O PRESIDENTE do Conselho Autárquico da Beira, Daviz Simango, convocou ontem a imprensa para anunciar que o órgão que dirige necessita de 888.447.517 milhões de dólares americanos para a reconstrução pós-"Idai".

Segundo o edil, o valor vai abarcar a recuperação das áreas de habitação e reassentamento, edifícios e instalações municipais, protecção costeira, drenagem, saneamento, estradas e outras áreas relevantes.

Falando no encontro do lançamento do Plano de Reconstrução e Resiliência da urbe, na qual participaram empresários, líderes tradicionais, religiosos e representantes das organizações da sociedade civil baseados na urbe, Daviz Simango afirmou que a autarquia não dispõe de recursos para a realização destas empreitadas.

Revelou aos participantes que estas necessidades já foram encaminhadas ao Conselho de Ministros e vai apresenta-los na conferência de doadores prevista para o fim deste mês, na cidade da Beira.

“Perante estas necessidades, apelamos ao Governo central e à comunidade internacional para que se concentrem nas necessidades das pessoas e das empresas, porque são vitais para a recuperação da cidade”, sublinhou.

Na sua alocução, o edil da Beira falou de cada área, com enfoque nas estratégias para fazer face às mudanças climáticas como vitais.

“O ciclone Idai atingiu a cidade da Beira na maré baixa, se tivesse chegado à Beira durante a maré alta, os níveis da água do mar teriam sido quase dois a cinco metros mais altos e a inundação da cidade a partir do mar teria sido pior”, explicou.

Quanto à drenagem, Simango referenciou como importante, porque durante as intempéries demonstrou ter funcionado sem qualquer sobressalto.

Falou do sistema de saneamento, gestão de resíduos sólidos, estradas e espaços públicos, habitação e assentamentos, edifícios e serviços municipais e extensões urbanas.

À margem do evento, o presidente da Associação Comercial da Beira (ACB), Jorge Fernandes, disse ao “Notícias” que as necessidades apresentadas pela edilidade espelham os grandes estragos causados pelo ciclone Idai.

A fonte disse aguardar com expectativa a conferência na qual poderão surgir possíveis parcerias para a reconstrução da urbe.

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A LIGAÇÃO entre a Polícia e a comunidade no bairro da Munhava, na cidade da Beira, está a produzir resultados positivos, como a redução dos índices de criminalidade neste que é o bairro mais populoso da urbe. Leia mais.

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O Primeiro-Ministro de Cabo Verde manifestou ontem o seu “orgulho” no trabalho desenvolvido pela missão cabo-verdiana a Moçambique, onde efectuou 1700 atendimentos às vítimas do ciclone Idai.

Ulisses Correia e Silva recebeu ontem a equipa desta missão - composta por quatro médicos, seis enfermeiros, uma psicóloga e um elemento da Protecção Civil – no Palácio do Governo, na Cidade da Praia, onde reconheceu o trabalho realizado pela missão cabo-verdiana “com o espírito de missão cumprida”.

Esta presença em Moçambique, afirmou Correia e Silva, “foi importante, não em termos de número, mas em termos de entrega, trabalho de terreno, que era importante assegurar”.

Ulisses Correia e Silva agradeceu à equipa que esteve a trabalhar em condições “difíceis” e a dar a contribuição de Cabo Verde “para minorar o quadro de sofrimento que este país atravessou”.

O cardiologista Fernando Tavares, que liderou a missão, contou que o trabalho da equipa começou assim que aterrou no aeroporto da Beira, em Moçambique.

O médico disse que será impossível esquecer o que viu nesses dias, num cenário de destruição provocada pelo ciclone Idai, que atingiu a região centro de Moçambique em meados de Março.

“Casas e carros espalhados pelas ruas, pessoas a mendigarem de uma forma geral, pessoas desanimadas, ruas desorganizadas, sem contar com as doenças que constatámos no terreno”, relatou.

Para Fernando Tavares, Cabo Verde levou a Moçambique a sua “bravura”, pois conseguiu fazer o melhor, apesar de ter uma equipa com poucos elementos.

“Não resolvemos todos os problemas, não resolvemos todas as situações difíceis que vimos”, afirmou, partilhando uma certeza: “deixámos saudades”.

Outro elemento desta equipa, o médico Mário Évora, sublinhou a complexidade da situação que encontrou no terreno, mas que não impediu que a missão se entregasse “a essa causa”.

“Quando lá chegámos a situação era caótica e adversa a todos os níveis e no terreno encontrámos situações com que nenhum de nós se tinha deparado”, afirmou.

O clínico recordou que, quando chegaram, a equipa da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), com quem articularam o trabalho, fazia entre 20 e 30 atendimentos diários, número que duplicou após a chegada dos cabo-verdianos.

Por seu lado, o médico Júlio Lima acrescentou que esta missão demonstrou que Cabo Verde é “um país rico pelos recursos humanos que tem”.

O ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique, a 14 de Março, causou um total de 603 vítimas mortais, tendo afectado mais de 1,5 milhão de pessoas.

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OS danos causados pelo ciclone tropical Idai no sector ferro-portuário, na cidade da Beira, estão avaliados em 22.4 milhões de dólares norte-americanos, segundo deu a conhecer a directora provincial dos Transportes e Comunicações de Sofala, Maria Gabriel, numa entrevista ao “Notícias”. Leia mais

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A INDÚSTRIA de produção de carne que abastece a cidade da Beira ressente-se dos efeitos do ciclone tropical Idai e das cheias provocadas pelas chuvas associadas ao fenómeno que se abateu sobre a região Centro. Leia mais

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