Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

NAMPULA é a província mais populosa do país e, consequentemente, com o maior número de autarquias. São sete municípios no total, sendo quatro de categoria de cidade e três vilas que movimentam vários partidos políticos e grupos de cidadãos que pretendem concorrer no dia 10 de Outubro para alcançar o poder local. Apresentamos hoje alguns dados referentes às cidades de Nacala e Ilha de Moçambique.

AEROPORTO: O ORGULHO DE NACALA

A cidade de Nacala é uma das sete autarquias da província de Nampula que no dia 10 de Outubro vai à sua quinta eleição municipal, desde que foi institucionalizada a municipalização no país.

Anteriormente, quatro presidentes estiveram na gestão daquela cidade portuária, nomeadamente Geraldo Caetano (Frelimo: 1998-2003), Manuel dos Santos (Renamo: 2003-2008), Chale Ossufo (Frelimo: 2008-2013) e, actualmente, desde o ano de 2013, o jovem empresário Rui Chong Saw, cujo mandato termina este ano.

No dia 16 de Setembro a cidade celebrou 47 anos desde que foi elevada a esta categoria. Está localizada na baía do Bengo, que detém uma profundidade elevada, a maior da zona Oriental e Austral de África subsahariana, com capacidade para receber navios de grande calado e que possuí um terminal portuário com uma linha férrea que liga a costa moçambicana, passando por algumas regiões do interior do país até ao vizinho Malawi.

Tem uma população estimada em cerca de 500 mil habitantes, maioritariamente falantes da língua emakua, onde a sua distribuição é muito irregular, dadas as oportunidades de emprego e infra-estruturas económicas e sociais que, apesar de nos últimos tempos registarem um crescimento assinalável, com a implantação da Zona Económica Especial, não são equilibrados nos 41 bairros que comportam o território com uma extensão de 360 quilómetros quadrados, num raio máximo de 30 quilómetros.

Nos tempos idos, a maior parte da sua população que reside nos dois postos administrativos, nomeadamente Muanona e Mutiva, tinha a pesca de pequena escala e artesanal como a principal actividade para sua renda, mas actualmente a produção agrícola e criação pecuária fazem parte do “hobby” dos nacalenses.

Na componente educacional, até à década 90, a cidade de Nacala-Porto contava apenas com uma única escola secundária de ensino geral, actualmente, para além da entrada em funcionamento de outras três, foram estabelecidas algumas instituições de ensino superior, para além de mais de 40 escolas de ensino primário.

Tem uma unidade sanitária de referência que atende doentes provenientes dos distritos vizinhos de Monapo, Ilha de Moçambique, Memba e Nacala-a-Velha, por isso, torna-se comum assistir no hospital distrital local longas filas de pacientes aguardando atendimento que as autoridades trabalham arduamente para a sua humanização.

Com o seu crescimento foram introduzidos os serviços de transportes público feitos, maioritariamente, por operadores privados em carrinhas de 15 lugares e que fazem as rotas cidade baixa-alta-Matibane, a que se junta a actividade de moto-táxi, feita informalmente e que serve de alternativa para a garantia da sobrevivência de muitos jovens que não são absorvidos no mercado formal de emprego.

Enclausurado dentro da área do distrito de Nacala-Porto, a cidade situa-se a nordeste da província de Nampula e tem como limites, a Norte, o Oceano Índico e, a Sul, os distritos de Nacala-a-Velha e Mossuril. Para além da linha férrea, em termos de comunicações, a cidade portuária de Nacala, em 2016, ganhou uma imponente e moderna infra-estrutura, o Aeroporto Internacional local com capacidade para receber voos intercontinentais.

Actualmente, decorre a construção de um depósito de água elevado no bairro de Onthupaia, aproveitando os furos de Mpaco e Ntuzi, uma infra-estrutura que vai aliviar o abastecimento de água que tem constituído uma “pedra no sapato” para todos os presidentes que governam aquele município.

A bicentenária Ilha de Moçambique

A MAIS antiga cidade do país que acaba de comemorar o seu bicentenário, desde que foi elevada a esta categoria a 17 de Setembro de 1818, a Ilha de Moçambique dá o seu nome ao vasto território nacional - Moçambique - que, segundo a tradução oral, deriva do nome de um pescador Mussa Ben-Bique ou Mussa Bin-Bique ou, ainda, Mussa Al-Mbique, personagem sobre quem, aliás, se sabe muito pouco.

