Victor Matine apostou em Kamo-Kamo e Raúl nas alas, sendo que no coração da área da Eswatini jogavam Victor e Mário, como setas apontadas à baliza de Limbane. 

Jogava-se o minuto sete, quando de livre Kamo-Kamo colocou o esférico na cabeça de Simbine, com o central moçambicano a rematar por cima em plena pequena área.  Cinco minutos depois, o irrequieto Kamo-Kamo lançou Mário num ataque rápido pela esquerda, com o avançado do Ferroviário de Maputo a rematar para a defesa de Limbane, após uma cavalgada de quase 20 metros até a área adversária. Dois minutos volvidos, Mário voltou a perder um duelo com o guardião swati, desta vez a passe de Raúl. Limbane voltou a fazer uma excelente defesa, mas pela intensidade do remate teve de imediatamente ser assistido.

Os "Mambinhas" carregavam mas eram inconsequentes na hora certa. Raúl, que jogava na ala esquerda, estava muito desligado da equipa, tão distraído que até perdeu várias oportunidades de matar nas segundas bolas.

 A espaços a Eswatini ia ganhando confiança até que aos 38 minutos transformou o perigo potencial em perigo real. Muzi, ganha um contra-ataque rápido pela direita e vê Victor a sair dos postes para cobrir o ângulo, fazendo um remate que sai caprichosamente ao lado. Os "Mambinhos" responderam imediatamente, com Mexer a falhar clamorosamente a emenda ao centro de Raúl. O intervalo chegou com os swatis a tentar equilibrar a contenda.

No reatamento, Moçambique manteve a postura com os swatis uma vez mais resguardados à espera de espaços para explorarem os contra-ataques. Foi mesmo numa contra-ofensiva em que os swatis ameaçaram com muito perigo à nossa baliza, com Victor a fazer uma grande defesa a um remate de Sibonole para canto. Moçambique não acusou a ameaça swati e, uma vez mais, voltou a cercar o único reduto contrário.

O primeiro a perigar as hostes swatis foi Kabine, que depois de um centro curto de Danilo encheu o pé para a figura de Limbane. Novamente, num centro de Danilo, apareceu Geny no coração da área a cabecear para mais uma defesa do “keeper” swati. O lance deu um canto, com Simbine a rematar de cabeça para mais uma intervenção de Limbane. O guardião swati foi sem dúvidas o melhor em campo nesta partida que Moçambique não se cansou de atacar e de falhar. Basta olhar para aquele cabeceamento de Kamo-Kamo, a centro de Raúl, que saiu milimetricamente ao lado.

O nulo castiga Moçambique pela ineficácia, sobretudo na segunda parte. Na terça-feira, joga-se a segunda "mão" em Manzini.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Georges Gatogato, auxiliado por Shabani Mijuko e Ramadhani Minjembeu, todos do Burundi. O quarto foi Abdel Kareem (Ruanda).

MOÇAMBIQUE - Victor; Simbine, Mexer, Danilo, Kabine, Mapangane (Nilton), Raul, Candinho, Kamo-Kamo, Mário (Geny) e Victor.

ESWATINI - Limbane; Peter, Kunene, Magugula, Siquolo, Ihemini(Powale), Mcodize, Sibonole, Sinethembe (Tumbel),  Mgibi e Muzi.

DISCIPLINA: cartões amarelos para Ihemini e Kunene, ambos da Eswatini.

O NÚMERO de irregularidades na prestação de serviços de saúde públicos e privados melhorou nos primeiros nove meses deste ano, graças a um trabalho de inspecção realizado em todo o país.

Apesar desta acção, persistem algumas anomalias que concorreram para a expulsão de funcionários e imposição de multas a agentes privados do sector. 

A informação foi apresentada há dias na capital pela ministra da Saúde, Nazira Abdula. Segundo a governante, de Janeiro a Setembro deste ano foram inspeccionadas 72 unidades sanitárias, 62 instituições privadas, entre clínicas, ópticas e ervanárias, bem como 145 farmácias particulares.

Na área da prestação de cuidados de saúde no sector público, a ministra referiu-se a melhorias no preenchimento dos processos clínicos e seguimento dos internados, bem como na assistência ao parto. Os mesmos progressos registaram-se na gestão de produtos farmacêuticos nos depósitos provinciais e distritais, o que, segundo ela, contribuiu para o desmantelamento de redes de venda ilícita de medicamentos.

Contudo, reconheceu haver ainda desafios na gestão de fármacos nas unidades sanitárias, que se caracterizam por falta de medicamentos no atendimento ao público, mesmo havendo stocks no depósito da unidade hospitalar.

