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O presidente do Instituto Nacional de Petróleo (INP), Carlos Zacarias, diz que o Governo ainda está a avaliar o plano de desenvolvimento do projecto de exploração de gás natural golfinho-atum, na bacia do Rovuma, apresentado pela companhia norte-americana Anadarko.

A aprovação deste plano, que se espera aconteça ainda no primeiro semestre deste ano, é considerada crucial para a tomada da decisão final do investimento, num projecto orçado em cerca de 25 milhões de dólares americanos.

Em entrevista concedida há dias ao nosso jornal, Carlos Zacarias explicou que o que se pretende é avaliar se o referido plano está ou não em conformidade com a legislação em vigor e com as boas práticas desta indústria.

“A Anadarko apresentou um plano de desenvolvimento do projecto golfinho- atum que foi sendo analisado pelo INP e outras entidades relevantes nesta área. Posso considerar que neste momento estamos num processo de aprovação deste plano”, indicou.

Diferentemente do projecto da Eni (concebido para produzir 3.3 milhões de toneladas), o plano da Anadarko deverá gerar 12 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL), o que exige um maior volume de investimento.

A fonte acrescentou que para garantir os financiamentos ao projecto torna-se necessário fechar, primeiro, os contratos de longa duração “que é aquilo que a multinacional norte-americana está a fazer.”

É fruto desse trabalho que, segundo Carlos Zacarias, a Anadarko já tem um comprador que é uma das companhias integradas na área 1, nomeadamente a PTT da Tailândia, ao mesmo tempo que está em contactos avançados com compradores do Japão e outros países asiáticos.

Na entrevista, Carlos Zacarias também falou do projecto da Eni tendo recordado que este operador já assegurou o financiamento necessário para a materialização do projecto de liquefacção do gás do Coral-Sul.

“Necessariamente, este ano tem de iniciar a construção da plataforma flutuante, no Coral-Sul. Porque o regime jurídico e contratual especial aplicável aos projectos de gás natural liquefeito permite a aprovação de múltiplos planos de desenvolvimento é provável que a Eni submeta outros planos para o desenvolvimento de projectos no mar e/ou em terra”, sustentou a fonte.

Carlos Zacarias garantiu ainda que o Governo tem estado a dar todo apoio necessário para que os projectos da Área 4, assim como da Área 1, sejam implementados de acordo com o cronograma apresentado.

“Portanto, acreditamos no início da produção e exportação do primeiro gás da Bacia do Rovuma em finais de 2022 ou princípios de 2023”, concluiu.

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