Após a sua declaração pela UNESCO, em 1991, como Património Mundial Cultural da Humanidade, o Governo decretou, em 2006, a esta parcela insular estatuto específico, como forma de estabelecer princípios e regras específicas de conservação do seu património cultural e natural entre os diferentes intervenientes face à acentuada degradação.

Devido à influência e contactos com os povos árabes, a partir do século IX, a maior parte da sua população e áreas circundantes, como Lumbo, Cabaceira Grande e Pequena, professam a religião islâmica.

Pelas reformas políticas levadas a cabo pelo Governo com vista a materialização do programa de descentralização e desconcentração do poder, esta cidade foi elevada à categoria de município e instalados os respectivos órgãos autárquicos com a realização de eleições em 1998.

Nessas eleições, Abdul Naimo foi o vencedor em representação da Frelimo, um pleito, entretanto, boicotado pela Renamo, que nas eleições seguintes, em 2003, elegeu o seu candidato Gulamo Mamudo que viria a dar lugar a Alfredo Matata, novamente pela Frelimo, que venceu em 2008, sendo que agora o município é presidido por Saíde Gimba, desde 2013.

Dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística, na sua versão de 2017, indicam que a Ilha de Moçambique tem uma população estimada em 65.712 habitantes, dos quais pouco mais de 31.400 homens e 34.239 mulheres, sendo que maior parte reside na zona continental do Lumbo, onde actualmente estão a ser edificadas diversas infra-estruturas habitacionais, económicas e sociais para descongestionar a área insular.

A Ilha de Moçambique tem 33 bairros, sendo que os históricos que se situam na zona insular são Esteu, Museu, Marangonha, Macaripe, Areal, Unidade e Quirabe, e os restantes ficam no continente.

O município tem uma superfície de 226km2, o que significa que a sua densidade populacional é de 291 habitantes por km2 e localiza-se a 180 quilómetros da capital provincial, a cidade de Nampula. É limitada a Norte, Oeste e Sul pelo distrito de Mossuril e a Este pelo Oceano Índico, onde se encontram incrustadas duas pequenas ilhas (Goa e Sena) inabitadas.

O seu clima é caracterizado do tipo sub-equatorial e a vegetação é variável, com solos maioritariamente constituídos de rochas de calcário, na parte insular, cobertas de coral e o seu nível freático é praticamente constante.

O município da Ilha de Moçambique conta com um universo de 19 estabelecimentos de ensino, sendo 15 de nível primário, duas secundárias, uma técnica profissional e uma Faculdade de Ciências Sociais Humana da Universidade Lúrio.

A prática da pesca constitui a actividade principal dos ilhéus, que aliam com produção de sal de forma semi-empresarial e produção agrícola de subsistência na zona continental complementam as actividades levadas a cabo pelos residentes da Ilha de Moçambique, onde o sector do turismo, ultimamente, tem sido bastante útil devido ao fluxo de turistas nacionais e estrangeiros, parte destes que se fazem transportar em cruzeiros.

LUÍS NORBERTO

Comments

MEMBROS da Polícia da República de Moçambique (PRM) da cidade de Nampula estão a ser capacitados em matéria eleitoral, com vista a saberem posicionar-se durante o escrutínio agendado para 10 de Outubro.

Rosa Chiulene, formadora em matérias de protecção e segurança eleitoral no Comando Geral da PRM, disse que o objectivo da capacitação é chamar atenção aos membros da corporação para desempenharem com zelo e dedicação todas as actividades relacionadas com os processos eleitorais.

A iniciativa surge numa altura em que a sociedade tem estado a reclamar em todos os processos eleitorais sobre alegadas intimidações quando os cidadãos pretendem exercer o seu direito de voto.

Durante os três dias da formação, serão ministradas matérias ligadas à conduta dos agentes da PRM na protecção e segurança eleitoral, entre outras matérias ligadas a este processo.

Beatriz Tichala, directora da Ordem no Comando Provincial da PRM de Nampula, destacou a importância da capacitação, afirmando que a Lei Eleitoral foi alterada e a corporação não está alheia a essas mudanças.

A fonte encoraja os cidadãos que porventura forem injustiçados a denunciarem às autoridades competentes, pois a actuação da Polícia deve ser segundo os princípios legais, sem favorecer nenhuma pessoa ou partido político.

