Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A SELECÇÃO Nacional feminina de futebol entra novamente esta manhã (10:00 horas), no Wolfson Stadium, defrontando o Lesotho, em desafio referente à segunda jornada do Grupo B do Torneio da COSAFA, que decorre em Port-Elizabeth, na África do Sul.

Depois da estreia amarga com a pesada derrota diante da poderosa selecção dos Camarões (8-1), a equipa moçambicana quer redimir-se diante dos suthos.

Embora sejam remotas as possibilidades de Moçambique garantir a passagem à fase seguinte, a Selecção Nacional quer ser a melhor segunda classificada de grupos (três) para aceder à última vaga das meias-finais.

Para tal, as representantes moçambicanas terão que vencer hoje o Lesotho com uma margem maior de golos e o último jogo com a Zâmbia, e torcer para que Camarões e zambianos, ambos partilhando a liderança do Grupo B, tropecem.

Porém, este sonho fica longe de ser alcançado atendendo e considerando que as selecções da Zâmbia e dos Camarões triunfaram na primeira jornada. Aliás, as duas selecções deverão decidir o seu futuro hoje.

Ainda assim, a técnica-adjunta de Moçambique, Júlia Fumo, mantém um discurso de confiança e acredita que os próximos jogos serão encarados com determinação para ultrapassar o “trauma” vivido no jogo inaugural.

“Estivemos a fazer um trabalho de recuperação psicológica às jogadoras. Tal como disse ontem, a equipa infelizmente não conseguiu gerir o resultado e isso afectou-a psicologicamente, depois de termos sofrido aqueles golos na primeira e segunda etapas. Afinal, não devemos nos esquecer que jogámos diante de um adversário que esteve recentemente no Campeonato Mundial e agora vai disputar o “Africano”. Contudo, há que erguer a cabeça e seguir em frente,” comentou a técnica.

O dia de ontem serviu basicamente para a equipa reformular os planos e corrigir os erros cometidos no jogo anterior.

A participação de Moçambique neste evento constitui um momento único para o conjunto moçambicano resgatar o seu nome e apagar as más memórias tidas ao longo das suas participações. Aliás, esta tem sido a posição defendida pela equipa técnica moçambicana.

 RAIMUNDO ZANDAMELA, EM PORT ELIZABETH

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É ÓBVIO! O filme só termina com a morte do artista. Foi assim sábado no Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), no jogo entre Moçambique e a Guiné-Bissau, que acabou empatado a duas bolas e que contava para a segunda jornada do Grupo K de qualificação para o CAN-2019, nos Camarões.

Ao longo do jogo foi-se adivinhando que a morte do artista seria cruel. Ora vejamos: os “Mambas” foram actuando sem aquela garra e discernimento que nos habituaram. Eram facilmente domados pelos guineenses. Não apresentavam um sistema táctico de uma equipa que, jogando em casa, tinha a obrigação de empurrar o adversário para o seu meio-campo. Pelo contrário, eles é que nos encostavam às cordas e “alugavam” o nosso meio-campo com trocas constantes de bola.

O sistema de dois trincos (Kambala e Geraldo) parece não ter surtido efeitos. Se pensávamos que os guineenses iriam atacar pela zona frontal, enganámo-nos ou estudámos mal o adversário, ou ainda mudou de táctica à última hora. Eles vieram para flanquear o jogo. Actuar pelas alas, onde são muito fortes, sobretudo do lado direito onde estava aquele número 15, que dá pelo nome de Brito. Era pelo seu flanco onde eram desenhadas todas as jogadas de perigo à nossa baliza. Que o digam Edmilson e companhia o quanto trabalho tiveram para travá-lo. Joga bem com os dois pés, mas é um canhoto nato, coisa rara hoje no futebol. E foi dele que partiu o golo do primeiro empate (1-1).

Fomos lutando com tudo o que tínhamos. Dominguez, que normalmente municia o jogo dos “Mambas”, nem parecia estar em campo. Ratifo, desamparado lá na frente, era facilmente “preso” pela teia montada pelos colossos defesas guineenses.

Não encontrávamos soluções para chegar lá à frente e criar perigo. Os passes eram transviados. Havia bolas perdidas infantilmente. Os jogadores precisavam de um puxão de orelhas para se concentrarem e jogarem como equipa e coesa.

E quando é assim, a solução é jogar atrasado e depois optar pelo futebol directo. Foi, em algum momento, a táctica encontrada para ver se o adversário recuava alguns metros para dar espaço de manobra aos nossos jogadores.

