MOÇAMBIQUE tem um interesse “necessário e absoluto” em que sejam reabilitadas a Estrada Nacional Número Seis (EN6), severamente danificada pelo ciclone Idai,e a Estrada Nacional Número Um (EN1), que apresenta severos danos nalguns troços, por se tratar de vias que dinamizam a economia do país e da região.

O interesse na restauração destas vias e não só foi expresso pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, durante o encontro bilateral com o seu homólogo Xi Jinping, inserido na visita de trabalho que realiza à China, iniciada na terça-feira.

A agenda de ontem do Chefe do Estado incluiu um encontro com Song Tao, ministro do Departamento Internacional do Comité Central do Partido Comunista da China, e uma intervenção no sub-fórum organizado por esta organização política.

Para viabilizar esses projectos, algumas grandes empresas chinesas estão dispostas a recorrer a capitais privados para investir em projectos de desenvolvimento em Moçambique, desde que estes estejam devidamente enquadrados nos planos anuais ou quinquenais do Governo.

A EN1 e EN6 enquadram-se nesta filosofia, considerando que a primeira liga o sul, centro e norte do país, sendo considerada a “espinha dorsal do país”, enquanto a segunda liga a cidade da Beira, em particular o Porto, à vila de Machipanda, na fronteira com a República do Zimbabwe.

“Sentimos uma mudança de atitude das empresas chinesas naquilo que é o desenvolvimento de projectos em Moçambique. Elas já não estão apenas à espera de buscar financiamentos com base nas relações bilaterais entre os dois governos”, explicou a propósito o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

Falando a jornalistas sobre aassinatura, esta quarta–feira, de dois memorandos de entendimento entre o Governo de Moçambique e a empresa China Construction and Communications Company (CCCC), para projectos de infra-estruturas,Mesquita disse que as empresas chinesas vão desenvolver projectos abrangendo áreas como barragens (caso da futura barragem de Mugeba, na Zambézia), ferrovias, telecomunicações, portos e estradas.

Carlos Mesquita explicou que, a partir da sua extensa costa, Moçambique tem um “enquadramento perfeito” na iniciativa do Cinturão e Rota de Cooperação Internacional, que tem como foco principal o desenvolvimento de uma rede de infra-estruturas capazes de garantir interconectividade e mobilidade de pessoas e bens, a nível global.

Hoje, o Presidente da República participa no II Fórum Internacional Cinturão e Rota, um evento que junta 37 Chefes de Estado e de Governo de todo o mundo, além de líderes de diversas organizações e instituições internacionais.

Almiro Mazive, da AIM, em Beijing

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