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NUNCA tinha visto uma mulher algemada. Também foi a primeira vez que vi uma mulher a bater num polícia! A jovem era linda e vestia-se como uma rainha. Não há quem não tenha ficado de queixo caído ao ver aquela cena, ali no mercado do “Xikhelene”.

Aquela rapariga provou que não foi de brincar com bonequinhas de farrapo, saltar a corda, jogar a neca, cheia, cabra-cega, cozinhar em panelinhas, “mathakuzana” e outras brincadeiras de infância pertencentes ao universo feminino.

Desembarquei do “chapa” e, de repente, vejo um “vuko-vuko”. O povo vendedor entrou em “nhyma-nhyma” (rebuliço). Parecia que eu acordava dentro de um filme de acção. A cena chama a atenção de todos: uma moça bonita está no centro da peleja. Ela desacata e encara quatro polícias armados que a querem deter. Ela está ali a “dar que fazer” aos polícias. Desafia-os! Os agentes não conseguem prendê-la. Ela não está fácil…e luta com os quatro agentes. Nós, o povo, ficamos confusos…não sabíamos se o que víamos estava mesmo a acontecer, parecia que estávamos a sonhar! Nós, os mirones, perante aquele enfrentamento inédito, começamos a aplaudir a favor da moça! Eu nunca tinha visto uma mulher a lutar com quatro polícias armados! Já tinha visto muitas mulheres “fala-fala” a “lutar só com a boca” mas não a enfrentar corpo a corpo, com artes marciais à mistura.

A dado momento, a Polícia começou a ficar embaraçada com os assobios populares…como uma simples “mana-moça” podia humilhar e superiorizar-se perante quatro polícias armados? Aquilo era um golpe para a sua imagem. Não ficava bem uma jovem levar de vencida aquela contenda.

Enquanto isso, a confusão ia ganhando contornos assustadores com o “empurra pra cá, empurra para lá”. A dado momento, a jovem chega “longe demais”: pegou pela cintura as calças de um agente! Coisa arrepiante de se ver. Outros polícias ficaram coléricos. A lutadora permanecia relaxada e muito à vontade. Alheia à culpa que carregava, ao colocar-se em contramão da lei.

Quando os polícias usavam as suas técnicas para detê-la, ela pulava como uma mola e derrubava os agentes. Parecia que tinha “demónios e maus espíritos”. Ficava endiabrada como quem tinha tomado uma poção mágica para ganhar poderes demolidores. Parece que tinha uma actuação inspirada em mestres de judo e karate. A fulana parecia que realizava um sonho de infância: tipo “quando eu for grande quero lutar com “bufos” até eles renderem”. Aquela sua maneira de confrontar os agentes da lei e ordem intrigava-nos, e ao mesmo tempo que seduzia-nos (nós, os mirones), porque aquilo não se vê todos os dias…parecia uma cena de filme fora da tela. A fulana parecia que já vinha treinada há meses para aquele “fight”, aparentemente ocasional. Não obstante, o seu corpo franzino, ela demolia homens do tamanho “XXXLL”. Os quatro agentes eram possantes e assustadores. Mas ela anulava a zero!

A peleja andava para frente e para trás, até que, a dado momento, finalmente, a moça foi derrubada. Mesmo no chão, não foi fácil algemá-la. Depois de muito “vuko-vuko” os polícias conseguiram colocar algemas apenas num pulso! Ela recusava-se ser algemada todos os pulsos. Desafiou-os dizendo que queria ver, quem iria conseguir colocar a outra algema no outro pulso.

Foi na tentativa de forçar a colocação da algema no segundo pulso, que ela rasgou as calças (fardamento) de um dos agentes. As calças deslizaram até ao joelho. Desta vez, o povo ficou revoltado com a jovem “lutadora”. Não ficou bem, rasgar o fardamento de um polícia. Ela chegou longe demais! É de pasmar. Mesmo assim, houve quem festejou ver o cair das calças do “phoyissa”! A confusão agudizou-se. A cena continuou a atrair muito mais público. A polícia viu-se na contingência de disparar quatro tiros para o ar para baixar a animosidade dos mirones.

A polícia pediu reforço. Não tardou: chegou um carro da polícia com um contingente fortemente armado. Os polícias ao verem uma jovem elegante, não acreditaram que tinha dado “tanto trabalho” a quatro colegas. O contingente cercou a “moça-kungu-fu” e algemou-a. Era o fim do “filme”. De seguida atiraram-na ao carro como um saco de feijão “nhemba”. Estava tramada.

E o polícia vítima directa da acção da jovem gritou: “você vai pagar caro por ter rasgado o meu fardamento! Fardamento é sangue do povo moçambicano! Você vai apodrecer na cadeia, juro”.

Os dois carros da polícia saíram a grande velocidade para a esquadra mais próxima. Nós, os mirones dispersamo-nos com tristeza. Afinal queríamos continuar a “assistir” aquele filme “mahala” que chegara ao fim: a vilã foi levada a cadeia e os polícias regressaram aos seus postos de trabalho com espírito de missão cumprida!

Sai do “Xikhelene” pasmadíssimo. E com uma única vontade: um dia vir a conhecer aquela “lutadora”. O meu objectivo é claro: sempre que alguém me stressar, chamá-la para resolver com um “K.O”! E uma pergunta ficou-me no ar: afinal quem era aquela jovem? De onde vinha toda aquela força demolidora que parou o “Xikhelene” naquela tarde de sábado, 15 de Agosto de 2015?

Albino Moisés- Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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