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O desaparecimento de terras húmidas está na origem de inúmeros problemas socio-ambientais, para a população que habita nas zonas costeiras, causando inundações, aumento das áreas de reprodução do mosquitos causador da malária, devido às águas paradas, que trazem consigo doenças como a malária.

O alerta é do Fundo Mundial para a Natureza (WWF – Moçambique), que aponta como exemplo, a área de mangal do bairro da Costa do Sol, na cidade de Maputo, que tem sofrido uma grande redução para dar espaço a construções de casas, com consequências nefastas para o futuro desta região.

De acordo com esta organização ambientalista, o mangal é importante por servir de filtro natural das águas e local de reprodução de espécies marinhas, que servem de alimento para as comunidades que vivem ao longo da costa. Este ajuda ainda na defesa contra inundações, tempestades, ventos fortes e ciclones.

“Muitas espécies de peixe desovam e se reproduzem nas terras húmidas e esses locais são propícios para a pesca, que deve ser feita de forma sustentável”, refere um comunicado da WWF.

Outro alerta lançado pelos ambientalistas indica que o alastramento das cidades faz com que a demanda por locais para construção afecte as terras húmidas que são degradadas e transformadas em áreas para habitação.

Segundo esta organização, é importante preservar as terras húmidas, uma vez que elas podem actuar como esponjas gigantes que absorvem água das inundações. Elas incluem rios, lagos e pântanos, assim como variantes costeiras como marismas, mangais e recifes de coral.

“Os aquíferos subterrâneos, a água da chuva e dos rios são fontes para toda a água potável que temos. As terras húmidas podem filtrar a água que entra nos aquíferos e ajudar a recarregar esta importante fonte. A protecção dos rios e a redução do seu uso também contribuem para proteger as reservas de água”, refere a WWF.

O mesmo documento indica que os solos ricos em lodo e vegetação podem funcionar como filtros de água que absorvem quantidades razoáveis de toxinas, pesticidas agrícolas e resíduos industriais.

Estas também produzem humidade que esfria de forma natural o clima, o que ajuda a melhorar a qualidade do ar nas cidades das regiões tropicais e dos locais mais secos.

“As terras húmidas urbanas, quando bem planificadas e conservadas, como as áreas verdes, oferecem às pessoas grandes espaços para recreação. Existem estudos que mostram que o contacto com a natureza diminui o stress e melhora a saúde das pessoas”, refere o documento.

Elas fornecem ainda produtos e serviços ambientais para as comunidades, tais como madeira, ervas, frutas, além de atrair turistas, outra importante fonte de geração de emprego e renda.

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