Para Tichala, na cidade de Nampula o número de partidos políticos que concorrem às eleições municipais aumentou e há necessidade de trabalhar com mais atenção, para evitar defraudar as expectativas dos envolvidos no processo.

Importa referir que os participantes na capacitação são os comandantes de esquadras e os respectivos chefes das operações, devendo fazer réplica da matéria aos demais colegas.

Sérgio Fernando

Comments

A ASSOCIAÇÃO de Apoio aos Velhos Desamparados (AVEDOS), na cidade de Nampula, apela à comunidade para denunciar, às autoridades competentes, todos os casos de violação dos direitos deste grupo social.

Esta necessidade, de acordo com Paulo Mualule, oficial de Programas da agremiação que trabalha na protecção dos direitos da pessoa da terceira idade, resulta da constatação da existência de um número significativo de idosos mendigos que deambulam pelas ruas, depois de serem expulsos de casa pelos respectivos familiares, sob acusação de feitiçaria.

Entrevistado esta semana pelo “Notícias”, Mualule disse haver omissão da denúncia de casos de violência, tanto moral, física, como psicológica contra as pessoas da terceira idade no seio das comunidades.

“Acreditamos que a violência é um fenómeno que ocorre dentro da família e o idoso não faz chegar a informação sobre o sofrimento a que está sujeito.

Para o efeito, a AVEDOS, conforme Mualule fez saber, criou um núcleo de atendimento a pessoa idosa, que funciona junto do centro aberto de acolhimento localizado no posto administrativo de Anchilo, no distrito de Nampula, como forma de a comunidade ter maior abertura na denúncia de casos de violência contra os idosos.

Paralelamente, o núcleo tem desenvolvido acções de divulgação da Lei de Protecção dos Direitos dos Idosos, através de palestras.

“Este núcleo é composto por pessoas idosas e elas têm o dever de trabalhar com outras carenciadas e seus familiares. E é graças a estes núcleos que nós conseguimos identificar e chegar a uma pessoa idosa, vítima de violência”, explicou Mualule.

Afirmou que o núcleo implantado presta ainda assistência na monitoria comunitária e intervenção em caso de haver registo de qualquer caso de violência contra a pessoa idosa, como forma de providenciar o apoio de aconselhamento ou mesmo encaminhamento do caso ao posto policial.

“Estes núcleos promovem a defesa dos interesses dos idosos porque, nalgumas vezes, este grupo social tem sido expulso das suas residências”, disse Mualule.

 

Projecto de criação de patos para auto-sustento

Dezasseis idosos do Centro Aberto de Anchilo, sob gestão da Associação Para Apoio aos Velhos Desamparados (AVEDOS), localizado no distrito de Nampula, vão, brevemente, ser envolvidos num projecto de criação de patos, como forma de assegurar a sua auto-suficiência.

Para o efeito, conforme explicou o oficial de Programas da associação, serão desembolsados 10 mil meticais para suportar a implementação do projecto. 

Acredita-se que este projecto vai minimizar a dependência da pessoa de terceira idade, particularmente na componente de alimentação, que tem sido garantida por organizações não-governamentais e o governo provincial, através do Instituto Nacional de Acção Social (INAS).

Com a entrega das aves, os idosos terão a missão de criação para posterior comercialização no mercado local.

Paralelamente, os idosos deste centro estão envolvidos no projecto de criação de suínos, cujo projecto iniciou em 2010, com o apoio financeiro da AVEDOS.

“Estes idosos é que são responsáveis pela gestão da respectiva criação”, disse Mualule.

A fonte afirmou que a iniciativa surge com o propósito de ocupar a pessoa da terceira idade, porque vive numa situação de isolamento e sem ocupação.

 

RAHAIA JAMAL

Comments

A REMOÇÃO do asfalto velho da principal estrada que dá acesso ao bairro de Muatala, na cidade de Nampula, actualmente em estado acentuado de degradação, marcou o início, sexta-feira última, das obras de reabilitação da via.

O vereador do pelouro de Manutenção, Obras e Saneamento no Conselho Municipal da cidade de Nampula, Tertuliano Juma, disse que a reabilitação da via faz parte da materialização dos vários projectos da edilidade para a criação de melhores condições de mobilidade urbana.

Explicou que à estrada de Muatala foi dada prioridade na execução de obras, tendo em conta o actual estado acentuado de degradação em que se encontra, particularmente no troço entre Matadouro e zona de São José.

