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A ARTE precisa de um espaço para ganhar vida. Há cerca de 20 anos que o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) é o habitat das artes. Criado depois da guerra civil, este espaço binacional (que une dois países: França e Moçambique) é o ponto de encontro da cultura. Por ocasião da comemoração das suas duas décadas, vamos abrir as portas desta casa para passear pela sua história.

O CCFM é um património arquitectónico, histórico, artístico, cultural e humano. O edifício onde actualmente funcionam as instalações do “Franco” guarda segredos. As paredes conservam momentos que fazem parte do património cultural nacional e internacional. Antes de se tornar no que é, este edifício era um Hotel Clube.

Segundo o historiador moçambicano António Sopa, citado pela pesquisadora Teresa Cotrim, o rápido desenvolvimento de Lourenço Marques, actual cidade de Maputo, no último quartel do século XIX, centrado sobretudo na linha ferroviária para o interior, trouxe vários trabalhadores que procuravam chegar às minas de ouro e de diamantes da África do Sul, e isso obrigou a que a cidade se dotasse de infra-estruturas para os receber e divertir.

A pedra fundamental desta casa foi colocada por João Mascarenhas Gaivão, governador do distrito de Lourenço Marques, actual cidade de Maputo, no dia 30 do mês de Junho de 1898.

Cerca de um século mais tarde, inicia a reabilitação deste edifício para se transformar no Centro Cultural Franco. A obra teve início no dia 30 de Junho de 1993. No evento estiveram presentes o ministro da cooperação de Moçambique, Jacinto Soares Veloso, e o francês Michael Boussin.

Como conta Contrim, após dois anos de trabalhos de reabilitação e construção, é um espaço imenso (mais de 6000 m2), consagrado essencialmente à cultura e à vida intelectual que se abriu para os moçambicanos da capital.

No dia 13 de Julho de 1995 foi inaugurado o Centro Cultural Franco-Moçambicano, pelo primeiro-ministro de Moçambique, Pascoal Mocumbi, e pelo embaixador da França em Moçambique, Didier Destremeau.

O CCFM é um dos cinco centros culturais franceses com um estatuto binacional, resultado de um acordo de cooperação entre Moçambique e França. O seu Conselho de Administração é presidido alternativamente pelo ministro ligado à cultura em Moçambique e pelo embaixador da França. A sua tarefa é consolidar e reforçar as ligações culturais entre estas duas nações; apoiar todas as formas de expressão cultural entre estes dois países. Uma das suas vocações é servir de ligação com o mundo francófono, especialmente a África francófona.

Os outros artistas deste centro

As salas do “Franco” conhecem bem Júlio Chemane. Ele faz parte desta casa desde Agosto de 1995. Sr. Júlio, como é carinhosamente chamado, é um dos trabalhadores mais antigos desta instituição. Este homem assistiu às obras de construção desta casa. Na época, ele era segurança na Biblioteca Nacional, local onde de forma provisória funcionava o que viria a transformar-se no CCFM.

“Comecei a trabalhar na biblioteca do CCFM como segurança e na manutenção. Actualmente sou profissional-chefe: coordeno a limpeza e todos os departamentos ligados à manutenção”, revive.

Para além destas funções, Júlio ainda cuida da parte logística, distribuição, faz a entrega de expedientes e no dia dos concertos faz o controlo de entradas. Enfim, é uma espécie de faz-tudo.

Joana João Cossa trabalha no CCFM desde 1995. Firmou o contrato com essa casa em 1996. Ela sai de casa cedo para o trabalho com uma missão: fazer com que o CCFM esteja limpo. O corpo directivo e os dirigentes do “Franco” vão mudando, mas o sabor do trabalho é o mesmo. Graças a este centro, ela mantém, com o seu marido, a comida que fortifica a sua família.

Nelson é técnico, cuida dos aspectos ligados à parte eléctrica. Ele participa na montagem do palco e no dia dos concertos, por vezes, comanda a mesa de som. Sua rotina resume-se em trabalho, trabalho e trabalho. “O trabalho é árduo, mas prazeroso”.

Mas nem sempre o “Franco” tinha trabalhadores que cuidavam do som e da luz. “Antes eram instituições externas que cuidavam disso. Passado um tempo, o CCFM sentiu a necessidade de prestar estes serviços a nível interno. Recebemos várias formações e hoje executamos este trabalho”, declara.

Como técnico, Nelson tem de suar a camisa. Só pode ausentar-se do “Franco” depois de o palco estar desmontado. Apesar da dureza do trabalho, ele justifica com um ar de satisfação: “Cada trabalho tem suas exigências”.

Estes funcionários têm uma certeza: continuar a trabalhar nesta casa. Júlio pensa em sair do CCFM depois da reforma. “Enquanto ainda tiver forças estarei aqui. Atingiria a satisfação plena se tivesse uma formação no estrangeiro, França, para melhorar as minhas habilidades”.  

Eden Martin é a directora do “Franco” há cerca de três anos. Para ela, “dirigir está instituição é uma responsabilidade. Existe um trabalho árduo para que as actividades sejam realizadas. Desde a programação, a parte técnica, a divulgação dos eventos, entre outras actividades”.

Para a directora, os 20 anos do “Franco” são uma vitória para duas nações: Moçambique e França. “Sinto-me honrada por poder participar da história do CCFM. Nestes meus poucos anos na direcção do CCFM, tenho o sentimento de missão cumprida, mas ainda há muito por ser feito”, exprime.

A comemoração do aniversário do “Franco” vai decorrer ao longo de todo o ano de 2015. Dividida em cinco momentos (expressar, encontrar-se, criar, movimentar e maravilhar), a comemoração vai reunir música, dança, artesanato, gastronomia, exposições e outros eventos de índole cultural.

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