Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O PRESIDENTE russo defendeu na quarta-feira as vendas de armas por parte do seu país, insistindo que apenas as Nações Unidas podem impor restrições a este comércio.

De acordo com a France Press, a declaração de Vladimir Putin surge na sequência das críticas feitas aos dirigentes de Moscovo pelas vendas de armamento ao governo sírio."Operamos com a premissa de que a única base para limitar as vendas de armas a qualquer país é a existência de sanções por parte do Conselho de Segurança", disse Putin, durante a abertura de uma reunião do governo sobre cooperação técnico-militar.

"Em todos os outros casos, ninguém, sob qualquer pretexto, pode ditar à Rússia ou a qualquer outro Estado com quem e como deve comerciar", acrescentou, segundo foi publicado no sítio da Presidência russa na Internet.

Esta semana, a Turquia acusou a Rússia de fornecer "equipamento de guerra" ao governo sírio, através de um avião da companhia área síria, depois de as autoridades de Ancara terem forçado o aparelho a aterrar e lhe apreenderem carga considerada suspeita.

A agência Lusa citou o MNE russo, Serguei Lavrov, a dizer que a carga incluía equipamento para radar e que estava a ser fornecida legalmente, exigindo a sua devolução aos legítimos donos. Porém, o incidente levou o Departamento de Estado norte-americano a classificar a política russa para com a Síria de "falência moral". Putin contudo justifica a actual cooperação técnico-militar com a Síria, defendendo que está fora de qualquer sanção da ONU. "Sanções e restrições unilaterais ou colectivas, fora do quadro do Conselho de Segurança da ONU, especialmente as que são motivadas politicamente, não são normas da lei internacional", disse.

A Rússia enfureceu a Turquia e os seus aliados ocidentais quando recusou interromper a cooperação militar com Damasco, um aliado que já vem dos tempos soviéticos, apesar de um conflito violento, que os activistas asseguram que já causou mais de 32 mil mortos, desde que começou em Março de 2011. Os dirigentes russos têm-se recusado a alinhar contra Damasco e atacam o Ocidente e a Turquia por apoiarem os rebeldes. 

 

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