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Categoria: Política
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O PERDÃO entre moçambicanos desavindos é determinante para o alcance da paz efectiva e eliminação de focos de tensão, segundo a convicção do Presidente da República, Filipe Nyusi.

O estadista reconhece que, embora no contexto actual a paz não seja um processo acabado, os progressos até então alcançados devem ser consolidados, como forma de devolver esperança aos cidadãos.

“Não reconhecer que haja paz relativa no país é uma ofensa ao povo, pois a paz ainda não é um processo acabado”, sublinhou o Presidente.

O Chefe do Estado fez este pronunciamento ontem, em Maputo, durante uma audiência que concedeu ao Movimento Mulheres Pela Paz, que, dentre outras missões, pretende alargar os espaços do diálogo para a busca da paz ao nível das famílias, comunidades e sociedade em geral.

Na auscultação da agenda do movimento, Nyusi enalteceu a iniciativa por complementar os esforços do Executivo e reforçar a consciência nacional sobre a importância da concórdia.

Durante o encontro, o Chefe do Estado reafirmou o compromisso do Governo em concluir, com sucesso, a desmobilização, desmilitarização e reintegração dos homens armados da Renamo.

Ressalvou, igualmente, que a plena reintegração dos elementos da Renamo vai implicar a abertura de toda sociedade, imbuída num espírito de reconciliação genuína. “Temos que eliminar o ódio e difundir uma mensagem de esperança. Se assim não for, corremos o risco de criar uma desestabilização moral e mental”, exortou.

Tal como a iniciativa das Mulheres Pela Paz, Filipe Nyusi encorajou o papel das organizações da sociedade civil para a pacificação, mas advertiu que estas não devem laborar em busca de protagonismo e de reconhecimento público.

“Iniciativas para a paz são boas, mas não devem ser dispersas. Ser mensageiro da paz não requer reconhecimento formal, porque a paz é um valor almejado por cada moçambicano”, lembrou.

O movimento Mulheres Pela Paz foi criado em Agosto do ano passado, impulsionado pelo encontro entre o Presidente da República com o Líder da Renamo, em Gorongosa. A organização congrega mulheres provenientes de vários grupos profissionais e estratos sociais, e desenvolve as suas actividades em 57 distritos do país.

Entre outras actividades, o movimento propõem-se a criar actividades de formação de mediadores, promoção da liderança da mulher nas comunidades e, ainda, combate à violência na base de género.