Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A CONSTRUÇÃO de vias exclusivamente dedicadas a autocarros de transporte público de passageiros arranca em breve na cidade de Maputo, devendo numa primeira fase abranger dois corredores da periferia ao centro da urbe.

Trata-se do troço Zimpeto-Praça dos Trabalhadores via Avenida de Moçambique e da rotunda de Magoanine até ao início da “Guerra Popular” com uma ramificação do Ponto Final em direcção ao Museu.

A criação de corredores rodoviários unicamente destinados à circulação de machimbombos e colocação de respectivos meios circulantes, também designado de Bus Rapid Transit (BRT), que literalmente traduzido para o Português significa trânsito rápido de autocarros, é um dos mecanismos para a implementação de um sistema de transporte colectivo flexível e confortável, de acordo com Gabriel Muthisse, ministro dos Transportes e Comunicações.

O projecto foi apresentado no início deste ano e prevê a colocação de 100 autocarros próprios e construção de sete terminais, quatro nos extremos dos corredores.

Falando ontem na Assembleia da República durante a sessão de perguntas ao Governo, o responsável máximo da área de transportes disse que os preparativos, concretamente o estudo de impacto ambiental e a elaboração do projecto executivo já estão em curso, esperando-se que as obras comecem no segundo semestre do próximo ano.

Enquanto não se chega àquela metodologia, que compõe o leque das intervenções a médio prazo para enfrentar a gritante crise de transporte urbano na capital do país, o Executivo disponibilizou 178 milhões de meticais para a aquisição de autocarros para o reforço da frota da empresa pública do sector.

Os procedimentos de licitação com vista à compra dos machimbombos estão na fase final de avaliação, tendo fé na garantia dada aos parlamentares pelo ministro Muthisse.

A efectivar-se a compra de mais autocarros para as agora empresas municipais de transporte de Maputo e Matola será mais uma intervenção governamental no mandato prestes a findar.

Números oficiais ontem apresentados na Assembleia da República indicam que nos últimos cinco anos o Governo adquiriu cerca de 460 autocarros para o transporte público nos grandes centros urbanos do país, tendo 130 sido direccionados à gestão do sector privado.

Com aquelas aquisições e outras a título individual a frota passou de oito mil viaturas de transporte urbano para 15 veículos licenciados nos últimos cinco anos, o que entretanto não se fez sentir em termos de melhorias do serviço prestado, uma vez que o tráfego nas cidades ter subido de 12 milhões de passageiros por quilómetro para 34 milhões.

No que tange a subsídios ao serviço, o Estado despende cerca de 700 milhões de meticais por ano em auxílios ao transporte de passageiros, quer público, quer privado.

Não obstante este envolvimento governamental, a área do Grande Maputo, concretamente a capital, o município da Matola e as vilas de Boane e Marracuene, vive actualmente o pico da crise de serviço de transporte, com milhares de trabalhadores e de estudantes a ligarem as residências e os locais de produção transportados em camiões como se de mercadorias se tratassem.

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