O BANCO Mundial considera que o período propício para o estabelecimento do fundo soberano é de pelo menos dez anos, após o arranque dos projectos de exploração do gás natural do Rovuma, em Cabo Delgado. Leia mais

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O STANDARD Bank e a ideiaLab desafiaram, recentemente, em Maputo, 36 jovens empreendedores, inscritos na quinta edição do #Ideate Bootcamp a saírem da sua zona de conforto para acrescentar valor e inovação para os ate Bootcamp, desafiando-os a quebrarem o “status quo”, contribuindo, por exemplo, para a criação de mais postos de trabalho através das suas ideias. Leia mais

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O The Economist Intelligence Unit acredita que a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) não vai enfrentar dificuldades para obter o financiamento de mais de dois mil milhões de dólares norte-americanos para garantir a sua participação no negócio de gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

O projecto Área 1, liderado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum Corporation, exige que cada parceiro angarie os fundos necessários para garantir a sua participação, sendo que no caso da ENH, que detém 15 por cento do consórcio, esse montante ascende a dois mil milhões de dólares.
Citado pela plataforma Macauhub, a EIU afirma que a empresa estatal não deverá ter dificuldade em angariar aquela soma de dinheiro, não obstante todos os problemas relacionados com as dívidas contraídas por empresas públicas com avais do Estado, cujos juros nunca foram pagos nem o capital começou a ser amortizado.
O mais recente relatório da EIU sobre Moçambique recorda que o projecto Área 1 é sólido em termos financeiros, envolve empresas estrangeiras credíveis, que o processo é transparente e que foi aprovado pelo parlamento do país, o que não aconteceu com a emissão de euro-obrigações e os dois empréstimos contraídos por três empresas públicas.
O início do processo de exploração dos depósitos de gás natural, cuja decisão final de investimento do bloco Área1 foi anunciado no passado dia 18 de Junho corrente, irá desempenhar um papel importante na evolução do Produto Interno Bruto do país, que a EIU prevê venha a crescer à taxa de 7,5 por cento em 2023.
Este ano a economia de Moçambique deverá registar uma contracção de 2,2 por cento, para voltar a terreno positivo em 2020, com uma taxa de 2,7 por cento e de 5,6 por cento nos anos de 2021 e 2022.
A EIU recorda, no entanto, que o mercado mundial de gás natural regista, neste momento, uma oferta que excede a procura, se bem que a decisão final de investimento do bloco Área 1 tenha sido tomada depois de o consórcio ter conseguido contratos de longa duração para o fornecimento de 11,18 milhões de toneladas de gás natural por ano, nomeadamente, nos mercados da Ásia.

 

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O vice-presidente da petrolífera norte-americana, Anadarko, John Grant, reconheceu ontem a importância do sector público, para a sustentabilidade dos negócios, mas sublinhou que esta é uma competência dos governos, enquanto o sector privado dá prioridade aos accionistas.

“Não é realista esperar que as empresas privadas não dêem prioridade aos interesses dos seus accionistas. Isto pode parecer uma declaração crua e dura, mas é a natureza do sistema económico, que temos e as empresas vão continuar a defendê-lo”, salientou John Grant, durante uma intervenção numa conferência sobre estados frágeis, que decorreu ontem em Lisboa.

O responsável da petrolífera norte-americana acrescentou, no entanto, que as empresas devem criar valor “no longo prazo e de forma realista” e que deve ser exigido, que cumpram as obrigações legais no país, em que operam.

A Anadarko, uma multinacional, que opera nos Estados Unidos, Golfo do México e em África anunciou, recentemente, que vai investir mais de 20 mil milhões de dólares, num projecto de gás natural na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, um valor equivalente ao dobro do Produto Interno Bruto do país.

John Grant considerou que as empresas “devem perceber o que é preciso, para gerir um negócio com sucesso, a longo prazo, num país em desenvolvimento” e que isso implica também ter em conta os interesses locais.

“Se accionistas e investidores querem um negócio de longo prazo, sustentável e bem sucedido, que gira os riscos de forma eficaz e ao mesmo tempo protege os accionistas, tem de perceber que a sua presença em qualquer país tem de ser alinhada com os interesses das pessoas, que vivem nesse país”, seja a nível dos negócios locais, as comunidades locais ou cidadãos em geral.

Sublinhou ainda que as empresas devem estabelecer relações de confianças com os governos e as comunidades locais, pois, isso “é importante, para criar valor para os acionistas, a longo prazo”.

Para o vice-presidente da Anadarko, uma gestão ética e sustentável é compatível com os interesse dos accionistas e desejável.

“Um comportamento eticamente reprovável pode gerar uma oposição popular e política tão forte, que pode ameaçar as operações e mudar as coisas, de forma significativa”, avisou, apontando alguns factores de mudança, como o poder dos cidadãos, as redes sociais e o distanciamento entre políticos e seus eleitores.

Lembrou, no entanto, que muitas decisões estão do lado dos governos.

“A chave de tudo, isto é, uma boa governação do sector público e isto não são as empresas que fazem. Nós gerimos negócios, não gerimos governos”, reforçou o também responsável pelas relações internacionais da Anadarko.

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A empresa Aeroportos de Moçambique (AdM) diz ter pago todos os salários no dia 20 de Junho graças “às boas relações” que tem com os bancos.

Esta acção permitiu a empresa fazer uma dívida, enquanto as suas contas estiverem congeladas por ordem do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, capital do país.
A AdM não aceitou revelar os números, mas garantiu que se trata de uma dívida de muito curto prazo, mesmo assim, pressupõe pagamento com juros.
O congelamento ordenado pelo tribunal deve-se a uma acção judicial movida pela Comissão Liquidatária do extinto Nosso Banco.
A comissão exige que a Aeroportos de Moçambique pague a dívida de 820 milhões de meticais em menos de um ano, “o que é impossível tendo em conta a situação actual da empresa”, como explicou o Administrador Financeiro da empresa, Saíde Júnior, segundo escreve a AIM.
A AdM espera que a situação seja resolvida, o mais tardar, quarta-feira.
O “Nosso Banco” fechou em Novembro de 2016, devido a problemas financeiros, o terceiro maior banco de Moçambique, com capitais, maioritariamente, nacionais.
O banco central considerou, que a revogação da licença do “Nosso Banco” era a única solução e sem alternativa. Disse, na altura, que na situação em que se encontrava com rácios de solvabilidade muito abaixo de oito, (porque oito é o mínimo legal), eles tinham rácios negativos com problemas de liquidez e também de injecção de capitais.

 

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