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ESTÁ decorrer no Parque Nacional da Gorongosa, na província de Sofala, um simpósio internacional sobre a conservação e biodiversidade.

Denominado “2015 Lost Mountain Next Gen”, o evento junta um grupo internacional de estudantes universitários, cientistas, líderes da conservação e profissionais de aventura no Parque Nacional da Gorongosa.

Os participantes estão debater sobre a conservação disruptiva, que é um novo modelo para construir a conservação, liderada pela comunidade em alguns dos lugares mais remotos e biologicamente mais diversos do mundo.

“Este simpósio tem a ver como trazer os futuros líderes para o debate, aqui e agora. E assim estamos a fazer uma abordagem multidisciplinar a um dos desafios fundamentais que o mundo de hoje enfrenta. Poderão as comunidades e os ecossistemas colaborarem de forma efectiva de modo a que ambos prosperem?”, questiona Majka Burhardt, directora da Iniciativa “Lost Mountain”, que é dirigida pela organização americana “Additive Adventure” e pela organização moçambicana LUPA.

Ela iniciou as suas actividades em Maio de 2014 quando Burhardt, uma escaladora profissional e empresária social, conjuntamente com a sua colega, Kate Rutherford, lideraram uma equipa de biólogos, conservacionistas e cinematógrafos na exploração do Monte Namuli, em Moçambique.

A expedição, que durou um mês, levou a cabo trabalhos de campo científico e de conservação, usando escalada de rocha para aceder a habitats anteriormente não explorados.

Para além de estabelecer o primeiro percurso de escalada técnica de rocha no Monte Namuli, a equipa descobriu uma nova espécie de serpente, 40 géneros de formiga e 27 espécies de herpetologia dos quais algumas dezenas ainda têm de ser identificados.

É neste sentido que esta organização decidiu fazer o presente encontro no Parque Nacional da Gorongosa para melhor desenvolver as conexões regionais entre as iniciativas de conservação actuais e emergentes em Moçambique.

Segundo Burhardt, a missão da “Lost Mountain” é de catalisar um futuro de cooperação para o Monte Namuli onde pessoas e ecossistemas possam prosperar juntos.

“LOST MOUNTAIN” E MONTE NAMULI

A Iniciativa “Lost Mountain” é um empreendimento internacional para garantir um futuro onde pessoas e ecossistemas prosperem juntos no Monte Namuli, em Moçambique. Ela arrancou com uma expedição de campo em 2014 que combinou escalada de rocha, investigação científica das vertentes da montanha, planeamento integrado de conservação e “media”.

O Monte Namuli, um monólito de granito com 2419m, é o maior de um grupo de montes isolados que sobressaem nos antigos vales do norte de Moçambique. É um dos habitats mundiais menos conhecido e mais ameaçado.

Aqui, plantas e animais evoluíram como se estivessem numa ilha oceânica isolada, de tal forma que montanhas individuais tornaram-se num refúgio para espécies únicas de vida, muitas das quais têm ainda de ser descobertas ou descritas pela ciência.

Biólogos e conservacionistas de várias partes do mundo identificaram o Monte Namuli como um ponto quente: um lugar de biodiversidade crítica e uma oportunidade para modelar uma nova visão para a preservação da fauna bravia que integra as vontades e necessidades das gentes locais.

 

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