Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

UM projecto denominado “Agro-Jovem” foi ontem lançado na cidade da Beira pelo  governador da província de Sofala, Alberto Mondlane. A iniciativa visa estimular os jovens empreendedores finalistas de ensino superior para que sejam capazes de criar negócios sustentáveis e promover o auto-emprego no agro-negócio.

Na ocasião, o governante saudou a iniciativa e encorajou os jovens para continuarem neste caminho de aposta no auto-emprego.

O “Agro-Jovem” financiou um total de 90 projectos em todo o país, num montante de 51 milhões de meticais, dos quais cerca de dois milhões foram desembolsados para a província de Sofala, beneficiando três jovens.

Segundo a coordenadora do projecto, Ediwina Ferro, espera-se que com o seu lançamento nesta urbe os jovens sintam-se estimulados a submeter propostas de modo que possam receber financiamento.

Ela explicou ainda que a criação do projecto visava alcançar esta faixa etária, que tem mais dificuldades de acesso aos serviços financeiros.

Por sua vez, o vice-reitor para área académica do Instituto Superior de Ciências e Tecnologias Alberto Chipande (ISCTAC), Júlio Chibemo, disse que a sua instituição aderiu a este projecto por leccionar cursos que abrangem a área de actuação, como a engenharia em agro-pecuária.

Através dele, foram aprovados três projectos referentes à produção e processamento de frangos, ovos e yougurt, dois dos quais têm espaço de implementação nas cidades da Beira e Dondo.

Chibemo referiu ainda que pretende com esta parceria estratégica ampliar horizontes do saber fazer e incrementar as margens de importação e redução do desemprego.

A segunda fase deste projecto conta com 20 parcerias de implementação e três parceiros técnicos.

Durante a execução da primeira fase foram criados 54 negócios que originaram 156 postos de trabalho e cerca de 500 estudantes receberam formação em empreendedorismo.

Comments

SEIS indivíduos estão detidos na sétima esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade da Beira, indiciados de crime de fogo posto, na sequência do qual três membros da mesma família (um casal e um filho de quatro anos) perderam a vida anteontem carbonizadas, na zona de expansão de Ndunda 1, no 17.º bairro da Manga-Mungassa.

O porta-voz da PRM em Sofala, Daniel Macuácua, explicou que, após aperceber-se do caso, uma equipa da corporação foi ao local do incidente e, através dos vestígios e declarações de algumas testemunhas, concluiu que se tratava de uma morte resultante de fogo posto.

“De imediato iniciou o processo de investigação, diligências aconteceram e culminaram com a identificação e neutralização de seis indivíduos fortemente suspeitos, um dos quais se supõe seja cabecilha”, explicou.

Segundo Macuácua, pensa-se que tenha sido um acto de ajuste de contas, uma vez que o suposto cabecilha era vizinho do finado no 14.º bairro e, coincidentemente, estava no local do incêndio.

“Partimos do pressuposto de que o finado teria tido alguma situação não boa com o suposto cabecilha, daí que poderia ter convidado os seus comparsas para cometerem este crime bárbaro”, afirmou.

Contudo, o indiciado, que responde pelo nome de A. Ossumane, negou as acusações que pesam sobre si, defendendo que estava no local por coincidência e na companhia de um amigo.

“Não sei porque estou aqui detido, eu só queria ajudar as vítimas no momento do incêndio, não sabia que o meu ex-vizinho vivia naquela casa”, justificou-se. 

Macuácua revelou que as investigações prosseguem, sendo que os autos também já foram lavrados e irão seguir os seus trâmites legais.

Comments

TRÊS pessoas da mesma família perderam a vida na madrugada de ontem, na cidade da Beira, na sequência de um incêndio que deflagrou na casa onde viviam, supostamente por crime de fogo-posto. Trata-se do dono da casa, sua esposa (grávida) e um filho menor de quatro anos, que ficaram completamente carbonizados.

O facto ocorreu concretamente na Unidade Comunal E, quarteirão número 2, na zona de expansão de Ndunda 1, no 17.º bairro de Manga-Mungassa.

As exéquias estão marcadas para esta manhã, num cemitério ainda por indicar pelos parentes desta família, havendo informações de que o Conselho Municipal da Beira urbe vai disponibilizar alguma ajuda para a cerimónia.

A casa, que ficou completamente destruída, era de material precário, nomeadamente caniço e rolos plásticos, altamente inflamáveis.

