Imprimir
Categoria: Capital
Visualizações: 1619

A Livaningo, uma Organização Não Governamental (ONG) nacional, defende o estabelecimento de um sistema moderno e sustentável de gestão de resíduos sólidos no país.

Segundo o coordenador de programas da Livaningo, Álves Talala, Moçambique não possui nenhum aterro sanitário, mas sim lixeiras a céu aberto.

O facto, de acordo com a fonte, citada pela AIM, preocupa a organização e desafia o governo a implementar um sistema moderno de gestão de resíduos sólidos.

“O país apenas tem lixeiras a céu aberto e não tem aterros sanitários. É uma forma arcaica de lidar com resíduos sólidos. Nós achamos ser importante que o governo pense num sistema moderno de gestão de resíduos sólidos como aterros sanitários,” disse Talala, falando durante uma marcha de repúdio a lixeiras a céu aberto.

A marcha, realizada na manhâ de ontem, na capital do país , Maputo, visa sensibilizar o governo para acabar com lixeiras a céu aberto e estabelecer um sistema sustentável de gestão de resíduos sólidos.
A Livaningo diz estar a dialogar com o governo, desde 2001, no sentido de eliminar lixeiras a céu aberto, mas sem sucesso visto que até hoje o país não possui aterro sanitário.

“Estamos a discutir com o governo desde 2001 para a eliminação de lixeiras a céu aberto, mas até hoje ainda não temos aterros sanitários” afirmou Álves Talala.

Questionado sobre as razões da interrupção da construção de um aterro sanitário no distrito de Marracuene, decisão influenciada pela população local, Talala respondeu que se “tratava de mais uma lixeira a céu aberto. Foi por isso que a população reagiu.”

A fonte revelou que existe um espaço em Mathlemele, no município da Matola, onde deveria ser construído um aterro sanitário, empreendimento que seria financiado pelo governo sul coreano na ordem de 50 milhões de dólares. “O governo sul coreano ia investir cerca de 50 milhões de dólares para construir o aterro em Mathlemele, na Matola”, disse.

Em Fevereiro do ano em curso cerca de 17 pessoas morreram em consequência do desabamento da lixeira de céu aberto de Hulene, na cidade de Maputo.