A Estação de Tratamento de Água (ETA) do Umbelúzi, província  de Maputo, está agora em condições de incrementar o número de horas de abastecimento de água aos consumidores das cidades de Maputo e Matola.

O retorno da capacidade resulta dos recentes entendimentos entre os governos de Moçambique e do vizinho Reino de e-Swatini, onde a monarquia aceitou fornecer uma quota adicional na ordem de 18 milhões de metros cúbicos para aliviar a crise com que se debatia a zona metropolitana de Maputo, que também inclui o distrito de Marracuene.

Falando à imprensa na recente visita às instalações da ETA, responsável por cerca de 95 por cento da produção de água para os consumidores da zona metropolitana, o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Águas da Região de Maputo, Elias Machava, disse que a estação sofreu graves restrições de água, na sequência das secas cíclicas dos últimos cinco anos.

“Tivemos restrições com impacto naquilo que é a provisão de água nos principais centros de distribuição às populações, com impacto, principalmente, nas populações que vivem na extremidade das redes de distribuição”, explicou Machava.

Segundo a fonte, alguns consumidores ficaram com o regime de fornecimento intermitente, outros mesmo com bolsas de falta de água, porque a ETA, que tem uma capacidade total avaliada em cerca de 240 mil metros cúbicos por dia, sofreu uma redução dentre 70 a 80 por cento.
Contudo, alternativas foram sendo adoptadas pelo governo no sentido de mitigar a situação, através de acções de operação dos centros distribuidores, por via de fornecimento em dias alternados, nalguns casos, para outros com uma redução da distribuição.

A título de exemplo, segundo o presidente, no início, quando a situação ainda estava controlada, o abastecimento era, em média, 13 horas por dia, mas passou a ter, em média, 10 a nove horas, e em certos bairros a provisão baixou mesmo para seis horas.

A disponibilização da água poderá permitir o incremento de horas de fornecimento, porque, em regra, as pessoas mais a jusante da rede recebem o precioso líquido e à medida que satisfazem as necessidades deixam a provisão para os que estão na extremidade da rede.

Machava disse que dada a capacidade actual de produção do sistema poder-se-á, claramente, subir entre 18 a 20 por cento de horas de distribuição, isto é, para os que recebiam seis a 10 horas podem passar a receber 13, 14 a 15 horas, até 24 horas, porque existem zonas onde é possível fazer isso, principalmente ao longo da conduta.

No entanto, o incremento do número de horas de provisão da água ou mesmo o fim das restrições está dependente de mais consultas técnicas que as entidades do sector de águas estão a efectuar no sentido de aferir possíveis consequências de quaisquer medidas, depois da seca traduzida na redução da capacidade da Barragem dos Pequenos Libombos.

(AIM)

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