Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

MOÇAMBIQUE deu um passo significativo ao nível de xadrez africano com nomeações para a presidência da comissão africana para o xadrez feminino e tesoureira da zona (região austral, excepcionando Tanzania e Seychelles), respectivamente, isto à margem do Campeonato Africano, disputado recentemente na Namíbia, e do Congresso da Federação Internacional da modalidade (FIDE), realizado em Agosto paralelamente com as Olimpíadas da Noruega.

A presidente da Federação Moçambicana de Xadrez (FMX), Selma Simango, disse ao nosso Jornal que as nomeações significam uma projecção do xadrez moçambicano ao nível regional. Para além do reconhecimento do trabalho que tem sido feito internamente e também dos frutos ou talentos que a FMX tem estado a produzir nos últimos anos.

Indagado sobre os benefícios que a FMX poderá colher com as nomeações, Selma Simango afirmou que uma das grandes vantagens é que Moçambique terá uma palavra a dizer ao nível da planificação e tomada de decisões, bem como na implementação de projectos.

“Para o caso da Comissão Feminina Africana de Xadrez, também teremos alguma possibilidade de projectos financiados especificamente para o desenvolvimento do xadrez feminino”, anotou.

MAPUTO PODE SER CAPITAL DO “REGIONAL” DE JUNIORES

Questionado sobre qual seria, de modo geral, o impacto imediato das nomeações e se elas significariam ter mais competições internamente, ou organizar torneios internacionais, a presidente da FMX acenou positivamente.

“Em princípio sim, porque somos obrigados a desenhar projectos concretos e apresentar à nossa direcção máxima, a presidência da Confederação Africana de Xadrez, que, a partir dai, irá dar o seu aval para que os planos sejam implementados ao nível interno. Para já, neste encontro de Windhoek, em paralelo com Campeonato Africano de Seniores, foi proposto para Moçambique acolher, este ano, o “regional” de juniores, e esse é um pedido que devo apresentar formalmente às entidades desportivas nacionais e, a ser aceite, acolheremos em Julho este evento zonal em masculinos e femininos. Paralelamente, vamos tentar alojar alguns torneios internacionais que envolvam também a zona austral e isso vai ajudar a elevar o nosso nível competitivo”, assegurou. 

Relativamente à prospecção de talentos, tendo em conta a projecção de novos nomes do xadrez nacional, Selma Simango assegurou que há um trabalho de base que está sendo feito através do sector para a massificação.

“O meu desejo é que não sejam os mesmos xadrezistas a representarem o país durante cinco/seis anos. E para que isso aconteça, uma das coisas que nós temos como projecto é fortificar a própria Liga Nacional “B”, porque é através dela que se purificam os melhores e que passarão, depois de algum tempo, a integrar a Liga “A”, isto em masculinos”, salientou.

No sector feminino, a fonte disse que existe um campeonato que começa da fase regional para o nacional, ajuntando que tudo indica que as actuais integrantes da selecção poderão ser substituídas em função do próximo campeonato, isto porque os resultados que obtivemos nos “regionais” mostram que há muito potencial e que pode muito bem mudar o actual figurino da selecção nacional.

Quanto à disponibilidade de material para a massificação, a presidente admitiu que as dificuldades são enormes. “Esse tem sido o nosso ponto fraco. O material vem aparecendo “à conta-gotas” e nós fornecemos, na medida do possível, às associações. Mas é um trabalho que deve ser contínuo”, frisou.

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