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As doenças crónicas e não transmissíveis representam um terço do fardo de epidemias em Moçambique, afectando maioritariamente a população economicamente activa e originando mortes precoces ou incapacidade para o trabalho.

Resultados de um estudo levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde revelam que há cada vez mais jovens a contrair doenças crónicas e não transmissíveis, facto que alerta para a necessidade da mudança de abordagem, com incidência para a prevenção. 

O Relatório Nacional sobre Doenças Crónicas e Não Transmissíveis (DNT) em Moçambique-2018 foi divulgado esta segunda-feira na cidade de Maputo, num evento orientado pela Ministra da Saúde, Nazira Abdula, na presença de parceiros do Governo.

Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas com idades compreendidas entre cinco a 44 anos sofram de doenças crónicas.

Segundo Ana Olga Mucumbi, pesquisadora no Instituto Nacional de Saúde (INS), os traumatismos, as doenças cardiovasculares, neoplasias, distúrbios mentais, doenças respiratórias crónicas e abuso de substâncias, são responsáveis por mais de metade da carga deste tipo de doenças.

“Como sabem, o nosso país ainda sofre de doenças infecciosas endémicas, mas as não transmissíveis vão crescendo à medida que a nossa esperança de vida aumenta. Com o crescimento das cidades e o ambiente de pobreza, surgem mais factores de risco para o surgimento de doenças crónicas”, disse.

Mucumbi explicou que alguns dos factores de risco típicos dos países desenvolvidos, tal como alimentação rica em gorduras, começam a constituir problema de saúde nas grandes cidades, onde não há controlo da alimentação, do teor de sal na comida, aspecto importante para o aparecimento de hipertensão arterial na população.

Intervindo no lançamento do relatório, a Ministra da Saúde disse que o evento se realiza num contexto particular caracterizado pela transição demográfica acelerada, aliada às mudanças sócio-económicas, e o surgimento de uma nova realidade epidemiológica caracterizada pelo peso triplo das doenças transmissíveis, doenças não transmissíveis e trauma.

“Assim, pensamos que este é o momento oportuno para fazermos uma reflexão conjunta sobre estratégias multi-sectoriais de prevenção, bem como sobre formas inovadoras para garantir a provisão de cuidados de saúde para doenças não transmissíveis e trauma com qualidade, de forma sustentável e com equidade”, realçou a governante.

Por sua vez, a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Djamila Cabral considera que a melhor maneira de controlar as doenças não transmissíveis é a concentração dos esforços na redução dos factores de risco, sendo necessária uma abordagem abrangente e inclusiva.

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