A governadorade Manica, Ana Comoane, renovou ontem o convite ao empresariado nacional e estrangeiro presente na II Conferência Internacional de Investidores e no II Fórum de Agro-Negócios no sentido de apostar nesta província, defendendo que ela tem tudo que um investidor necessita para levar a bom porto os seus projectos, ganhar dinheiro, gerar riqueza, crescer e desenvolver-se.

Discursando na abertura da conferência que hoje termina, a governadora de Manica apontou como razões que justificam a eleição desta província como destino preferencial do investimento nacional e estrangeiro, a existência em toda a sua extensão, de variadíssimas potencialidades e oportunidades, para além da fervorosa e entusiástica vontade prevalecente no seio do seu Executivo e da população em geral, de tirar a província do marasmo económico e projecta-la ao progresso económico e social.

Para além dos imensos recursos naturais, nomeadamente minerais, agrícolas, faunísticos, florestais, entre outros, Comoane afirmou que a sua estratégica localização geográfica, o facto de ser atravessada por importantes infra-estruturas impulsionadores de desenvolvimento, nomeadamente o corredor ferro-portuário da Beira, as estradas nacionais 6 e 7 com acesso ao tráfego internacional e que servem de ponto de entrada e saída para os países do “hinterland” e ainda os variadíssimos recursos turísticos, justificam a convicção do Governo de Manica de que a sua abertura ao investimento multifacetado, só vai trazer mais-valia ao seu investimento.

Aliás, Comoane recorreu aos investimentos já realizados e que prosperam na província para incentivar aqueles que ainda não tinham pensado em apostar naquela parcela, para que venham com a certeza de que estarão a trilhar por um destino faustoso, robustecendo a sua economia, alicerçando e projectando os seus recursos para gerar riqueza.

No que tange ao investimento privado, a governante disse estar a registar-se uma evolução crescente ao sair dos 23,6 milhões de dólares em 2010, para 28 milhões de dólares em 2011 e 84,96 milhões em 2012. “Estes resultados, particularmente registados nos últimos dois anos, são uma indicação clara de que a província de Manica possui um vasto potencial de recursos e é um local ideal para investimentos e para quem quer ganhar dinheiro” – disse a governadora.

Segundo ela, “todo o investimento nesta terra tem o seu retorno. Existe na província vastas terras aráveis com condições óptimas para irrigação, para todo o tipo de culturas, oportunidades para a prospecção e exploração mineira, áreas para a instalação da indústria para diversos produtos, zonas para a instalação de estâncias turísticas em lugares paradisíacos e para a prática do ecoturismo, enfim, uma infinidade de potencialidades a que corresponde, na mesma proporção, uma infinidade de oportunidades de investimento”.

Como que para sustentar o seu convite aos investidores, a governante acrescentou que a realização destes eventos, (conferências e o fóruns de agro-negócios), só é possível na medida em que o Governo de Moçambique reconhece o papel do sector privado no desenvolvimento económico do país e fixa politicas e estratégias que encorajam a iniciativa privada e assume a empresa como um centro de decisão de todo o processo da actividade económica.

Defendeu que o crescimento consequente dos últimos anos que a economia moçambicana vem registando, numa altura em que algumas economias, incluindo algumas histórica ou tradicionalmente poderosas, só pode encontrar fundamento na estabilidade politica, na abertura total ao investimento privado na aposta do Governo de Moçambique.

Participam na conferência e no fórum de agro-negócios, potenciais investidores nacionais e estrangeiros, produtores e provedores de serviços, instituições financeiras, sector público e privado, instituições de ensino e investigação, organizações não-governamentais e agências e programas de apoio ao agro-negócio, entre outros.

Dos convidados estrangeiros, para além dos países como África do Sul, Maurícias, Inglaterra, China, Brasil, entre outros, estão presentes o alto-comissário de Moçambique na República da África do Sul, e o cônsul de Mutare, na República do Zimbabwe.

Estão ainda presentes representantes do Governo central, nomeadamente dos ministérios dos Recursos Minerais, da Planificação e Desenvolvimento, das Pescas, entre outros.

VICTOR MACHIRICA

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