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A carreira agraciada com o Prémio Craveirinha este ano é a de Luís Bernardo Honwana, escritor que é notícia em 2014 sobretudo por o seu único livro, o clássico da literatura moçambicana “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, estar a completar 50 anos desde que foi editado pela primeira vez.

O prémio, que a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) instituiu para consagrar os escritores moçambicanos e seus méritos, distinguia, inicialmente, quando foi instituído em 2003, o que na óptica de um júri era a obra literária do ano escrito em Moçambique.

É assim que ganharam Paulina Chiziane e Mia Couto, Armando Artur e Eduardo White, João Paulo Borges Coelho, Ungulani Ba Ka Khosa e Aldino Muianga.

Entretanto, a partir de 2010 o Prémio Craveirinha consagra a carreira de um escritor com confirmados méritos no engrandecimento da literatura moçambicana, acrescentando seus nomes à lista de vencedores, neste contexto, Calane da Silva, Lília Momplé e, agora, Luís Bernardo Honwana.

Numa gala havida sexta-feira em Maputo Gilberto Matusse, professor universitário e especialista em literatura moçambicana, que presidiu o júri que selecionou o autor de “Nós Matámos o Cão Tinhoso” para vencedor da edição deste ano do prémio, leu a deliberação desse júri, que entre outros méritos viu no livro um marco incontornável na história da literatura moçambicana, uma vez ele que se impõe “como elemento de ruptura, que provoca uma agitação no estagnado panorama da ficção moçambicana da época”.

“Nós Matámos o Cão Tinhoso” é um marco na literatura moçambicana desde o contexto do seu surgimento. Nos meados da década de 1960, o nome de José Craveirinha já pontificava como dos maiores da literatura feita em Moçambique, principalmente pela temática, de reivindicação e de oposição ao que os moçambicanos viviam então. Foi em 1964 que o livro de Honwana foi lançado pela primeira vez (primeira de muitas, pois ao longo destes 50 anos conheceu muitas outras edições, incluindo de traduções no estrangeiro). Por essas alturas já sopravam os ventos de que para breve nasceria um país, produto de luta pelo fim das injustiças que o colonialismo ditava e o livro sabia, de certa forma, como que caramelo em calda.

Do ponto de vista literário, os méritos de Luís Bernardo Honwana e do seu livro de contos, à cabeça o que o intitula, vão, conforme destaca o júri do Prémio Craveirinha, para a inovação da técnica e expressa por uma linguagem límpida sob a qual se escondem – sublinha – densos simbolismos e subtis ironias.

Outro aspecto arrolado como mérito para o autor do “cão tinhoso” merecer o Prémio Craveirinha é o peso que a obra tem na literatura e na educação no nosso país. O livro foi eleito como principal fonte de textos de leitura obrigatória para os livros escolares logo após a independência nacional, tendo assim contribuído “para a formação e educação de gerações de moçambicanos”. No aspecto literário, o destaque vai para o facto de muitos escritores do pós-independência se terem influenciado pela escrita de Luís Bernardo Honwana.

UM ESCRITOR SINGULAR

A gala de anúncio do vencedor do Prémio Craveirinha de 2014 foi um momento cultural em que se falou de literatura e se cantou. Entre o lirismo das canções de Hortêncio Langa (um poeta por excelência) e o canto e a poesia de Tânia Tomé lá se foi destacando a importância do maior galardão literário no nosso país e um dos maiores, em termos de valor pecuniário, no continente africano.

Quando a meio do evento o presidente do júri Gilberto Matusse anunciou os argumentos para se escolher Luís Bernardo Honwana com o novo distinguido com aquele que é o maior galardão literário (na verdade cultural) do país e um dos maiores do continente africano, pelo seu valor pecuniário de 25 mil dólares norte-americanos, ecoaram da sala palmas em uníssono, num misto de reconhecimento e, também, de surpresa. E não era para menos, a surpresa.

É que desde que publicou “Nós Matámos o Cão Tinhoso”, luís Bernardo Honwana não mais nos trouxe um livro, facto que justifica a anormalidade, no sentido de pouco frequente, deste prémio. Ora, é um homem de um único livro mas de muitos e grandes méritos, o que também define um escritor.

O júri que o decidiu distinguir viu na carreira de Honwana um percurso literário e cultural de todo o Moçambique. Fez menção da consagração do escritor e do nosso país a nível do continente, em que “Nós Matámos o Cão Tinhoso” consta (com Mia Couto, por “Terra Sonâmbula”) da honrosa lista dos 100 melhores livros africanos no século XX. Foi também consagrado em outras latitudes deste mundo, através de traduções e de prémios.

A completar o quadro de méritos que convenceu o júri liderado por Gilberto Matusse a dar o Prémio Craveirinha a Luís Bernardo Honwana está o percurso do escritor no panorama cultural nacional. O facto de o autor ter também contribuído para o desenvolvimento da cultura moçambicana através da sua acção como jornalista, homem de cultura e de causas nacionalistas e como dirigente pioneiro e com papel fundador e estruturador em pelouros deste domínio. Honwana foi primeiro secretário de estado da Cultura, primeiro ministro da Cultura e primeiro presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa.

 

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