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Categoria: Nacional
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Momad Assif Abdul Satar, mais conhecido por Nini, acaba de ser acusado de mais cinco crimes pela Procuradoria da Cidade de Maputo, num novo processo remetido ao Tribunal da capital, na última terça-feira.

O processo, com o número 131/PCM/2017, vinha sendo investigado há anos, mas ficou pendente quando o arguido fugiu do país em 2015, após ter sido posto em liberdade condicional da pena de prisão que vinha cumprindo, segundo a Procuradoria da capital.

Após ter sido capturado na Tailândia, Nini Satar foi formalmente acusado de prática dos crimes de falsificação de documentos, uso de nome falso e corrupção.

Neste novo processo, o Ministério Público (MP) acusa Satar de rapto na forma consumada e tentada, associação para delinquir, uso de armas proibidas e roubo qualificado.

Os crimes de que ele é acusado ocorreram em dois momentos distintos, de acordo com a argumentação da Procuradoria. Uns deram-se entre 2011 e 2012, quando Nini Satar ainda cumpria pena pela autoria moral do assassinato do jornalista Carlos Cardoso e fraude no extinto Banco Comercial de Moçambique (ex-BCM). Outros foram registados após a concessão da liberdade condicional, ou seja, desde 2015.

Desta forma, por exemplo, o MP aponta ter concluído evidências do envolvimento do acusado na prática dos crimes de rapto, facto que ditou a sua delação num processo, que, após primeiro despacho de não pronúncia, acabou sendo autuado e registado sob número 53/2013/10ª.

No rol dos crimes pós-liberdade condicional, o MP aponta, a dado passo, que “em data indeterminada do ano de 2015, o réu Momade Assif Abdul Satar reestruturou a sua organização criminosa, passando a contar com dois colaboradores directos, nomeadamente José Ali Coutinho e Edith Antónia d`Compta da Camara Cylindo”.