HÁ36 anos desaparecia fisicamente o homem que cantou “Africa unite (be) couse we are moving out to the babailon”.

Nesta faixa o músico jamaicano, Bob Marley, questiona se os africanos já imaginaram o que seria deles unidos? Num óbvio apelo à necessidade de nos darmos as mãos, superar as diferenças e clivagens, em nome de uma causa maior, que é o desenvolvimento sustentável em todo o continente, no qual a educação seria o pilar. Para responder a esse apelo, bastam gestos muito pequenos, insignificantes, como este registado pelo nosso colega da Delegação da Beira, António Gombe. Um sorriso entrelaçando o grito que acena para a paz efectiva no país. Na celebração da plebe, aos apitos, batuques que bamboleiam as suas almas sorridentes, este registo mostra que independentemente de qualquer outra coisa, a bandeira nacional está acima de tudo e de todos. O rufar dos tambores vibra ao ritmo dos apitos em celebração da paz. É neste ambiente harmónico que desde cedo as crianças percebem que devem compartilhar os espaços num espírito de entreajuda e distribuição de afectos. Será sob esses alicerces que, conforme nos conduz o Hino Nacional, “pedra a pedra, construindo novo dia”, que aos sussurros vai-se assumindo de cunho miacutístico, a ponte Maputo-Katembe gradual e imponentemente ganha rosto.

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