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Nestas breves linhas proponho-me fazer chegar aos caros leitores um movimento que, infelizmente, não pode dignificar a cidade de Maputo, que é a extensão das actividades do mercado de Xipamanine do seu local de nascença para o centro da cidade.

O mercado de Xipamanine, que para nós que viemos de longe, em termos de longevidade, era um local emblemático na então Lourenço Marques onde muitos faziam as suas compras - local asseado, organizado e que atraía qualquer um que visitasse a cidade.

Hoje, o mesmo Xipamanine é um local do vale tudo. A imundície grassa por todos os cantos. Os passeios no exterior do recinto estão totalmente ocupados por vendedores de tudo. A ocupação dos passeios é feita através de bens espalhados como vestuário, calçado, artigos diversos e produtos comestíveis no chão ou em bancas improvisadas, tornando-se quase impossível circular sobre estes.

A organização dos vendedores no interior do recinto não respeita a lógica aceitável, visto todos venderem tudo onde bem lhes dá na telha. A edificação das barracas onde se vendem os bens e produtos é feita de material não apropriado para o efeito e com o mínimo de regras, incluindo as normas eléctricas, o que origina, de tempos a tempos, condições de acidentes como roubos e incêndios que prejudicam os próprios vendedores.

O aspecto que caracteriza o dia-a-dia daquele local de marca da cidade está, infelizmente, invadindo novas zonas da cidade, incluindo a Baixa da capital, os bairros de Alto Maé, Central, e mesmo o bairro nobre da Polana.

Dia após dia os passeios são ocupados à força por pessoas que, colocando bancas precárias ou mesmo espalhando vários bens pelo chão transformam a cidade capital em diversos Xipamanines distribuídos um pouco por todos os locais da chamada cidade das acácias.

Observamos neste cenário senhoras que, estendendo capulanas ou mesmo deitando-se nos passeios, com ou sem as suas crianças, passam dias e dias nesta actividade de venda em plena rua, esquecendo-se do papel delas perante as crianças abandonadas em casa. Alguém, em certa altura, perguntava: Esta maneira de viver é uma conquista da independência?”

Perante este espectáculo, em que os passeios se tornam pequenas lixeiras com vendedores em tudo o que é sítio, com viaturas estacionadas nos passeios e buracos abertos por empresas que não se propõem a fechá-los, os peões se vêem impedidos de fazer uso dos passeios, tendo que realizar verdadeiras gincanas para neles circularem, incluindo invadirem a própria faixa de rodagem.

O negócio de venda na rua pode ser uma forma importante para sobrevivência de grande parte dos cidadãos da urbe. Todavia, o município, as entidades de saúde e as autoridades policiais, devem estabelecer de forma clara e efectiva, os princípios a ter em conta no exercício desta actividade.

Acima dos calendários eleitorais, cabe-lhes a obrigação de zelar pela valorização da urbe, definindo eficazmente a postura para o exercício desta actividade, indicando os locais apropriados para a venda de produtos e bens e ainda as condições de venda destes. O controlo sanitário dos bens alimentares deve ser permanentemente efectuado pelas entidades de saúde e, as autoridades policiais, por sua vez, têm como obrigação garantir o cumprimento destas posturas, controlando e penalizando sem subterfúgios os infractores.

Naimito Marina

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