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Categoria: Ciência, Tecnologia e Ambiente
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As cidades de Maputo, Matola, Beira e Quelimane podem registar inundações durante a próxima época chuvosa, alerta a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), com suporte no prognóstico divulgado há dias pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).

Perante tal cenário, Agostinho Vilanculo, hidrologista da DNGRH, recomenda que as autoridades locais se desdobrem na limpeza de valas de drenagem e sarjetas, de modo a permitir um rápido escoamento das águas pluviais. Considera, igualmente, fundamental que se desobstruam os corredores de circulação e as bacias de retenção.

Contudo, em Maputo e Matola, por exemplo, há muitas famílias que se fixaram em zonas baixas e outras áreas vulneráveis a inundações, acabando por ser ciclicamente afectadas, em praticamente todas épocas chuvosas.

A antevisão, apresentada num fórum sobre a matéria, realizado na semana passada em Maputo, indica que a região Norte do país poderá ser assolada por chuvas normais com tendência para acima do normal. No Sul, a indicação é para uma precipitação normal, com tendência para abaixo do normal.

Para Agostinho Vilanculo, a situação pode vir a causar embaraços nalguns centros urbanos, caso medidas adequadas não sejam tomadas em tempo útil, como por exemplo a limpeza das valas de drenagem.

Segundo Vilanculo, pela primeira vez foi feita uma análise que alerta sobre a ocorrência de erosão derivada das chuvas em zonas como Xai-Xai, Chibuto, Nacala, Pemba, Alto-Molócuè, Gilé, Guruè e Maxixe.

Com esta informação em mãos, as autoridades daquelas áreas são agora chamadas a mobilizar esforços visando proteger as encostas e conter o deslizamento de terras.

No geral, as chuvas previstas para o período de Outubro a Dezembro deste ano apresentam um baixo risco de cheias em todo o território nacional, com a excepção de algumas bacias hidrográficas do norte e centro, onde a ameaça é moderada.

Porém, este cenário poderá mudar de Janeiro a Março do próximo ano, altura em que há fortes probabilidades de cheias no norte do país, concretamente nas bacias de Megaruma e Messalo.

No Centro, com destaque para a bacia do Licungo, o risco é moderado.