MOHAMED Munir foi reconduzido por unanimidade ao cargo de presidente de Direcção do Desportivo de Nacala, na sequência da assembleia-geral extraordinária que tinha como ponto de agenda a eleição de novos órgãos sociais da agremiação.

Munir continuará a contar com Gimo Mandede como vice-presidente, mas para a Mesa da Assembleia-Geral terá um outro dirigente.

Pesou para a recondução de Mohamed Munir para um mandato de dois anos o facto de este ter conseguido manter a equipa principal de futebol no Moçambola nos últimos dois anos, apesar de muitas dificuldades financeiras que a colectividade enfrenta.

Aliás, no final da época passada Mohamed Munir havia manifestado aos sócios do clube e público em geral a sua indisponibilidade em continuar à frente dos destinos do clube por razões familiares e de negócios.

Entretanto, a sua pretensão foi rejeitada pela massa associativa, que em muitos encontros pediu para que continuasse pelo menos para mais uma época enquanto se procurava o sucessor.

“A minha eleição foi normal, porque foi a vontade expressa dos sócios do nosso clube e considero mais um desafio que tenho pela frente. Tenho consciência que se esta época não nos correr a contento tudo que fiz nos últimos três anos, incluindo o da ascensão ao Moçambola, será reduzido a zero”, disse Mohamed Munir, momentos depois de ter recebido o voto de confiança dos sócios do Desportivo de Nacala.

Naquela assembleia foi aprovado o orçamento do clube para a presente temporada futebolística, que está estimado em 12.5 milhões de meticais, o mínimo que os associados entendem ser necessários para a colectividade continuar a sonhar na participação no Moçambola.

O presidente do Desportivo de Nacala realçou o importante apoio que tem recebido da empresa Electricidade de Moçambique (EDM), que numa parceria público-privada desembolsa mensalmente 400 mil meticais, para além das receitas dos jogos que suportam as despesas de salários e prémios de jogos dos atletas e a equipa técnica.

FERROVIÁRIO DE NACALA VAI JOGAR NO NOSSO CAMPO

QUEM está a residir na cidade de Nacala-Porto e acompanha o fervor desportivo desta região da província de Nampula, por mais que esteja por um período inferior a uma semana, facilmente se aperceberá das rivalidades entre os adeptos deste clube e os do Ferroviário de Nacala.

Nesta temporada as duas equipas vão por sinal disputar a mesma prova, sob a égide da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), que no seu regulamento impõe que os clubes participantes deverão apresentar o campo onde vão receber os seus jogos, com um articulado que obriga que este tem que ter piso relvado natural ou sintético.

Daí que quando o Ferroviário de Nacala conseguiu a sua ascensão ao Moçambola surgiram de imediato vozes dos adeptos e sócios do clube arqui-rival a afirmarem de pés juntos e a jurarem pelas alma dos seus entes queridos que a turma “locomotiva” jamais utilizaria o campo da Bela Vista, que por sinal propriedade do Desportivo local.

Questionámos ao presidente reeleito do Desportivo se esta questão foi abordada na assembleia-geral, órgão competente para tomar decisões supremas sobre a colectividade, e Mohamed Munir foi peremptório em afirmar que o assunto foi a debate e chegou-se a um bom senso, atendendo as boas relações existentes entre as direcções dos dois clubes.

“Temos que reconhecer a emoção dos sócios em determinados momentos. Eles questionavam por que o Ferroviário vai utilizar o nosso campo para treinos sem que para tal pague uma taxa e nós explicámos ao pormenor que quando o “Bela Vista” estava em obras eles nos concederam o seu campo a custo zero e por isso nós temos a obrigação de retribuir esta manifesta solidariedade dos locomotivas”, explicou Munir, que refere, no entanto, que será somente cobrada a utilização do recinto nos jogos, isentando-se os treinos do Ferroviário.

FIZEMOS AS CONTRATAÇÕES POSSÍVEIS…

SOBRE o plantel que agora está já a ser constituído pelo treinador Arnaldo Ouana, que nestas funções será coadjuvado por Lucas António, um homem que conhece os cantos da casa, o presidente do Desportivo diz ter nesta temporada atletas que podem representar qualquer das equipas que disputa o Moçambola.

Destacou nesse sentido os nomes de jogadores como Caló (ex-HCB), Sankani (ex-Ferroviário da Beira), Tony (ex-Ferroviário de Nampula), Isaías (ex-Ferroviário de Pemba), Juma, entre outros cujos nomes acredita que vêm se juntar a outros atletas que vão contribuir para o bom desempenho da equipa na prova que se inicia na primeira quinzena de Março próximo.

LUÍS NORBERTO

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