Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Instituto Nacional de Estatística anunciou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB), a preços do mercado, apresentou uma variação positiva de 3,2% no terceiro trimestre de 2018, comparado com o mesmo período do ano anterior.

O PIB alcançou um valor acumulado de 3,3% entre Janeiro e Setembro deste ano.

“O desempenho da actividade económica no terceiro trimestre de 2018 é atribuído, em primeiro lugar, ao sector primário, que cresceu 6,3%”, anuncia o boletim de Contas Nacionais do terceiro trimestre, dando destaque ao ramo da indústria de extracção mineira, com um crescimento de 15,4%.

No primeiro trimestre deste ano o PIB tinha registado um crescimento acumulado de 3,2%, depois de um crescimento de 3,3% no conjunto dos dois primeiros trimestres (entre Janeiro e Junho).

Com um trimestre pela frente, os números ficam aquém das previsões anuais do executivo para 2018.

O Governo tinha previsto no início do ano que a economia deveria crescer 5,3%, em 2018, meta que foi revista em baixa pelo Ministério da Economia e Finanças no início de Outubro para 4,1%.

O Banco Mundial prevê que a economia nacional cresça 3,3% este ano, enquanto que o Fundo Monetário Internacional aponta para 3,5%.

O PIB moçambicano cresceu 3,8% em 2016 e 3,7% em 2017.

 

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Os mega-projectos da indústria extractiva em Moçambique injectaram menos receitas para o Estado entre Janeiro e Setembro do ano em curso, ao contribuírem com cerca de 10,4 biliões de meticais (169.352.483,60 dólares norte-americanos), contra pouco mais de 12,6 biliões de meticais (205.158.247,24 dólares), registados nos primeiros nove meses do ano passado.

O sector da indústria extractiva tem sido um dos maiores impulsionadores da economia moçambicana, no entanto, registou um decréscimo na ordem de 17,8 por cento, indica o relatório de Execução Orçamental, referente aos primeiros nove meses de 2018.

A queda, segundo o relatório, deveu-se à baixa performance dos sectores de exploração de recursos minerais, petróleo e de produção de energia, que registaram decréscimos de 19,2 por cento, 2 por cento e 36,5 por cento, respectivamente.

Para o sector de recursos minerais aponta-se como causa o aumento da tarifa de transporte do carvão na linha de Tete para Nacala-Porto e ainda ao facto de algumas mineradoras não se encontrarem em pleno funcionamento, como é o caso da paralisação da Moatize II, pertencente à empresa Vale Moçambique.

As concessões (empresas concessionárias) registaram um aumento das suas contribuições nos cofres do Estado no período em apreço. Este grupo canalizou 2.791,7 milhões de meticais, quase o dobro que o registo dos primeiros nove meses do ano passado.

Do total das receitas de concessões, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) contribuiu com o equivalente a 32,8 por cento, seguido da Corredor Logístico Integrado de Nacala (CLIN) com 28,4 por cento e o Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM) com o equivalente a 23,2 por cento.

Com estes números, relativamente, os mesmos período do ano transacto, as receitas de concessões registaram um crescimento de 90,3 por cento em termos nominais, influenciado pelo volume de negócios das empresas do Corredor do Desenvolvimento do Norte, Maputo Port Development Company e Gestão de Terminais, com cifras entre os intervalos de 81 por cento a 225,3 por cento, e ainda a contribuição da telefonia móvel Vodacom.
No geral, a execução do Orçamento do Estado (OE) no período de Janeiro a Setembro de 2018 resultou no equilíbrio orçamental do qual foram cobradas receitas do Estado no valor de 152.447,9 milhões de meticais, equivalentes a 68,4 por cento da previsão anual, tendo sido realizadas despesas totais que atingiram o montante de 190.351,3 milhões de meticais, correspondente a 62,8 por cento do orçamento anual.

Para a cobertura do défice, o Estado teve que recorrer ao financiamento interno e externo nos valores de 11.907,0 e 32.885,0 milhões de meticais, correspondentes a 62,0 por cento e 54,0 por cento, respectivamente.

Os recursos mobilizados no período, totalizaram o montante de 197.239,9 milhões de meticais, tendo sido realizadas despesas no valor de 190.351,3 milhões de meticais, resultando numa variação de saldos no montante de 6.888,5 milhões de meticais.

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O director para África, do Instituto Real de Relações Internacionais britânico (Chatham House), admite que as negociações em curso entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Moçambique podem abrir caminho a um novo empréstimo ao país.

“O FMI esteve em Moçambique e as conversas podem, pelo menos, preparar um programa do Fundo. Não há ainda um empréstimo, mas é um passo em frente ter um programa técnico que se debruça sobre a transparência fiscal e que prepara o terreno para, talvez, haver discussões sobre um empréstimo, a longo prazo, e isso é um progresso para Moçambique”, disse Alex Vines.

“Parece que, finalmente, a discussão está a afastar-se do escândalo da dívida da MAM e ProIndicus e também há progressos nas negociações com os credores” da dívida pública, acrescentou o investigador em declarações a jornalistas, à margem da sua participação na conferência “Angola: Que mudança?”, organizada pela União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA) e pelo Clube de Lisboa.

A análise de Alex Vines surge na mesma altura em que uma delegação do FMI apresenta, em Maputo, o mais recente relatório sobre as perspectivas económicas para a África subsahariana, numa sessão em que vai também comentar a situação específica do país lusófono.

O relatório foi apresentado há um mês, em Nusa Dua, durante os Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial, na Indonésia, esperando-se hoje mais detalhes sobre a apreciação do Fundo em relação a Moçambique, durante uma apresentação a realizar pelo representante no país, Ari Aisen.

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O Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, anunciou hoje na Assembleia da República ter sido encontrada uma solução para retomar o funcionamento das transacções electrónicas da Rede SIMO, Sociedade Interbancária de Moçambique.

A Rede SIMO é uma entidade que faz a gestão das transacções electrónicas, constituída por ATMs e terminais POS dos diferentes bancos comerciais que desde a última sexta-feira encontravam-se inoperacionais.

Sem anunciar detalhes, o Primeiro-Ministro fez este anúncio durante a sessão de respostas do Governo que decorre no Parlamento, onde o Governo foi convidado a prestar esclarecimentos aos deputados.

Uma nota colocada a circular nas redes sociais, indica que ontem foi alcançado um acordo de princípios entre os bancos filiados a Interbancos com a empresa Bizfirst, a provedora do sistema da rede Simo.

Adiante, os Bancos integrados na interbancos assinar contratos com a Bizfirst para nas próximas 24 horas repor o sistema de serviços e re-ligar a rede.

A nota indica, igualmente, que os pagamentos serão efectuados em duas tranches num montante global de 3.5 milhoes de euros, prevendo-se que, cada banco pague em função da sua quota de utilização da rede.

A SIMO e o Banco de Moçambique não fazem parte do acordo que é provisório, devendo o Banco Central encontrar um novo provedor para impor a rede SIMO, salienta a nota.

Segundo o documento, Paulo Sousa, do BCI e antigo PCA da Interbancos é que liderou a negociação, não estando afastada a possibilidade de o novo provedor definitivo seja a Euronet, a rede utilizada pelo BIM.

Neste contexto, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, recebeu instruções do Primeiro-Ministro que deu luz verde a negociação, para não interferir no processo negocial.

 

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O GOVERNO vai continuar a apoiar o desenvolvimento da pesca sustentável, introduzindo reformas que garantam a preservação dos recursos pesqueiros para as gerações presentes e vindouras e que cada vez mais moçambicanos se dediquem, de maneira produtiva, às actividades pesqueiras. Leia mais

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