Os vizinhos suspeitam que tenha sido um fogo posto e que o suposto criminoso tenha recorrido à gasolina, a avaliar pela rápida propagação das chamas. A Polícia já está a investigar o caso.

O jovem, de 28 anos, era ajudante de camião no transporte de areia, na zona, enquanto a esposa, de 22 anos, dedicava-se ao negócio informal.

Alguns residentes da zona apontam que a causa desta ocorrência esteja relacionada com a alegada venda de talhões para habitação, principal fonte de sobrevivência dos moradores. Cada um chega a custar entre 35 e 50 mil meticais.

Por exemplo, uma casa vizinha da das vítimas foi recentemente demolida na mesma zona, pantanosa, por desconhecidos, numa acção considerada de ajuste de contas.

Neste contexto, o secretário do bairro, Fernando Ndpapossa, apela à comunidade para que qualquer conflito de terra seja submetido às autoridades de Administração da Justiça para sua resolução, condenando a prática a justiça pelas próprias mãos.

Segundo disse, no 17.º bairro de Manga-Mungassa já se registaram três casos de fogo posto este ano, tendo resultado em avultados danos materiais, sendo o de ontem o mais grave, por ter resultado em perda de vidas humanas.

Horácio João

Comments

A POLUIÇÃO sonora, principalmente aos fins-de-semana, continua a ser uma autêntica “dor de cabeça” na cidade da Beira, particularmente para os residentes de bairros como Matacuane, Macúti, Munhava, Passagem de Nível, Manga e Chipangara, que albergam mercados informais.

Para ludibriar a fiscalização, os poluidores usam algumas artimanhas. É que no lugar de usar aparelhos sonoros fixos nas suas barracas, que muitas vezes são confiscados, os proprietários amplificam o som a partir das suas viaturas e quando a Polícia aparece eles se põem em fuga.

Por exemplo, nas barracas e feiras altamente frequentadas, tais como a Praça dos Professores, Corredor, no bairro de Matacuane, Feira dos Pioneiros e Passagem de Nível, os proprietários destes locais de venda de bebidas alcoólicas recorrem a reprodutores das suas próprias viaturas.

Os residentes destes bairros acusam as autoridades municipais de apatia, em vez de procurar estancar esta situação cada vez mais crítica na capital provincial de Sofala.

Confrontada com as reclamações, a edilidade reconhece, mas explica que está a trabalhar no sentido de aliviar os citadinos do barulho ensurdecedor produzido a partir das barracas, casas de pasto e das viaturas estacionadas junto desses locais de lazer e de venda e consumo de bebidas alcoólicas.

Na rua Principal, assim identificada pelos moradores no bairro da Manga, quando chega a sexta-feira os residentes são “violentados” com um barulho atroador, apontando o dedo acusador ao município, que dizem ignorar os seus gritos de socorro.

Grupos de jovens estacionam as suas viaturas em frente das barracas da zona e ficam horas a fio a tocar música com volume extremamente alto, enquanto se embriagam.

Os residentes deste ponto da cidade da Beira explicaram ainda que o “espectáculo” começa quase sempre à meia-noite de sexta-feira e prolonga-se pela madrugada até ao nascer do sol de sábado e domingo.

"O Conselho Municipal tem conhecimento deste problema, mas não toma medidas. Não estamos contra o negócio de ninguém, mas pedimos apenas que respeitem o nosso direito ao repouso”, rogaram.

No bairro de Matacuane, segundo soubemos, a comissão de moradores está a preparar um abaixo-assinado para pressionar a edilidade a resolver este problema de poluição sonora com maior seriedade.

Um dos moradores, que preferiu não se identificar, revelou-nos que tem um recém-nascido em sua casa e, agastado com a situação, transferiu a esposa e o filho para outra zona.

Acusou igualmente a Polícia Municipal de não se dirigir às barracas para impor ordem, de modo a devolver a tranquilidade aos munícipes, embora, por várias vezes, tenha sido informada sobre o que se passa no local.

"Temos visto a Polícia Municipal a passar de viaturas, mas nunca toma medida contra este cenário,” queixou-se.

Acrescentou que além da música alta, os jovens fazem gincanas com as suas viaturas aumentando o barulho durante toda a noite.

