Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A REDUÇÃO da dependência do país em relação à importação de carne afigura-se como uma das apostas do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) para os próximos tempos.

Para tal, está já em curso um trabalho de melhoramento genético do gado bovino nacional.

A vice-ministra do sector, Luísa Meque, que há dias esteve na província de Sofala, disse que aquela região está a registar um grande sucesso na inseminação artificial para o melhoramento genético tendo já sido feitas 500.

Actualmente, segundo a governante, o país possui pouco mais de um milhão de bovinos mas, mesmo assim, continuamos a importar a carne. É neste contexto que, segundo Luísa Meque, há que se trabalhar para inverter o cenário, potenciando diversas áreas, desde o melhoramento de espécie, provimento de medicamentos, entre outros, para que o país possa atingir a competitividade no mercado internacional.

Na sua visita a Sofala, a vice-ministra também ficou satisfeita com a produção agrícola que, no seu entender, será dinamizada com a entrada em funcionamento da futura fábrica de processamento instalada no posto administrativo de Tica, no distrito de Nhamatanda, a sensivelmente 70 quilómetros da cidade da Beira.

A seguir as partes mais significativas da entrevista concedida pela vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar.

Notícias (Not.)- O que se pode dizer depois de visitar esta província?

Luísa Meque (LM)– Primeiro, devo dizer que visitámos esta província, concretamente os distritos de Nhamatanda e Búzi, onde avaliámos a campanha agrária 2014/2015. Verificámos como é que o nosso sector está em termos de implementação das actividades planificadas.

Especificamente, podemos dizer que em Nhamatanda conseguimos ver com satisfação o que está a ser feito, tanto na área agrícola, como na produção pecuária, pois estamos na perspectiva do aumento da produção e produtividade ao nível do nosso sector.

Not. -Particularmente Nhamatanda…

LM- Sim. Em Nhamatanda, visitámos a futura fábrica de processamento de tomate e legumes. Apercebemo-nos de que esta produção de hortícolas, sobretudo tomate, não está a ser devidamente aproveitada por falta de uma unidade de processamento como a que já está pronta.

Nós sentimos que aquilo que está a ser produzido localmente pode ser conservado, porque os produtores conseguem muita quantidade, mas parte considerável está a apodrecer por falta de processamento e conservação. Também, a mesma fábrica vai servir para o processamento dos vegetais.

ESFORÇO NAS TECNOLOGIAS

Not.- No distrito do Búzi também visitou alguns projectos no âmbito do PITTA (Programa Integrado de Transferência de Tecnologias). Quais as constatações?

LM-Sim. Visitámos alguns projectos e produtores no âmbito do PITTA e notámos que os pacotes que vêm sendo desenvolvidos a nível do nosso sector estão a ser aplicados com muito esforço do Governo, no sentido de fazer passar essas tecnologias para o sector familiar.

Isto significa que os produtores estão a acatar as regras e, consequentemente, a produção e produtividade estão a aumentar. Fora disso, também notamos que a produção do frango a nível dos produtores que visitámos também está aumentar e eles próprios conseguiram mostrar aquilo que são as vantagens da sua produção. São pequenos produtores que começaram com a criação de 500 pintos, mas que já estão a melhorar cada dia que passa.

Outro aspecto que constitui motivo de orgulho é a produção e processamento do arroz pela empresa Cherimónio, de capitais chineses. Aliás, Búzi possui um grande potencial orizícola.

Not.- Em Nhamatanda também visitou produtores de gado de corte. O que há de concreto?

LM-Efectivamente. Visitámos produtores que estão muito focalizados no melhoramento genético dos animais. Se estamos a apostar na produção de carne nacional de modo a diminuir a dependência externa, então, também devemos melhorar a questão genética.

Os criadores já estão a tomar a consciência deste aspecto de melhoramento genético e estão a usar uma das tecnologias que é a inseminação artificial. Um dos criadores já tem 500 nascimentos por via de inseminações. Ficámos bastante entusiasmados com isso.

O criador Kennett Mac Carter é um grande exemplo de melhoramento genético através das raças como brahman, boran e beefmaster.

Então, estamos a ver a massificação deste tipo de aposta de melhoramento genético, tanto no Chimoio, como aqui em Sofala, e vimos que os produtores estão a dar conta do recado na diversificação e massificação daquilo que é o nosso desejo a nível do sector agrário.

CARNE NACIONAL SERÁ COMPETITIVA

Not.- Como será feita essa massificação?

LM -O Governo está apostado para que todos os produtores melhorem as suas condições. Em termos de adesão a este processo, podemos dizer que já temos muitos criadores a seguirem, desde os pequenos, médios e grandes produtores. Só na zona sul temos por volta de 30 criadores, mas existem também nas outras regiões do país.

Not. -Apesar do nosso país dispor de um grande potencial pecuário, continua a importar carne. Como reverter este cenário?

LM-Apesar de o nosso país ter um potencial pecuário ainda continua a importar carne. Mas o nosso desafio como sector é trabalhar para reduzir essa importação. É por isso que estamos a trabalhar com todos os produtores para que adiram aos programas existentes como, por exemplo, de engorda para a produção de carne de modo que essa carne seja consumida a nível nacional e seja de qualidade. Queremos que a nossa carne consiga concorrer com a carne do mercado internacional.

Not.- Os produtores debatem-se com a falta de medicamentos veterinários. Quais são as acções que o Governo está a tomar para contrariar esta escassez?

LM-A nível do Governo temos plasmado um programa sanitário e dentro desse programa existe um calendário das aquisições dos medicamentos necessários.

Também inclui a parte profilática, produção de vacinas. De referenciar que a nível de Moçambique já se produzem vacinas obrigatórias que são administradas no país. Portanto, nós já estamos a trabalhar com alguns medicamentos produzidos internamente. É lógico que estamos a trabalhar no sentido de que todos os produtores possam adquirir os fármacos em tempo útil e cada vez mais próximo das suas áreas de trabalho.

António Janeiro

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