O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) está a ponderar a criação de Comités de Gestão da Comercialização Agrícola, com o objectivo de dinamizar as trocas comerciais e imprimir maior flexibilidade, qualidade e preços competitivos no meio rural.

Em entrevista ao “Notícias”, Mohomed Valá, director-geral do ICM, explicou que os Comités de Gestão da Comercialização Agrícola são órgãos comunitários que terão a principal missão de colaborar para a disseminação de informações sobre a disponibilidade de produtos nas feiras e mercados agrícolas.

O dirigente reconheceu que a degradação das vias de acesso dificulta o escoamento dos excedentes pelos grandes comerciantes.

Apontou que, para minimizar o problema, os pequenos intervenientes têm jogado um papel importante, porquanto são eles que asseguram a saída do produto das mãos dos produtores para os locais de comercialização.

O director do ICM defende, por isso, a necessidade de criação de mecanismos de liquidez para esta categoria de intervenientes.

É que, segundo o interlocutor, a falta de liquidez bem como de estabelecimentos formais que transaccionam produtos industrializados como sal, açúcar, sabão e outros tem levado os camponeses, sobretudo das zonas fronteiriças, a venderem-nos em países vizinhos.

“No tocante à saída descontrolada de produtos para os países vizinhos, particularmente para o Malawi, ficou patente a necessidade de se instalarem postos de venda em locais estratégicos e muitos dos quais sem rede logística”, explicou.

É neste contexto que, segundo Mohomed Valá, está em processo de montagem um armazém com capacidade para mil toneladas, na localidade de Luelele, distrito de Mandimba, província do Niassa.

Ele destacou ainda que todos os intervenientes nesta cadeia são extremamente importantes para a comercialização agrícola, porém o ICM privilegia o fortalecimento dos pequenos intervenientes, pois são estes que asseguram o escoamento primário dos excedentes, tirando-os dos locais de produção para os centros de comercialização.

É neste quadro que, em coordenação com os governos provinciais e distritais (particularmente os Serviços Distritais de Actividades Económicas), o ICM tem estado a identificar e mapear os intervenientes (pequenos, retalhistas, grossistas, indústrias), para melhor precisão dos esforços necessários para dinamizar o processo de comercialização agrícola, bem como para conhecer os volumes movimentados por estes.

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