O Presidente da República, Filipe Nyusi, afirma que o aumento do número de casos de corrupção em Moçambique não se deve à deterioração da situação, mas sim a um maior escrutínio que resulta na descoberta de mais episódios. 

Nyusi deu explicação no fim-de-semana em Addis-Abeba, capital da Etiópia, durante a apresentação do segundo relatório de progresso de Moçambique no 28.º Fórum dos Chefes de Estado e de Governo que participam no Mecanismo Africano de Avaliação de Pares (MARP). O fórum é um dos eventos paralelos da 32.ª Cimeira da União Africana que decorre desde ontem naquela cidade.

“Interessa aqui dizer que agora parece haver mais casos de corrupção, mas isso é resultado de agressividade para se controlar a corrupção, que ontem parecia não existir”, disse Nyusi.
Disse que, para o efeito, o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) possui um plano estratégico. “Este plano é reforçado pela Lei Anticorrupção, Lei Orgânica do Ministério Publico e Lei de Protecção às Testemunhas”, acrescentou.
O Chefe do Estado explicou que, como forma de mitigar a propagação da corrupção e reforçar o combate ao fenómeno, todos os governos provinciais foram instruídos a produzir planos anuais de combate a este mal.
Partilhou igualmente com os seus homólogos que no país existem dispositivos legais anticorrupção em vigor que fortalecem sobremaneira os mecanismos de combate e criminalização da corrupção, enriquecimento ilícito e tráfico de influências.
As declarações de Nyusi surgem também em resposta a uma crítica contida no relatório de revisão de Moçambique, segundo a qual a corrupção no país é tida por muitas pessoas como um grande problema.
“A capacidade de o país prevenir e controlar (a corrupção) é classificada pelo Instituto do Banco Mundial como uma das piores da região da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral)”, acrescenta o documento.
Os autores do relatório reconhecem, porém, que Moçambique regista muitos avanços em áreas como promoção da ética nos negócios entre as partes envolvidas.
Enaltecem os progressos para a restauração de uma paz efectiva em Moçambique, sobretudo no diálogo político com a Renamo, o maior partido da oposição do país.
Advertem, contudo, sobre a ocorrência de ataques na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde decorrem projectos bilionários para a exploração das enormes reservas de gás natural.
Sobre esta observação, Nyusi afirmou que o Governo continua a envidar esforços e com sucesso na manutenção de uma paz efectiva e criação de um ambiente pacífico e duradouro e de confiança entre os moçambicanos, através do diálogo liderado ao mais alto nível.
“Participam neste processo instituições religiosas e todos os demais actores da sociedade moçambicana. Estamos determinados a continuar a promover o espírito de harmonia e reconciliação nacional para que prevaleça em definitivo o ambiente de paz no país e a concertação de um processo democrático e cada vez mais inclusivo”, apontou.
Sobre os ataques em Cabo Delgado, Nyusi explicou que é um fenómeno transnacional cujo combate requer maior cooperação entre os Estados, sobretudo neste momento em que as ameaças se manifestam de diferentes maneiras no continente.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction