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Moçambique deverá impulsionar o mercado internacional de carros eléctricos com a exploração do maior depósito de grafite do mundo, localizado em Balama, província de Cabo Delgado.

A empresamineira australiana Syrah Resources, concessionária do depósito de Balama e que defendeu este posicionamento, explica que a procura por grafite está em alta ao nível mundial.

“A grande demanda internacional justifica-se pelo facto do grafite ser um componente usado em baterias, numa altura em que o mercado de automóveis movidos a electricidade e outros produtos eléctricos está em expansão”, refere no seu portal, a mineira australiana Syrah Resources.

De referir que o Governo moçambicano aprovou esta semana os termos do contrato mineiro para a extracção de grafite em Balama com a empresa Twigg Exploration and Mining, subsidiária da Syrah, por um prazo de 25 anos renováveis e prevendo-se um investimento mínimo a rondar 88 mil milhões de dólares norte-americanos.

A concessionária adquire, assim, o direito de extracção, processamento, armazenamento e comercialização dos produtos mineiros.

A existência de valiosos depósitos subterrâneos de grafite na província de Cabo Delgado já tinha motivado também o investimento da multinacional alemã AMG Graphit Kropfmuhl.

Entretanto, a Syrah Resources realça que vai apostar na extracção e processamento para obter "grafite esférica revestida", um produto processado de "alto valor", usado para conduzir electricidade em baterias de lítio.

Neste contexto, a mina de Balama será "a principal produtora mundial de grafite de alta pureza", destaca.

"A produção de Balama é direccionada para fornecer mercados tradicionais de grafite industrial e mercados emergentes de tecnologia. A Syrah concluiu com sucesso um extenso trabalho de teste de certificação com vários produtores de baterias para o uso de grafite esférica de Balama", frisa o comunicado.

A empresa diz também que agora está "focada no avanço das actividades de desenvolvimento do projecto Balama, tendo, inclusive, intensificado as acções de marketing, com vista a tratar da primeira produção no terceiro trimestre de 2017", ou seja, até final de setembro.

De referir que em Junho último, a empresa iniciou formalmente a produção de grafite na mina de Ancuabe, tendo investido 12 milhões de dólares, empregando 100 trabalhadores, 60 dos quais moçambicanos.

O arranque foi o culminar de cerca de cinco anos de reabilitação da infra-estrutura, que estava paralisada na sequência da guerra civil de 16 anos, que terminou em 1992.

Desde o século XIX que a existência de grafite é motivo de realce no norte de Moçambique.

De acordo com o portal da Syrah, o geólogo e engenheiro John Furman, ao serviço da Companhia do Niassa, foi o primeiro a documentar o "grande depósito de grafite" de "alta qualidade" na região de Balama em 1893.

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