Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

NÃO foi o jogo esperado. De facto, o França-Bélgica prometia mais. Globalmente, podemos considerar que o jogo foi assim-assim. A França eliminou a Bélgica e garantiu bilhete directo para a final do Rússia 2018.

Os belgas tentaram, sobretudo no primeiro tempo, mas nunca conseguiram levar a melhor sobre Lloris e companhia. Depois da Croácia em 1998 e Portugal no Europeu 2000, os lesbleus voltaram a destruir o sonho de uma nova geração de ouro, vencendo o duelo por 1-0.

Um golo do central do Barcelona Samuel Umtiti aos 51', na sequência de um canto bastou para os bleus chegarem à final de um Mundial pela terceira vez, depois de ter sido campeões em 1998, frente ao Brasil, e de terem sido finalistas vencidos em 2006, frente à Itália.

Esta foi a segunda vez em que a selecção belga foi eliminada nas meias-finais de um Mundial. O mesmo já tinha acontecido no Mundial do México em 1986, na altura eliminados pela futura campeã Argentina.

A selecção orientada por Didier Deschamps é, então, a primeira a garantir presença na final do próximo domingo, em Moscovo. Os homens de Roberto Martínez, por seu lado, seguem para o jogo que vai definir os terceiro e quarto lugares, que será neste sábado, em São Petersburgo.

A Bélgica começou com o domínio da posse e a França encostava atrás. Uma estratégia que não contribuiu para o espectáculo, mas que fazia parte da estratégia de Roberto Martínez, que optou por manter o esquema habitual de três centrais, pese embora a ausência de Thomas Meunier.

Só dava Bélgica e a França vivia momentos de grande aperto. Com o passar do tempo, e para felicidade de Didier Deschamps, o ritmo abrandou e os bleus conseguiram soltar-se e conseguir algo mais do que as bolas longas para a profundidade de Giroud e/ou Mbappé.

Os minutos iniciais da segunda parte até começaram bem para o lado belga, mas o golo de Samuel Umititi - o primeiro do central pela selecção francesa em competições oficiais -, numa bela antecipação a Fellaini no primeiro poste, virou o cenário de pernas para o ar. 

O rumo ganhou tons de azul e durante alguns instantes as ameaças francesas fizeram-se sentir, com Mbappé à cabeça. Se Giroud tivesse dado melhor seguimento àquele passe delicioso...

A balança voltou a inverter e a formação belga conseguiu (finalmente) reagir ao golo sofrido. Fellaini, de cabeça, Witsel e companhia deram imenso trabalho à defensiva gaulesa e, por sinal, a Hugo Lloris. Maior caudal ofensivo para os diabos vermelhos que, em função do resultado, procuravam algo mais.

A baliza gaulesa ficou a zero e o sonho da geração dourada da Bélgica no Rússia 2018 ficou-se pelas meias-finais. A França, na cabeça de Umititi, volta a chegar à final de uma grande competição. Esperam os franceses um desfecho diferente, desta vez.

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