OSvendedores do mercado do Maquinino, um dos maiores da cidade da Beira, queixam-sedo problema dolixo que não é recolhido pela edilidade, colocando em risco a saúde pública. A reportagem do “Notícias”escalou ontem o mercado, onde conversou com alguns vendedores sobre o assunto. Leia mais

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A cidade da Beira nunca esteve tão exposta à invasão das águas do mar como ficou depois da ocorrência do ciclone Idai, no passado dia 14 de Março. A afirmação foi feita há dias pelo presidente do Conselho Autárquico, Daviz Simango, em entrevista ao “Notícias”.

Com efeito, o ciclone destruiu as poucas infra-estruturas e barreiras naturais que ainda protegiam a costa, como as muralhas, esporões, dunas e árvores.

Simango sempre defendeu que a cidade da Beira nunca seria engolida pelas águas do mar, mas neste momento está com receio quanto ao futuro da urbe. Diz mesmo que caso não haja uma intervenção mais significativa, o pior pode acontecer nos próximos tempos.

É que as águas estão a avançar de forma galopante em direcção ao continente e os espaços onde estavam implantados os edifícios que desabaram nos bairros da Ponta-Gêa e Macúti por causa da erosão, já foram “engolidos” pelo mar.

A zona de acampamento de pescadores e transportadores marítimo da Praia Nova também foi levada pelas águas do mar. 

Técnicos fazem levantamento dos danos 

ALÉM de destruir os esporões recentemente edificados na zona da Praia Nova, o ciclone destruiu a muralha localizada na baixa da cidade.

Neste momento, encontram-se no terreno equipas técnicas do Ministério das Obras Públicas e Recursos Hídricos e do Conselho Autárquico da Beira a fazer o levantamento da destruição destas infra-estruturas públicas.

Entretanto, Daviz Simango avançou que no caso particular da muralha será necessário um trabalho profundo de reconstrução porque a estrutura ficou totalmente abalada.

Afirmou que os esforços desenvolvidos para mitigar o fenómeno caíram por terra devido a contínua acção devastadora da erosão costeira. 

Com uma área de perto de 700 quilómetros quadrados, a cidade da Beira é conhecida como uma das urbes mais vulneráveis às mudanças climáticas, pois situa-se numa região pantanosa junto à foz do rio Púnguè. 

Simango referiu que o estudo em curso deverá estar pronto para ser partilhado na conferência de doadores marcada para o próximo mês de Maio nesta cidade. 

Recordou que antes do ciclone Idai, a autarquia precisava de 500 milhões de dólares para resolver a problemática de erosão costeira, sendo que agora poderá evidentemente ser mais.

Estudos recomendam maior investimento

VÁRIOS estudos sobre a protecção costeira da cidade da Beira foram desenvolvidos nos últimos 10 anos e todos recomendam a aplicação de mais investimentos neste domínio.

O mais recente, coordenado pelo Programa de Apoio à Descentralização e ao Desenvolvimento Económico Local (PADDEL) foi elaborado por especialistas italianos no quadro de programa de cooperação que apoia o desenvolvimento urbanístico e sistemático de Moçambique.

A solicitação do estudo tinha como objectivo encontrar soluções face à erosão, que há várias décadas afecta sobretudo a orla marítima desta urbe, que se reflecte na destruição de infra-estruturas nos bairros da Ponta-Gêa, Palmeiras e Macúti.

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A UNIDADE móvel de saúde que durante 27 dias funcionou ininterruptamente em tendas montadas no recinto do Hospital Central da Beira (HCB) com mais de 50 médicos italianos de diferentes especialidades passou ontem à gestão de técnicos nacionais, prevendo-se que seja oficialmente entregue ao Ministério de Saúde no dia 6 de Maio. Leia mais

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O Conselho Directivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de aprovar um crédito no valor de 120 milhões de dólares americanos para ajudar Moçambique a superar os efeitos do ciclone Idai, que atingiu as províncias de Sofala, Manica, Zambézia, Tete e norte de Inhambane.

O facto foi anunciado ontem pela directora-geral da instituição, Christine Lagarde, falando a jornalistas, em Beijing, na China, no final de uma audiência com o Presidente da República, Filipe Nyusi. Ambos se encontram naquele país para participar no II Fórum Internacional “ Cinturão e Rota”, evento que termina hoje na capital chinesa.

Recentemente, o Banco Mundial também vai doar 90 milhões de dólares americanos, em apoio às cerca de 3,3 milhões de vítimas dos desastres naturais na região centro do país.

Christine Lagarde anunciou também que o FMI lançou, internamente, uma campanha de angariação de fundos para apoiar a população moçambicana, no âmbito da emergência.

“Esta é uma indicação de que nem todo o apoio precisa de ser endossado pelo Conselho Directivo, mas sim a partir da própria simpatia dos funcionários do FMI para com o povo de Moçambique”, disse Lagarde.

Sobre a questão das dívidas, Lagarde disse que “estamos a trabalhar em conjunto e trocamos opiniões sobre como as dívidas podem ser gradualmente moderadas, para que Moçambique não esteja em situação de angústia no futuro”.

Ainda ontem, Filipe Nyusi reuniu-se com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que garantiu que as agências daquela organização mundial estão completamente mobilizadas para apoiar as populações afectadas pelas intempéries, e desejou que a comunidade internacional responda com mais vigor aos apelos lançados.

“Gostaríamos de fazer muito mais. Mas posso garantir que as nossas agências estão completamente mobilizadas para apoiar as populações que sofreram tanto, e desejar que a comunidade internacional responda mais fortemente aos apelos que lançámos com ajuda que é indispensável para se reestabelecer, o mais rapidamente possível, as condições necessárias para que as populações voltem a encarar a vida com esperança no seu futuro”, afirmou.
Relativamente à paz, Guterres desejou que o processo em curso seja concluído, satisfatoriamente, o mais rapidamente possível.

“Sabemos que já foi aprovado o pacote de descentralização e esperamos que seja feita uma completa desmobilização e integração dos homens armados, e que o país continue a realizar eleições normalmente”, afirmou o secretário-geral da ONU, que também se encontra em Beijing, no âmbito do Fórum Cinturão e Rota.

Almiro Mazive, AIM, em Beijing

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A Rainha da Espanha, Letizia Ortiz Rocasolano, vai efectuar uma visita oficial de três dias a Moçambique, a partir deste domingo, a convite do Presidente da República, Filipe Nyusi.

Um comunicado emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, a que o Notícias teve acesso, indica que durante a sua estada no país a Rainha Letizia irá deslocar-se à cidade da Beira, província de Sofala, para ver “in loco” as áreas devastadas pelo ciclone Idai.

Ainda no local, vai prestar solidariedade às populações afectadas e manter um encontro com a equipa de médicos espanhóis que assiste as comunidades moçambicanas no distrito de Dondo.

Consta ainda da agenda uma visita ao Centro de Investigação em Saúde de Manhiça.

A visita decorre no quadro do aprofundamento das relações de amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois países, abrangendo as áreas da saúde, educação, agricultura e segurança alimentar, administração da justiça, finanças, gestão de recursos hídricos, igualdade do género e desenvolvimento rural.

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