Os organizadores da 53ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) fazem um balanço positivo do evento, afirmando que foi possível alcançar os objectivos pretendidos com a sua realização.

A FACIM é uma feira comercial, um espaço privilegiado onde se juntam produtores, vendedores, investidores, importadores, exportadores, compradores, entre outros, para promover as trocas comerciais, estimular a produção e o consumo, e a integração económica de Moçambique na economia mundial.

Pretende-se também com a realização do evento internacionalizar a economia nacional e expor as potencialidades de produção e exportação; estabelecer parcerias e promover oportunidades de negócio nos diversos segmentos do tecido empresarial nacional e estrangeiro; estimular novas iniciativas de investimento público e privado e criar oportunidades de negócio para as Pequenas e Médias Empresas (PME’s).

Os organizadores dizem que estes objectivos foram alcançados, sentimento que é igualmente comungado pelos expositores e visitantes, porquanto principais actores em todo o processo.

Segundo o director da FACIM para a 53ª edição, José Jossias, houve muita manifestação de interesse por parte dos investidores nacionais e estrangeiros em diversas áreas, entre as quais pescas, agricultura, indústria e recursos minerais.

“Serviu para mostrar, mais uma vez, as potencialidades do país. Tivemos a presença de todas as províncias do nosso país. Houve diversos seminários temáticos, em diversas áreas, com destaque para o acesso ao mercado da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), Europa e América. Julgamos que atingimos os objectivos programados para esta organização”, disse o director.

Jossias falava em conferência de imprensa havida ontem, em Marracuene, na província de Maputo, para o balanço, por ocasião do término da FACIM deste ano.

Na ocasião, a fonte disse que se registou um crescimento qualitativo, comparativamente à edição de 2016, não obstante a redução do número dos países participantes, de 30 para 20.

O director da FACIM disse acreditar que a redução está enquadrada no contexto global.

“Não é só Moçambique que está a passar dificuldades. Os expositores que estavam previstos não conseguiram fazer-se presentes a esta edição”, disse.

Apesar do referido crescimento, há alguns aspectos que deverão ser melhorados para a próxima edição, com destaque para o sistema de acesso ao recinto.

“Há problemas de vias de acesso. Nos últimos três dias, houve constrangimentos aos expositores, bem como aos visitantes. É preciso melhorar a prestação dos serviços”, reconheceu.

Expositores e visitantes disseram ter valido a pena a sua participação na FACIM, visto que conseguiram criar contactos de parcerias, fazer negócio e ganhar dinheiro.

“Foi bom ter estado aqui. Pude vender os meus produtos e fazer alguns contactos para que possa fornecer os meus produtos”, disse Rabia Sacur, expositora da província nortenha de Cabo Delgado.

Participaram desta edição da FACIM 1.975 expositores, sendo 250 empresas estrangeiras.

Estavam registados até ao início da tarde de hoje mais de 52 mil visitantes, com as perspectivas a apontarem para um incremento do número para pelo menos 86 mil, dada demanda que se ia registando.

Participaram desta edição da FACIM África do Sul, Zimbabwe, Tanzânia, Botswana, Angola, Bielorrússia, Reino dos Países Baixos, Reino Unido, Portugal, Alemanha, Irlanda, Itália, Espanha, França e Ilhas Maiotes, Índia, Coreia do Sul, Tailândia, China e Brasil.

Anacleto Mercedes, da AIM

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