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Fernando Leite Couto é um nome cuja marca ainda está patente no panorama editorial moçambicano. Pela sua mão, uma editora – a Ndjira – nasceu e consolidou-se, levando aos leitores livros dos mais consagrados autores nacionais bem como ajudava outros a desabrocharem. O seu filho Mia, que é o moçambicano que mais obras ofereceu à nossa literatura, Paulina Chiziane, Aldino Muianga, dentre os consagrados, Fernando Pedro (que faleceu vítima das explosões no paiol de Mahlazine em 2007) ou Pedro Muiambo, entre os novatos “nasceram” para a literatura pelas mãos do editor falecido em 2013.

Na quinta-feira, data em que se fosse vivo Fernando Couto faria 91 anos, os seus filhos Mia, Fernando Amado e Armando Jorge vão inaugurar a Fundação Fernando Leite Couto, que se propõe a continuar a obra do seu patrono, com enfoque maior na literatura e na arte. A literatura, com o apoio a novos autores, promoção e patrocínio de acções de formação, intercâmbios, a montagem de uma biblioteca e apoio a outras do país, terá peso mas a fundação irá abarcar outros campos da cultura, conforme anunciou Mia Couto, semana passada, durante uma conferência de imprensa que serviu de apresentação da iniciativa à imprensa.

“Não nos vamos cingir apenas à literatura, porque sentimos e queremos abarcar outros campos das artes, da cultura. Teremos exposições de pintura, conferências, debates, colóquios sobre os mais variados temas relacionados com a cultura, estamos a pensar também em fazer algo no jornalismo, pois o nosso pai foi também jornalista”, afirmou Mia Couto, que o presidente da instituição.

PRÉMIOS LITERÁRIOS

A fundação que leva o nome de Fernando Leite Couto irá, no quadro das suas actividades, pretende vir a ser um novo polo de cultura na cidade de Maputo e em outros pontos do país. Ainda que não tenha sido divulgada qualquer programação, os irmãos Couto asseveram que haverá uma programação com eventos regulares, que irão ajudar a enriquecer o roteiro cultural nacional.

Intervindo na conferência de imprensa, Fernando Amado Couto explicou que a fundação que leva o nome do pai não irá “ocupar o lugar de ninguém” e muito menos apropriar-se de responsabilidades de outras entidades culturais. “Iremos trabalhar também com outras instituições culturais nacionais, do Governo e não-governamentais, porque o que nós pretendemos é trabalhar com elas, com a cultura, em prol do nosso país”, disse.

Um dos planos da fundação é instituir prémios e conceder bolsas de estudo em domínios compatíveis com os fins para os quais ela foi criada. Por falar em prémios, essa é uma velha preocupação de Mia Couto, que por ocasião de um que venceu há algum tempo no estrangeiro, manifestou o desejo de ver estimulados jovens escritores nacionais.

UMA VOZ CHEIA DE VOZES

Fernando Leite Couto, moçambicano de origem portuguesa, fixou-se em Moçambique nos anos 1950. Foi homem de literatura de uma forma particular e de cultura e de outros campos da vida do país. Para além de poeta de eleição foi destacado jornalista. Neste ofício colaborou com o “Notícias da Beira” (que depois foi transformado em “Diário de Moçambique”, “Diário de Notícias”, “Notícias”, Agência de Informação de Moçambique (AIM) e Ministério da Informação. Foi igualmente professor de jornalismo e de outras disciplinas na Escola de Jornalismo.

No contexto da sua intervenção no jornalismo, os seus descendentes do homem que chegou a ser sub-chefe de redacção no “Notícias” projectam editar e imprimir publicações de índole literária, artística e cultural.

A data de inauguração da Fundação Fernando Leite Couto coincide com a passagem do 91º aniversário do nascimento do seu patrono. Para além de se apresentar a instituição e seus propósitos aos presentes (convidados), será também lançado um livro do poeta. “Uma Voz Cheia de Vozes”, como é intitulado o livro, é prefaciado por Luís Carlos Patraquim etraz, entre outros textos, poemas do malogrado homem de cultura. Entre os poemas está “Manifesto”, que escreveu em 1967:

 

Poesia não te peço trigo

pois sei que não és seara

e nem ao menos és terra.

Quero-te só cotovia

no espesso dos trigais

e canto da madrugada.

Não podes servir de pão

a quem outro não tiver.

Podes uivar e chorar

ser o grito de esfaimados

bandeira de barricadas

cólera das nossas veias

mas não és terra ou seara

Nem balas nem espingardas.

Quero-te só cotovia

Íntima voz do meu sangue.

 

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