No sector privado, Nazira Abdula focalizou nas farmácias, apontando melhorias na gestão de psicotrópicos e redução de venda de medicamentos de uso exclusivo do Ministério da Saúde. Porém, anunciou que foram multadas 37 farmácias e remetidos dois casos à Procuradoria da República por várias irregularidades.

A governante referiu que as autoridades estão preocupadas com a venda livre de medicamentos sujeitos à prescrição médica, principalmente antibióticos, e indicou riscos de saúde e implicações no enfraquecimento da resposta no tratamento de doenças infecto-contagiosas.

No que diz respeito ao combate à corrupção, 155 funcionários foram processados disciplinarmente com penas que vão de repreensão pública, demissão e expulsão, devido a cobranças ilícitas, furto de bens do Estado e medicamentos, assim como demora e mau atendimento.

“Como podemos ver, o sector deu alguns avanços no último ano mas, se por um lado estes resultados servem de estímulo, por outro, estão longe de nos satisfazer, pois a nossa população clama por mais e melhores serviços”, reconheceu, apelando à inspecção para reforçar a coordenação com outras instituições do Estado a fim de garantir o cumprimento da lei.

O Governo britânico destaca os esforços do Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, para a paz efectiva e duradoura, bem como criação de um ambiente de negócios favorável ao investimento no país.

A apreciação foi transmitida, ontem em Londres, ao Chefe do Estado pelo ministro do Estado para Assuntos da Commonwealth no Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico, Lord Ahmad Wimbledon.

O Presidente Nyusi escalou a capital britânica no seu regresso ao país, depois de ter efectuado uma visita oficial de três dias à Noruega.

Segundo o site da Presidência da República, Wimbledon afirmou que o Reino Unido vai igualmente prestar auxilio nos esforços do Governo moçambicano para o combate a grupos de homens armados que têm efectuado ataques em alguns distritos da província de Cabo Delgado.

Em Londres, Nyusi manteve também um encontro com o enviado especial da Primeira-Ministra britânica para Comércio com Moçambique e República Democrática do Congo, o deputado Timothy Paul Loughton

Segundo a fonte, os encontros serviram igualmente para uma análise dos aspectos da cooperação entre Moçambique e o Reino Unido, tendo as partes sublinhado a necessidade do seu incremento, com maior presença de empresas britânicas no país, particularmente nos sectores da agricultura, energia, mineração e turismo.

Com os governantes britânicos, Nyusi abordou ainda a necessidade de aprofundar a cooperação no domínio da educação, com realce para a formação de professores, ensino técnico-profissional de qualidade, e maior intercâmbio entre as instituições de ensino superior.

A necessidade de uma maior cooperação empresarial, por meio de investimentos privados no domínio da agricultura, turismo e energia, foi outro assunto discutido pelo Presidente Nyusi e anfitriões.

Utilizadores dos serviços do sistema financeiro nacional, designadamente de ATM, POS, operações com cartões e carteiras móveis, viram-se ontem privados de efectuar transacções em alguns bancos.

A Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO), gestora da Rede Única Nacional de Pagamentos, que garante a prestação dos referidos serviços, justificou o sucedido com “razões alheias à sua vontade”.

Num comunicado recebido na Redacção do “Notícias”, a SIMO refere estarem em curso acções com vista ao restabelecimento dos serviços com a maior brevidade possível e retrata-se pelos transtornos causados.

“Cientes dos transtornos que esta situação vem causando a todos os utilizadores da Rede Única Nacional, a SIMO apresenta sinceras desculpas”, lê-se no comunicado.

O problema originou diversos constrangimentos aos utilizadores do sistema financeiro, sendo notórias longas filas de clientes em diversas ATM dos bancos da praça.

Como recurso, alguns clientes tiveram de fazer levantamento de valores monetários nos balcões das agências bancárias, recorrendo a cheques avulsos, cujas transacções são mais caras.

A preocupação era notória na cidade de Maputo, onde alguns apontavam para o risco da não realização de vários eventos de carácter familiar ou de entretenimento previamente programados para este fim-de-semana.

O índice de desnutrição crónica no país poderá ter baixado dos 43 por cento em que se encontrava há quatro anos, graças aos esforços do Governo e seus parceiros.

A convicção foi manifestada ontem pelo ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, o qual apontou que o indicador é medido numa base quinquenal e o próximo levantamento da situação está previsto para 2019.

Falando no início da tarde de ontem, à saída da primeira sessão do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSAN), órgão de consulta e coordenação nesta matéria, Higino Marrule disse haver indicações de que a desnutrição está a baixar no país.

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