Os guineenses usavam um outro truque feio, o já conhecido “cai-cai”, como forma de ganhar tempo, uma vez que o empate lhes interessava sobremaneira.

Mas, quando tudo pareceria que o primeiro tempo terminaria com o nulo a prevalecer, eis que aos 42 minutos, na sequência de um livre apontado por Dominguez, do lado direito, a bola, em arco, sobrevoa a área. Zainadine vai de cabeça para o remate. O guarda-redes, com uma palmada, afasta, mas para perto. O mesmo Zainadine, desta vez com o pé direito, e na ressaca, atira rasteiro para o fundo das redes. Explosão de alegria no Zimpeto! Um barulho ensurdecedor até ao intervalo. Era o alívio para o público que acorreu em grande número para o ENZ, mas que continuava, unanimemente, a afirmar que os “Mambas” precisam de mudar de táctica e acelerar cada vez mais se quiserem sair vitoriosos do encontro.

Aliás, dada a intensidade do jogo, já quase para o descanso, Federik e Geraldo trocaram mimos. Gerou-se um pequeno sussurro, mas o árbitro, prontamente e para amainar os ânimos, advertiu os dois com cartolina amarela.

BALDE DE ÁGUA FRIA

O jogo reatou com os bancos técnicos a entrarem com os mesmos “onzes”, à excepção da Guiné, que teve uma contrariedade logo aos oito minutos. Saiu Bacar, lesionado, para entrar Agostinho.

Mas a questão que se colocava era até onde os “Mambas” resistiriam à pressão dos guineenses? A resposta não tardou. O que já era previsível aconteceu. O golo do empate, pois claro!

Os “Mambas” tinham entrado pressionantes, queriam travar o adversário ainda no seu meio-campo, só que abriram as alas. O suspeito de sempre, Brito, mais uma vez apareceu pela direita, explorou o flanco, contornando um defesa, na circunstância Edmilson, de forma fácil e, no enfiamento da área, centrou para Carlos, que num à-vontade só teve de empurrar o esférico para o fundo das redes, num remate rasteiro e indefensável. Autêntico balde de água fria para a moldura humana no ENZ. Tudo ficou silêncio. Parecia ter morrido o rei. Ninguém quis acreditar nas facilidades com que o golo foi conseguido/consentido.

Contudo, havia ainda muito tempo por se jogar. Era necessário desenhar novas estratégias para reverter o resultado. Apostar mais no ataque, numa altura em que se sabia que um empate parecia favorável ao adversário.

Sem desfalecimento, os “Mambas” arregaçaram as mangas e foram à luta. A Guiné-Bissau mantinha o mesmo fio de jogo. Andava aos rodopios ali no meio, à procura de uma brecha sempre pelos flancos para lançar o seu ataque.

Era difícil para Moçambique contrariar o jogo do oponente. E sem grandes soluções optou por remates à meia distância. Remates que não tomavam a direcção certa, tirando aquele de Witi, aos 12 minutos, desferido, com muita intensidade, mas que encontrou pronta resposta do guarda-redes Jonas, que com os punhos afastou o esférico para longe da zona de perigo.

Os guineenses responderam também com um tiro de Pele, cá do meio da rua. Guirrugo teve de se esticar para evitar o pior.

O jogo ganhava outro ritmo. A preocupação dos moçambicanos era cada vez maior. A equipa precisava de refrescar, sobretudo no ataque, onde as coisas não corriam como era de desejar. Foi assim que Abel Xavier trocou Ratifo por Raul e Dominguez por Maninho. O “capitão” dos “Mambas”, verdade seja dita, está muito abaixo da forma. No jogo de sábado não se sentiu a sua presença em campo. Não foi aquele Dominguez de jogar e fazer jogar, e muito menos de partir a espinha dorsal de qualquer um que lhe apareça pela frente.

As substituições, até certo ponto, surtiram os seus efeitos, pois os dois fresquinhos foram dar muita luta à defensiva contrária que, em algum momento, ficou mais preocupada com as suas missões directas do que apoiar o ataque como vinha acontecendo até então.

Nesse momento, na Guiné-Bissau surgiu uma nova “pedra” bastante preponderante. Aquele número 7, José Lopes (pernas ao estilo Garrincha), a controlar o meio-campo e a lançar os seus colegas para venenosas jogadas de ataque. Kambala, o homem mais próximo do guineense, sempre ficava nas covas.

