Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

OS moradores do prédio Ali Baba, na cidade da Beira, viveram na manhã de ontem momentos de alguma agitação, na sequência de uma decisão de um grupo deles de limpar um esgoto que vinha exalando um cheiro nauseabundo.

Segundo este grupo, há bastante tempo que se vive num ambiente desagradável neste  prédio com problemas sérios de águas negras e fossas cheias.

Para saírem do prédio, para os seus seus afazeres, os residentes são obrigados a passar por cima de pedras, porque o local está cheio de água imunda.

Tudo começou quando ontem, logo pela manhã, tomaram a decisão de limpar, por conta própria, porque já não aguentavam viver naquela situação.

Só que, um outro morador, sentindo-se incomodando com o cheiro que saía da operação de limpeza, decidiu queixar-se à Polícia Municipal.

Assim, momentos depois, os moradores que limpavam o esgoto foram surpreendidos por homens do município que procuraram saber o que estava a acontecer no local, acabando por decidir que a operação não devia continuar, porque estavam a incomodar o vizinho.

“Na mesma hora foi passada uma multa de 10 mil meticais por cada flat. As lojas que funcionam aqui também foram multadas com 16 mil meticais”, explicou uma das moradoras.

Os residentes explicaram que não é a primeira vez que passam por este tipo de situações. Recordaram que mesmo no ano passado, o edil da Beira visitou o local e ordenou que se fizesse um trabalho de saneamento. “Mas o trabalho não foi terminado. Então porquê estamos a ser obrigados a pagar esta multa, uma vez que, cansados desta situação, decidimos fazer limpeza sozinhos?”, questionaram.

Na mesma ocasião, os moradores acrescentaram que não receberam qualquer aviso para esta situação de multas e que foram surpreendidos com a mesma.

“Não convocaram nenhuma reunião nem deixaram um aviso prévio, muito menos um anúncio. De repente chegaram e deixaram multas”, lamentaram os moradores.

Sugeriram que o município reveja a sua decisão e não opte por multá-los.

Entretanto, a nossa Reportagem entrevistou Moisés Chenene, director dos Serviços Autónomos de Saneamento na Beira que, na sua explanação, disse que este é um trabalho de rotina feito pela equipa de fiscalização de serviços de saneamento da cidade da Beira.

“Estes cidadãos foram avisados em meados do mês de Março para, no prazo de 45 dias, regularizarem esta situação, o que não aconteceu. Não é verdade que eles não tinham informação. Já chamámos atenção aos moradores para observarem as suas caixas de visita para evitarem transbordos e estes tipos de problemas”, disse Chenene.

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