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Categoria: Economia
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A PRESIDENTE da Aliança Africana para a Revolução Verde (AGRA), Agness Kalibata, apelou aos investidores para se lançarem em parceria com os camponeses aproveitando seu alto potencial de produzir dinheiro e gerar lucros.

Falando ontem em Lusaka durante o painel reservado ao Fundo Africano de Desafio Empresarial (AECF, sigla em Inglês), que decorre sob auspícios do Fórum Africano de Revolução Verde, Agness Kalibata disse ser o momento de despir os preconceitos que se tem em relação aos camponeses e avançar-se para os negócios.

“Camponeses e outros intervenientes da área agrária possuem recursos para serem vossos parceiros nos negócios”, explicou tendo ainda encorajado aos investidores idos de quase todos os continentes para apostarem neste sector.

“Investir na área agrária está na moda. Há muitas oportunidades, se você não investir na Agricultura não estará a fazer nada. Os camponeses em África precisam de oportunidade de fazer dinheiro”.

Numa sala repleta de representantes de agências governamentais, associações industriais e investidores de todo o mundo que procuram oportunidades de negócios em África, Agness Kalibata disse que algumas instituições financeiras de todos os países já despiram os preconceitos em relação aos camponeses.

“Perguntem aos bancos comerciais e microfinanceiros sobre os camponeses; perguntem a eles com quanto é que os camponeses contribuem. O apelo que faço é que se lancem para o mercado, porque África tem recursos. A Agricultura é que está a dar”, disse para depois enumerar áreas que devem ser exploradas, sendo uma delas a de agro-negócio.

Já o director executivo da AECF, Paul Greener, que dirigia a conferência sobre a promoção do sector privado para o seu envolvimento na revolução verde, testemunhou no evento que é real que quando se financia os camponeses a situação melhora.

A AECF tem estado a financiar os camponeses em muitos países de África. De acordo com o chefe daquela organização, na sua maioria as pessoas que operam na área de agro-negócio são sérias.

“Temos uma nova geração que precisa de um empurrão para avançar nos negócios na área de negócios”, dizia Paul Greener referindo aos jovens e mulheres.

Rodrigues Luís, em Lusaka