Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Presidente da República, de visita à província da Zambézia, acredita que as questões militares que estão em sede do diálogo entre o governo e a Renamo serão em breve ultrapassadas, abrindo caminho para uma verdadeira reconciliação entre os moçambicanos.

Falando ontem num comício no distrito de Mulevala, Filipe Nyusi reafirmou que o diálogo para a paz é um processo irreversível, garantindo que o governo está disposto a ultrapassar todos os obstáculos que vão surgindo ao longo da trajectória.

Segundo o Chefe do Estado, os assuntos mais candentes do diálogo vão sendo ultrapassados “ponto-a-ponto”, apontando o exemplo do pacote de descentralização que já foi concluído.

Animado com esta experiência, Nyusi não vê impedimentos para que se chegue a entendimento em relação aos assuntos militares, reiterando o apelo para uma convivência sã e pacífica com os elementos da Renamo, no seu regresso às comunidades.

Falando para milhares de pessoas que acorreram ao comício, Filipe Nyusi garantiu que o diálogo está num bom caminho.

Observou ainda que a verdadeira paz e reconciliação deve começar em cada moçambicano, destacando que o país não deve voltar à guerra, pois esta constitui um elemento que retarda o desenvolvimento socioeconómico.

“A Zambézia regrediu muito com a guerra e há coisas que deveriam ter acontecido mas não houve ambiente favorável ao investimento”, disse Filipe Nyusi.

O Presidente manifestou-se preocupado com a problemática dos casamentos prematuros no distrito de Mulevala. Segundo disse, logo que chegou viu muitas raparigas de tenra idade levando crianças ao colo e, quando procurou saber, ficou a saber que se tratava de mães jovens. Pediu às autoridades comunitárias, ao sector da educação e aos pais, a não propiciarem condições para uniões forçadas, explicando que “isso compromete o futuro do país”.

Outro apelo deixado pelo Presidente da República relaciona-se com a necessidade do incremento da produção agrícola para melhorar o acesso aos alimentos e promover a geração de renda para as famílias.

A população de Mulevala pediu ao Chefe do Estado a construção de uma agência bancária, a mobilização de investidores para a construção de uma fábrica de processamento de óleo alimentar a partir do amendoim, unidades sanitárias e a asfaltagem da estrada Mussaraua-Mulevela-sede para escoar os excedentes agrícolas.

O distrito de Mulevala é potencial produtor de amendoim, milho e leguminosas mas a produção não tem chegado ao mercado devido a factores como vias de acesso e baixos preços impostos pelos compradores.

Jocas Achar

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