Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A NEGOCIAÇÃO entre o Governo moçambicano e os credores, à volta dos títulos da dívida comercial da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), pode ser concluída ainda no decurso deste ano, segundo o ministro da Economia e Finanças.

Adriano Maleiane garante que as partes pretendem chegar a um equilíbrio que torne a dívida pública do país sustentável.

O Governo e os credores (Credit Suisse Securities e a VTB Capital plc) acordaram que os títulos da dívida da EMATUM sejam revertidos em compromisso soberano detido pelo Estado moçambicano.

Em declarações a jornalistas ontem em Maputo, o ministro Maleiane explicou que no dia 1de Agosto os credores da EMATUM fizeram uma contraproposta à proposta apresentada pelo Governo a 20 de Março de 2018.

“Os nossos assessores estão avaliar a contraproposta dos credores, e estou convencido que estamos a caminhar para o fecho”, disse.

Adriano Maleiane, que falava à margem da cerimónia de posse dos novos órgãos sociais do Instituto de Auditores Internos, referiu-se, igualmente, aos passos subsequentes à recente cimeira China-África, explicando que, ao abrigo de um acordo rubricado no ano passado, o Governo chinês colocou um fundo à disposição de empresas do seu país interessadas em investir em Moçambique.

“Abraçamos isto porque fomos nós que indicámos os projectos. Eles vêm para cá para fazer o investimento, não como crédito, mas como investidores, e é isto que estamos a estimular para não aumentarmos o endividamento”, frisou.

Segundo ele, a aposta é acelerar a implementação destas pretensões.

“Este é que é o ponto mais importante, pois o programa do Governo põe maior ênfase na terceira prioridade, que é o emprego, produtividade e competitividade, porque queremos estimular que seja o sector privado quem faz as coisas acontecerem. Temos também interesses nos sectores financeiro, de seguros e de investimento em infra-estrutura, mas precisamos ver o que é preciso ser feito para que também eles possam apoiar os moçambicanos e as empresas chinesas neste processo de industrialização do país”, afirmou.

Relativamente ao Instituto de Auditores Internos, o ministro da Economia e Finanças disse ser “uma aposta muito importante porque é exactamente na transparência que temos de viver”.

“É por isso mesmo que a transparência, a boa governação, gestão prudente macroeconómica fazem parte dos pilares que sustentam as cinco prioridades de governação e, por estes mesmos motivos, fazemos votos para que todos os empossados trabalhem”, disse.

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