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O REPRESENTANTE cessante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Alex Segura, afirma que o Governo está a implementar de forma rigorosa as medidas de carácter macroeconómico recomendadas em Junho pela instituição, visando recuperar a confiança, na sequência da dívida pública.

Alex Segura falava em entrevista à Rádio Moçambique, por ocasião do fim do seu mandato de três anos no país.

As medidas macroeconómicas, segundo explicou, referem-se à política monetária e orçamental.

Alex Segura disse partir com a esperança de que o país vai recuperar a posição de privilégio no continente africano. “Vou com a  esperança de que o Governo já está a tomar medidas apropriadas ao nível do Orçamento do Estado e de controlo de inflação e que essas medidas macroeconómicas, que são correctas, criam expectativas positivas, tendo em conta as recomendações deixadas pela missão (do FMI) de Junho e que estão a ser implementadas de forma muito rigorosa. Nesta parte estamos bastante satisfeitos”, disse.

Alex Segura, que terminou a missão de três anos em Moçambique, afirmou que Moçambique vai se reerguer a médio prazo e enumerou  um conjunto de acções que poderão ajudar nesse sentido.  “Acho que o Governo está a começar a tomar algumas medidas importantes: Houve um orçamento rectificativo aprovado pela Assembleia da República e o Banco de Moçambique está a tomar medidas para controlar a inflação e a depreciação do metical. Por outro lado, os investidores continuam interessados em investir em Moçambique, facto aliado ao enorme potencial do país, com recursos, como o carvão. Isso vai trazer divisas”, perspectivou Alex Segura.

Sublinhou, entretanto, ser importante que o Governo moçambicano avance rapidamente com uma auditoria forense internacional. “Cremos que o Procurador Geral da República já iniciou o trabalho e esperamos que rapidamente iniciem as negociações internacionais para se saber o que aconteceu com aquelas dívidas”, referiu.

Sobre o reatamento da cooperação efectiva com o FMI, Alex Segura disse que a missão de Setembro será determinante. “Vai depender da avaliação da missão de Setembro que vai avaliar os progressos efectivos e os avanços feitos, no âmbito da auditoria. Se todas as condições estiverem lá, vamos retomar a cooperação, num prazo de tempo razoável. Não posso dizer de será dentro de três ou quatro meses”, acrescentou. 

A Rádio Moçambique apurou que o Governo vai enviar ao FMI os termos de referência para a contratação de peritos internacionais ou empresas especializadas com vista à realização da auditoria internacional  à dívida pública moçambicana.

Esta acção deverá ser feita, respeitando as instituições moçambicanas de administração da justiça.

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