Mas, numa das jogadas de contra-ataque bem sucedidas dos “Mambas”, Raul, aos 42 minutos, flectiu para direita e já junto a bandeirola de canto cruzou atrasado e em posição privilegiada para os seus colegas, na passada, estoirarem, mas estes estavam demasiadamente adiantados.

O desespero já tomava conta dos moçambicanos dentro e fora das quatro linhas. Os espectadores levavam as mãos à cabeça, porque se atingia o minuto 45 e o marcador não atava nem desatava.

Os “Mambas” tinham de fazer algo de extraordinário para reverter a situação novamente a seu a favor. Até porque o jogo só termina quando o árbitro apita pela última vez. Só que, no meio de tanto desespero, ninguém imaginou que Deus pudesse estar momentaneamente connosco.

Há um livre, na zona frontal, junto à meia-lua, a favor dos “Mambas”. O público levanta-se e com tudo puxa pelos seus jogadores. Junto à bola vai Mexer e a ele junta-se Witi. Zainadine, que falhara lance idêntico na primeira parte, afasta-se. Os dois (Mexer e Witi) trocam algumas palavrinhas. Na posição onde estava a bola tanto um como o outro podia bater com sucesso. Mas Mexer preferiu que fosse o colega de equipa a fazê-lo. Os dois tomaram balanço. Witi, mais em jeito do que em força, chutou em arco. O esférico passou por cima da barreira e foi direitinho ao poste esquerdo da baliza de Jonas e depois para o direito sem nunca ultrapassar a linha fatal. Miquissoni foi à recarga, incrivelmente atira contra a trave. Maninho, que também estava no “barulho”, na ressaca, estoirou para a autêntica explosão de alegria dos moçambicanos presentes e não só.

Tudo parecia o KO aos guineenses. Havia ainda quatro minutos de compensação por jogar. Era preciso muita inteligência e manha, acima de tudo, para segurar os três pontos.

Não fomos capazes disso tudo. Mesmo com o apoio do público, já em pé desde o segundo golo, não conseguimos evitar a machadada final. Entrámos para o jogo de ganhar tempo, só que o árbitro não caiu na “ratoeira”, foi compensando nas compensações até que “morremos” mesmo ao apagar das luzes. Ou por outra, morremos na praia.

Como assim? Vamos aos factos. Há um arremesso junto à linha lateral, do lado direito do ataque dos guineenses. A bola é enviada para a nossa área. A defensiva atrapalha-se e nas costas aparece incrivelmente Federik a facturar. Era o golpe fatal. Simplesmente isto: o artista morria e o filme terminava. A bola foi levada para o centro do terreno e o árbitro apitou, dando ponto final ao espectáculo. Doloroso, lamentável e, acima de tudo, frustrante.

Foi mais uma batalha mal sucedida dos “Mambas”, mas a guerra continua, pois há mais. No dia 13 de Outubro teremos novamente aqui, em casa, a Namíbia, naquele que será o último encontro da primeira volta.

O que temos de fazer é levantarmos a cabeça e continuarmos a lutar com vigor e determinação. É necessário que, do jogo de sábado, tiremos boas ilações para que os namibianos não nos venham surpreender como aconteceu com a Guiné-Bissau. Força, “Mambas”, ainda estamos no bom caminho!

O trabalho do árbitro não foi o desejável, mas o necessário. Foi muito benevolente com os guineenses, que nalguns momentos exageraram no “cai-cai”. Devia ter tomado outra postura, por exemplo a amostragem de algumas cartolinas amarelas. Há quem diga que ele (o árbitro) deveria ter terminado o jogo antes do golo da Guiné, porque já passavam os quatro minutos de compensação, mas esquecemos que no período da compensação pode haver mais compensações. E foi o que aconteceu. Em suma, quem deviria ter controlado o jogo somos nós para evitarmos lágrimas no fim.

FICHA TÉCNICA

ÁRBITRO: Ahmad Heeralall, auxiliado por Shailesh Gobin e Bajer Ram. Quarto árbitro foi Ganesh Chutooree, todos das Maurícias.

MOÇAMBIQUE: Guirrugo; Ifren, Zainadine, Mexer e Edmilson; Kambala, Geraldo, Dominguez (Maninho) e Witi (Reinaldo); Luís Miquissoni e Ratifo (Raul).

GUINÉ-BISSAU: Jonas; Bacar, José Luís, Juary e Federik; Brito, Sory e Edjerson, Pelé (Piqueti), Carlos Eliseu (Feliciano).

ACÇÃO DISCIPLINAR: “amarelos” para Witi, Geraldo e Kambala, pelos “Mambas”; Carlos e Brito, pelos guineenses.

 

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