Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O FUNDO das Nações Unidas para a População (FNUAP) acaba de lançar na província setentrional de Nampula, mais concretamente nos distritos da Ilha de Moçambique e Mossuril, um programa-piloto denominado “Começar o seu próprio negócio” e “Noções de indústrias criativas e culturais”, destinado à formação de raparigas vulneráveis e jovens ligados às artes e produção de programas culturais, em matérias de gestão de iniciativas empresariais e de fortalecimento das capacidades de provimento de serviços, respectivamente.

Avaliado em 1,5 milhão de meticais, o programa pretende dotar um total de 50 raparigas em situação de indigência absoluta de capacidade de concepção, organização, gestão e liderança em pequenos negócios.

Um outro grupo, desta feita de artistas e produtores de programas culturais, também em número de 50, será capacitado para que tenha noção de criação de diversificadas de artigos e pecas culturais como teatro, poesia e outros.

Rita Jemusse, formadora, explicou que o que acontece é que, devido à falta de um leque diversificado de actividades ocupacionais para geração de renda (se não a pesca e agricultura), muitas raparigas “se agarram” à prostituição para sobreviver.

Para o caso especifico dos artistas, segundo a fonte, os mesmos encaram as respectivas criações como meros “passatempos” e não como fontes capazes de gerar a renda e melhorar as finanças domésticas.

Um formando que falou à nossa Reportagem, identificado pelo nome de Mahando, disse ter ficado a saber como se inicia um projecto de negócio, isto é, desde noções de pesquisa de mercado, plano de comercialização, forma de negócio, responsabilidades legais, custos entre outros.

“Eu tenho uma barraca de venda de produtos alimentares e confesso que para mim o importante era ver a caixa e saber que entrou muito ou pouco dinheiro, pouco me preocupava em relação à análise de custos e lucros”, explicou Chehe Mahando, pese embora tenha reclamado o factor tempo de duração da formação (uma semana).

António Tivane, assessor técnico junto da Associação Coalização da Juventude, entidade gestora do processo de implementação do projecto, sossegou assegurando que, para além da componente formação, os beneficiários terão a monitoria e apoio na elaboração dos projectos sobre pequenos negócios e produção artística, antes de receberem o crédito financeiro para implementação efectiva das actividades.

O tecto financeiro de cada projecto será de quinze mil meticais, e a expansão do programa, segundo apurámos, está dependente dos resultados dos distritos de Ilha de Moçambique e Mossuril, onde decorre a fase-piloto.

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