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O GOVERNADOR do Banco de Moçambique (BM), Rogério Zandamela, considera que as condições da economia moçambicana continuam a favorecer a projecção de uma inflação baixa e estável a médio prazo, alertando, contudo, que persistem riscos diversos que exigem prudência na condução da política monetária.

Falando em Maputo, durante uma conferênciade imprensa para o anúncio das decisões do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (CPMO), ontem realizada, Rogério Zandamela disse que, a nível interno, mantém-se o risco associado à sustentabilidade da dívida pública, bem como às incertezas quanto à evolução dos preços dons bens administrados.

“Na componente externa, destacam-se os riscos associados à tensão comercial entre as principais economias, bem como à volatilidade do dólar norte-americano e do preço das matérias-primas no mercado internacional, com realce para o petróleo”, disse.

De acordo com o governador do BM, a manutenção da estabilidade da inflação e das projecções de médio prazo que continuam a apontar para um nível em torno de um dígito, permite que o CPMO prossiga com o ciclo de redução das taxas de juro, iniciado em Abril de 2017.

Na ocasião, Rogério Zandamela frisou que o crescimento económico continua moderado e que dados do Produto Interno Bruto (PIB), referentes ao primeiro semestre de 2018, indicam que a actividade económica cresceu 3,2 por cento em termos anuais, face à cifra de 4,5 por cento observada no período homólogo de 2017.

De acordo com o governador, considerando as perspectivas de inflação a curto e médio prazo e ponderados os riscos subjacentes, “o CPMO deliberou reduzir, com efeitos imediatos, a taxa de juro de política monetária (MIMO), em 75 pontos base, fixando-a em 15,75 por cento.”

“O CPMO decidiu manter a taxa de juro da Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez (FPC) em 18 por cento; reduzir a taxa de juro da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 50 pontos base, colocando-a em 12 por cento; preservar o coeficiente de reservas obrigatórias para os passivos em moeda doméstica e estrangeira em 14 por cento e 22 por cento, respectivamente”, disse.

De referir que no seu encontro de ontem, o CPMO analisou, entre outros aspectos, os desenvolvimentos da conjuntura económica e financeira internacional e regional, a evolução dos principais indicadores macrofinanceiros de Moçambique, com destaque para os agregados monetários e creditícios, as projecções de curto e médio prazos para a inflação e as medidas de política monetária necessárias para garantir o cumprimento do programa económico em curso.

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