Dois aviões militares brasileiros chegam amanhã à cidade da Beira, transportando ajuda humanitária destinada ao apoio às vítimas do ciclone Idai, que devastou o centro do país e os vizinhos Zimbabwe e Malawi.
As aeronaves, Hércules C-130, transportam 40 especialistas em resgate e salvamento, com experiência específica na atenção a vítimas de inundações, entre os quais o coordenador da operação de resgate que se seguiu ao acidente de Brumadinho.
A equipa brasileira trará veículos e embarcações necessários ao seu trabalho, indica um comunicado emitido pela embaixada do Brasil.
O governo do Brasil também doará cerca de seis toneladas de medicamentos e materiais básicos de assistência à saúde, organizados em “kits” elaborados pelas autoridades sanitárias brasileiras para suprir as necessidades de emergência básica para populações vítimas de desastres naturais.
Estima-se que esses materiais sejam suficientes para atender até 10 mil pessoas em 30 dias.
O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, telefonou ao seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi, para prestar solidariedade e oferecer apoio após a passagem do ciclone.
Como resultado imediato da conversa, o Brasil disponibilizou 100 mil euros do seu fundo na CPLP, para ajudar a financiar os esforços das autoridades locais na prestação de assistência de emergência às vítimas.
Desde as primeiras horas, após a passagem do ciclone, foram colocadas à disposição do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique imagens colhidas por satélite brasileiro, como forma de auxiliar a localização de comunidades afectadas e o planeamento das operações de resgate.
Como forma de facilitar e canalizar as doações, o governo brasileiro ofereceu às autoridades moçambicanas uma conta bancária no Brasil, a ser gerida pelo Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, por meio da qual cidadãos brasileiros possam apoiar a população moçambicana afectada pelo ciclone Idai.
