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OS proponentes do projecto de construção do porto de Macuse e da linha férrea ligando as províncias de Tete e Zambézia, garantem estar a trabalhar com vista a assegurar o fecho financeiro do projecto em finais do primeiro semestre de 2018.

Pretende-se que as obras arranquem de imediato de modo que a operacionalização das infra-estruturas aconteça em 2022.

Falando por ocasião da realização da 53ª Feira Internacional de Maputo (FACIM 2017), Mamed Latif, administrador da Thai Moçambique Logistic (TML), concessionária do projecto, disse que, neste momento, estão quase mobilizados 2.1 biliões de dólares norte-americanos para o projecto que deverá custar, no total, pouco mais de três biliões de dólares.

Concebido para atender as diversas cargas produzidas internamente, sobretudo carvão, o projecto tinha um traçado inicial de 480 quilómetros de linha férrea, ligando Moatize e Macuse. No entanto, segundo Mamad Latif, o mesmo foi prolongado por 120 quilómetros, visando alcançar outras mineradoras situadas na parte interior de Tete.

Latif garantiu que a extensão da linha acaba de ser aprovada pelo Governo e que além do carvão, a mesma vai atender também produtos agrícolas, bem como o transporte de passageiros.

Tecnicamente, a linha férrea ligando Tete e Macuse deverá comportar uma bitola métrica igual às outras já existentes no país. Contudo, terá capacidade de transporte superior por vagão, o que o confere maior competitividade em relação às outras já em operação.

A linha férrea, ligando Tete e Macuse, é considerada o maior projecto de raiz concebido desde a independência nacional do país em 1975. É que contrariamente a este, o projecto de linha que liga Tete e Nacala, com mais de 900 quilómetros, incluiu o aproveitamento do traçado já existente em alguns pontos.

Relativamente ao porto de águas profundas de Macuse, o “Notícias” apurou que terá capacidade para receber, numa primeira fase, navios de até 80 mil toneladas. Contudo, posteriormente, a infra-estrutura poderá receber embarcações com capacidade de até 120 mil toneladas.

Deste modo, países do hinterland como o Malawi, Zâmbia, Zimbabwe e RDCongo, poderão ter acesso ao Porto de Macuse, através do Corredor do Desenvolvimento da Zambézia, acreditando-se que novas oportunidades de negócio possam surgir para as pequenas e médias empresas viradas para a prestação de serviços ao longo da linha.

Mamed Latif assegurou que o projecto tem todas as condições para avançar dentro do período previsto, frisando que, recentemente, foi seleccionado um consórcio integrando a Mota Engil e CCEC para a construção de empreendimento.

De referir que a 53ª edição da Feira Internacional de Maputo cumpriu ontem o seu terceiro dia, continuando a registar pouco movimento do púbico até ao momento. A organização do certame prevê que a partir de hoje o cenário possa mudar, esperando, inclusivamente, que a feira seja visitada, até domingo, por cerca de 86 mil pessoas.

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