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AS chuvas “destapam” a falência por esquecimento e negligência a que está relegado o sistema de esgoto da cidade de Maputo. As provas disso estão a olhos vistos sempre que a capital do país é assolada por uma chuva que dure mais de uma hora. Não precisa ser intensa.

A razão, como já muito cá dissemos, é simples: as águas não têm por onde ir, até porque, ao que parece, que as autoridades municipais se esqueceram que têm, entre as suas missões, de dar destino às águas, pois caso não se crie um caminho elas mesmas criam os seus próprios canais de escoamento. E já se sabe qual é o resultado disso: um autêntico caos.

Mas ao andar pela zona metropolitana, poucos dias depois das chuvas, sem nenhum exercício de atenção, observa-se que, na verdade, aquela é só uma “ponta do iceberg” de uma cadeia de falhas na gestão da urbana de Maputo.

Antes de avançar para as evidências dessa triste constatação, é só lamentar que a Marginal, na zona conhecida por 10 de Novembro, ao redor das palmeiras que embelezam o lugar e o tornam ainda mais fresco, há capim enorme a crescer, como se nada fosse. E estamos a falar de uma das zonas mais bonitas e que devia ser das mais bem cuidadas da cidade.

Este cenário, mais uma vez, deixa escancarado que não há nenhuma atenção em relação ao assunto, pois a experiência dá a qualquer indivíduo a possibilidade de saber que depois das chuvas, inevitavelmente, haverá ervas daninhas a crescer em lugares como aquele. Se não se faz limpeza regularmente – como parece ser – que pelo menos façam isso agora.

Por outro lado, há a problemática do mau cheiro que infesta várias artérias da urbe. Podemos destacar casos flagrantes como o da esquina entre as avenidas Karl Marx e a Ho Chi Min, que se encontra a escassos metros do edifício do Conselho Municipal, ou ainda o caso da Avenida Samora Machel, junto ao Jardim Tunduru, em que há fezes no passeio.

A isso podemos associar a ausência de casas de banho gratuitas ao longo das vias públicas, o que faz com que os munícipes tenham que satisfazer as suas necessidades biológicas nas ruas.

Podemos ainda apontar os passeios que são rebentados diariamente e depois não são repostos ou, quando são, faz-se numa estética diferente da que configura o resto.

É urgente que as autoridades façam rapidamente os reparos de pequenos problemas para que amanhã estes não se agravem e sejam ainda mais difíceis de solucionar.

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