Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O ABASTECIMENTO de água ao Grande Maputo, a partir da Barragem de Corumana, localizada na Moamba, arranca daqui a dois anos, altura em que estará concluída a construção da Estação de Tratamento (ETA) de Sabié.

O facto foi revelado na quinta-feira pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, falando no quadro da visita que efectuou às obras do sistema, que inclui, entre outras componentes, uma conduta adutora de 95 quilómetros entre a barragem e o Centro Distribuidor da Machava, no município da Matola.

Machatine disse, em resposta ao “Notícias”, que o arranque do bombeamento de água potável de Corumana para Machava está dependente da entrada em funcionamento da ETA de Sabié, cuja adjudicação da construção está neste momento à espera da aprovação final do Banco Mundial, principal financiador do projecto.

As obras da ETA, que se localizará 10 quilómetros antes da barragem, deverão durar 20 meses, de acordo com informações avançadas durante a visita, que durou todo o dia.

Quanto à conduta, o ministro, que se fazia acompanhar pelo representante do Banco Mundial no país, Mark Lundell, foi informado que a sua construção está praticamente concluída, decorrendo já testes de pressão. Mesmo os desafios da travessia dos rios Incomati e Matola, bem como a linha férrea de Ressano Garcia, foram já ultrapassados.

O ideal seria que a ETA e a conduta tivessem arrancado ao mesmo tempo, mas questões financeiras inviabilizaram o plano, levando o processo ao estágio actual, de uma componente estar pronta antes da outra.

Tendo em conta a situação, no ano passado garantiu-se que o bombeamento da água iria arrancar mesmo sem a ETA, devendo-se recorrer a mecanismos provisórios de tratamento de água, ideia agora posta de lado devido à falta de financiamento.

De Corumana chegarão, numa primeira fase, 60 mil metros cúbicos de água por dia e será possível abastecer mais 650 mil ligações, até 2025, número que vai atingir 989 mil em 2035. A cobertura no Grande Maputo sairá de 57 por cento para 65, em 2025.

O projecto global inclui a construção de centros distribuidores em Matlemele e Matola-Gare, na Matola, Guava, em Marracuene, bem como redes de distribuição a partir destes pontos.

Ao cair da tarde, Machatine visitou as obras de emergência que visam  minimizar o impacto negativo da seca na bacia dos Pequenos Libombos, que incluem a reactivação de pequenos sistemas e abertura de furos na periferia da Matola e Maputo.

 

 

 

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