"Às vezes telefonamos a pedir a intervenção do Conselho Municipal, e dizem que os agentes estão a caminho, mas nunca aparecem, porque não se importam com o bem-estar dos contribuintes”, acusou Joana Santos, que vive num edifício localizado mesmo ao lado das barracas do Corredor, em Matacuane.

Edilidade diz estar a trabalhar no assunto

ENTRETANTO, a nossa Reportagem abordou a propósito o inspector-chefe da Polícia Municipal, Manuel Gimo, que explicou que a edilidade está a trabalhar intensamente para minimizar este problema.

 "Estamos a trabalhar no sentido de minimizar este cenário. Por esta razão, já confiscámos alguns aparelhos sonoros em algumas barracas. Temos feito rondas nocturnas. Primeiro, emitimos avisos, depois passamos a devida multa”, explicou.

Gimo aproveitou a ocasião para pedir a colaboração dos munícipes com a Polícia Municipal, no sentido de denunciar estes casos.

 

Poluição inquieta também a AMB

A QUESTÃO da poluição sonora já foi tema de debates acesos na Assembleia Municipal da Beira (AMB), com os deputados a questionarem a Daviz Simango sobre o processo de fiscalização.

Simango reconheceu que apesar de o trabalho de fiscalização da poluição estar a acontecer, há muitos prevaricadores. “Ao nível do sector operativo realizamos várias actividades de fiscalização de venda e consumo de bebidas alcoólicas em locais impróprios e efectuamos a fiscalização do horário de fecho de barracas e quiosques, bem como o consumo de bebidas nas vias públicas”, defendeu-se Simango.

Porém, ele pediu o envolvimento dos munícipes afectados através de denúncias para que a edilidade possa tomar as medidas adequadas a este tipo de infracções.

António Gombe

Comments

O AUMENTO do número de moto-táxis, vulgo “txopelas”, está a tornar cada vez mais difícil a actividade dos taxistas, na cidade da Beira, província de Sofala, por não conseguirem fazer face à concorrência.

A situação vai ficando cada vez mais complicada, porque os “txopelas” SE transformaram no meio de transporte mais usado pelos residentes da capital de Sofala, não só pelo valor cobrado pela viagem, mas sobretudo pela rapidez e flexibilidade de circulação mesmo.

Há indicações de que na cidade as pessoas preferem este meio de transporte, apesar da relativa insegurança que os moto-táxis oferecem.

Como referimos, são apontadas duas razões para a opção pelos moto-táxis: o preço e a sua mais prática circulação, podendo, por isso, levar o cliente aos locais mais recônditos com maior facilidade.

Sobre o preço, enquanto o taxista cobra 150 meticais da baixa ao bairro da Ponta-Gêa, o “txopelista” pede 100 e por vezes 70 para não perder o cliente.

Vicente Fernando, por seu turno, sugeriu que os “txopelistas” deviam operar em determinadas horas, de forma a permitir que os taxistas consigam também trabalhar.

Este taxista acha ainda que a Associação dos Transportes da Beira (ATABE) devia velar por esta situação. “Nos últimos tempos a nossa receita baixou muito, sem contar que trabalhamos em turnos. Há dias em que saímos dos nossos pontos de trabalho sem termos levado um único cliente, durante o dia, e quando vamos prestar contas os chefes não acreditam que tal seja possível”, queixou-se, por sua vez, José Carvalho.

Os taxistas revelaram ao nosso Jornal que já levaram esta preocupação ao presidente da ATABE, contudo não há qualquer solução.

António Correia, um dos taxistas por nós abordado, acusou os moto-táxis de terem invadido a praça que não lhes pertence, para exercer a actividade. “Colocámos essa questão por duas vezes, a primeira numa reunião e outra no momento da sua campanha, mas até hoje não há solução”, lamentou Correia.

Os taxistas revelaram ainda que sempre têm pago as taxas inerentes ao exercício da actividade, assim como o valor das licenças, mas sentem-se agastados com a situação pela qual passam, devido à invasão que tiveram por parte dos “txopelas”.

Entretanto, sobre  a preocupação dos taxistas, o “Notícias” contactou o presidente da ATABE, Júlio Miguel, que disse ter conhecimento do assunto, mas explicou que a solução não será fácil.

Contudo, garantiu que se vai trabalhar no sentido de se identificar os espaços para todos os operadores e também para a harmonização dos preços, de forma a não prejudicar a ninguém.

 

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction