Mais de mil pessoas que foram afectadas pelo ciclone tropical Idai e inundações no distrito do Búzi, na província de Sofala, começaram, sábado, a regressar às suas zonas de proveniência, depois de terem recebido kits básicos de sobrevivência para os próximos 15 dias.
O processo iniciou com as vítimas que estão acomodadas no Instituto de Formação em Administração Pública e Autárquica (IFAPA) e está a ser orientado pelo Governo, através do Instituto Nacional de Gestão das Calamidades (INGC), com o apoio da Agência das Nações Unidas para Refugiados.
Segundo a AIM, que cita o “País”, os afectados regressam às suas zonas de origem, mas, numa primeira fase, serão concentrados no centro de acomodação de Guara-Guara.
De acordo com um inquérito, parte significativa das vítimas que residiam na vila-sede do Búzi já não pretendem voltar ao mesmo local.
A Agência das Nações Unidas para Refugiados apoia o retorno dos afectados às suas zonas de origem e o seu reassentamento, para que estes possam refazer as suas vidas depois dos efeitos combinados do ciclone e inundações terem devastado seus bens.

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A REPRESENTANTE do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), em Moçambique, Andrea Wojnar, considera que as vítimas do ciclone tropical Idai estão a enfrentar alguns constrangimentos no centro de acomodação de Peacock, situado no limite entre os bairros Estoril e Aeroporto. Leia mais

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PELO menos mais dois meses serão necessários para a cidade da Beira ficar completamente livre do lixo provocado à passagem do Ciclone Idai, segundo o presidente do Conselho Autárquico, Daviz Simango.

Em contacto com o Notícias, Simango afirmou que uma das primeiras intervenções depois do ciclone foi garantir a limpeza dos acessos, pois 90 por cento das vias estavam intransitáveis devido à queda de árvores e outros objectos arrancados pela força do vento.

“Houve um grande movimento para a remoção de resíduos sólidos. Neste momento, passados 30 dias, ainda temos grandes desafios e nos nossos cálculos poderemos levar ainda mais dois meses a executar esta actividade até a cidade ficar completamente limpa", sublinhou.

Apontou o lixo das árvores e objectos das casas destruídas como sendo os resíduos que ficaram espalhados pelas ruas e quintais.

Simango revelou que no processo de remoção de resíduos sólidos conta com aproximadamente 100 pessoas, entre voluntários e funcionários municipais.

Foram igualmente mobilizados 40 camiões que consomem 10 mil litros de carburantes por dia, mas, mesmo assim, o trabalho está a acontecer a contento no terreno, segundo o edil da Beira.

“O trabalho está a decorrer sem sobressaltos, estamos a redobrar esforços com vista a alcançar a meta de livrar-mo-nos dos resíduos sólidos. Importa destacar a entrega demonstrada por parte de uma grande parte da população que está a colaborar no tratamento e remoção do lixo”, congratulou-se Daviz Simango.

Entretanto, o presidente do Conselho Autárquico da Beira referiu que a epidemia continua a embaraçar as autoridades e as famílias, apesar de o número de casos estar a registar redução.

“Há mais de dez anos que a nossa cidade não registava casos de cólera, mas devido à problemática das inundações e pelo facto de termos ficado algum tempo sem água canalizada a doença propagou-se. Agradecemos as autoridades sanitárias por estarem a trabalhar incansavelmente no processo de cura dos doentes", afirmou. 

Município adverte contra abate de árvores

Daviz Simango deplorou a atitude de algumas pessoas que estão a abater indiscriminadamente as árvores, o que concorre para o desequilíbrio do ambiente.

“Alguns concidadãos,  por terem sofrido por causa da queda das árvores, preferem abate-las. Queríamos recordar aos munícipes que abatendo árvores estaremos a criar um outro problema ambiental. Há necessidade de mantermos as árvores, porque jogam um papel importante nas nossas vidas”, recomendou o edil.

Acrescentou que um grupo de funcionários estará envolvido nos próximos tempos no replantio de árvores de sombra na via pública.

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Os Estados Unidos vão disponibilizar 650 mil dólares para apoiar a Direcção Provincial de Saúde de Tete, informa um comunicado da embaixada norte-americana em Maputo, citado pela Lusa.

O apoio "representa um novo capítulo de uma parceria de longa data entre os governos americano e moçambicano e irá resultar numa prestação de serviços de saúde mais eficaz e eficiente na província de Tete", refere o documento, distribuído hoje à imprensa.

O montante irá servir para apoiar a prestação de saúde, com destaque para pessoas portadoras de HIV/Sida, acrescenta o documento.

A província de Tete tem uma das taxas mais baixas de prevalência do HIV no país, segundo dados avançados pelo governo norte-americano.

A estimativa mais recente de prevalência do HIV/Sida entre moçambicanos com idade entre 15 e 49 é de 13,2%.

O número de doentes com HIV/Sida que beneficiam de tratamento anti-retroviral em Moçambique triplicou entre 2013 e 2017.

O país continua a ser o segundo da África Austral e Oriental com maior número de novas infecções por ano, depois da África do Sul, segundo dados de organizações internacionais.

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) garante que vai participar no processo de reconstrução da região centro do país, que foi totalmente destruída pelo ciclone Idai, a 14 de Março último.
O ciclone, seguido de inundações, causou mais de 600 mortes, 1,8 milhão de pessoas afectadas e destruição massiva de infra-estruturas socioeconómicas.
A informação foi confirmada pela directora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional para Moçambique (USAID), Jennifer Adams, minutos após o término de um encontro mantido com o Conselho Directivo da CTA.
Segundo Jennifer Adams, a CTA também comprometeu-se a analisar e anexar dados sobre as necessidades globais para a reconstrução em todos os sectores sociais e produtivos.
“Sobretudo na região centro do país, e nós concordamos que o CTA, vai participar no plano que está a ser desenvolvido e liderado pelas Nações Unidas, Banco Mundial e a própria União Europeia para ter uma visão global das necessidades da reconstrução”, afirmou, segundo a AIM.
Jennifer Adams aproveitou a oportunidade para sublinhar a importância e urgência do arranque do processo de reconstrução nas regiões afectadas pelo ciclone Idai.
Sobre o papel actual da instituição que dirige, Adams disse que está a prestar assistência humanitária, desde o momento da ocorrência do desastre, que afectou Moçambique, Zimbabwe e Malawi.
“Até agora apoiamos em mais ou menos 50 milhões de dólares para suprir as necessidades urgentes e nós vamos continuar a conversar com o governo e participar na conferência em Maio sobre futuras necessidades de contribuições”, disse.
Por seu turno, Nelson Muianga, presidente do Pelouro de Construção Civil da CTA, disse que em Maio haverá uma conferência internacional de doadores com o objectivo de avaliar os danos causados pelo ciclone Idai. 
“Estamos a falar de um processo que está a ser liderado pelo governo”, disse, para de seguida acrescentar que “do lado do sector privado é importante perceber a sua contribuição nesse processo e o seu envolvimento na avaliação nos danos e das perdas do ciclone Idai”.
O levantamento dos dados do impacto do Idai vai servir para delinear as prioridades no processo de reconstrução, assim como preparar a conferência internacional de doadores a ter lugar na última semana de Maio próximo. 
Uma avaliação preliminar do Banco Mundial, anunciada na semana passada, aponta para cerca de dois biliões de dólares o montante necessário para a reconstrução de todas as infra-estruturas socioeconómicas destruídas pelo ciclone em todos os países da região. 
 

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