 Depois da remoção do asfalto velho será colocado um outro revestimento de asfalto novo, que tornará a via mais consistente para circulação de pessoas e bens.

Destacou também o facto de a estrada ser muito importante para a comunicação entre bairros de Napipine, Mutauanha, Natikiri e Muhala Expansão, como sendo um outro motivo do rápido desencadeamento daquelas obras.

 Entretanto, alguns residentes do bairro de Muatala reagiram com satisfação ao arranque dos trabalhos de reabilitação da estrada, porque, na sua opinião, vai acabar com o sofrimento a que estão sujeitos actualmente ao circular naquela via. 

“Por exemplo, um dos factores que condiciona o encurtamento de rotas por parte os operadores dos transportes semicolectivos de passageiros é a degradação desta estrada. Na verdade, espero que depois da conclusão das obras isso acabe e circulemos sem problemas”, disse Justina António. 

Contou que há dias houve um acidente de viação naquela via, em que algumas pessoas contraíram ferimentos graves, na tentativa de o motorista “esquivar” os buracos que “governam” a via neste momento. 

Por turno, Mardelmo Jorge, também morador de Muatala, elogiou o esforço do Conselho Municipal da cidade de Nampula por ter tido aquilo que considerou de “coragem” para finalmente “salvar” os habitantes daquele bairro do martírio provocado pela degradação acelerada da estrada.

Acrescentou que com a conclusão das obras os automobilistas verão igualmente diminuídos os danos nas suas viaturas, provocados pelos grandes buracos que existem na estrada. 

Outro morador que manifestou a sua satisfação foi Marcelino João, que destacou que era pertinente que as obras arrancassem, dado que há muitos constrangimentos que se registam na circulação, causados pelos buracos ao longo da estrada, o que torna a condução muito difícil.

Comments

A REMOÇÃO do asfalto velho da principal estrada que dá acesso ao bairro de Muatala, na cidade de Nampula, actualmente em estado acentuado de degradação, marcou o início, sexta-feira última, das obras de reabilitação da via.

O vereador do pelouro de  Manutenção, Obras e Saneamento no Conselho Municipal da cidade de Nampula, Tertuliano Juma, disse que a reabilitação da via faz parte da materialização dos vários projectos da edilidade para a criação de melhores condições de  mobilidade urbana.

Explicou que à estrada de Muatala foi dada prioridade na execução de obras, tendo em conta o actual estado acentuado de degradação em que se encontra, particularmente no troço entre Matadouro e zona de São José.

 Depois da remoção do asfalto velho será colocado um outro revestimento de asfalto novo, que tornará a via mais consistente para circulação de pessoas e bens.

Destacou também o facto de a estrada ser muito importante para a comunicação entre bairros de Napipine, Mutauanha, Natikir e Muhala Expansão, como sendo um outro motivo do rápido desencadeamento daquelas obras.

 Entretanto, alguns residentes do bairro de Muatala reagiram com satisfação ao arranque dos trabalhos de reabilitação da estrada, porque, na sua opinião, vai acabar com o sofrimento a que estão sujeitos actualmente ao circular naquela via. 

“Por exemplo, um dos factores que condiciona o encurtamento de rotas por parte os operadores dos transportes semicolectivos de passageiros é a degradação desta estrada. Na verdade, espero que depois da conclusão das obras isso acabe e circulemos sem problemas”, disse Justina António. 

Contou que há dias houve um acidente de viação que aconteceu naquela via, em que algumas pessoas contraíram ferimentos graves, na tentativa de o motorista “esquivar” os buracos que “governam” a via neste momento. 

Por turno, Mardelmo Jorge, também morador de Muatala, elogiou o esforço do Conselho Municipal da cidade de Nampula por ter tido aquilo que considerou de “coragem” para finalmente “salvar” os habitantes daquele bairro do martírio provocado pela degradação acelerada da estrada.

Acrescentou que com a conclusão das obras os automobilistas verão igualmente diminuídos os danos nas suas viaturas, provocados pelos grandes buracos que existem na estrada. 

Outro morador que manifestou a sua satisfação foi Marcelino João, que destacou que era pertinente que as obras arrancassem, dado que há muitos constrangimentos que se registam na circulação causados pelos buracos ao longo da estrada, o que torna a condução muito difícil.

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction