AS recentes descobertas de gás e petróleo em África continuarão a ter um impacto positivo nas economias locais se os fornecedores, prestadores de serviços e outras empresas africanas locais estiverem orientadas para servir este crescimento.

Esta opinião foi expressa por Steve Harley, vice-presidente do sector de energia da DHL Customer Solutions & Innovations.

Um comunicado de imprensa da DHL, a que tivemos acesso, refere que Harley afirmou igualmente que estas descobertas oferecem muitas possibilidades às empresas locais e reflectem o acentuado aumento da operadora de transporte expresso no transporte de materiais relacionados com a energia na região.

Segundo ele, as previsões apontam para a continuação do crescimento do fornecimento de petróleo africano nos próximos 25 anos, com taxas de crescimento previstas neste período entre os 0,5 milhões e os 2 milhões de barris, por dia. “África terá de se adaptar para dar resposta à procura e à evolução das tendências neste setor altamente competitivo.”

 Harley afirma também que, globalmente, o fornecimento de energia de uma forma estável e fiável é fundamental para a atividade económica e, devido à disponibilidade de recursos em África, espera-se que o continente assista a um crescimento económico contínuo e estável.

 “Também assistimos ao aumento da procura do recurso no continente e, atualmente, África é a região com o mais elevado aumento no consumo de petróleo a nível global: 5 por cento em 2012 em comparação com apenas 1 por cento de aumento a nível global. É provável que este cenário se mantenha, uma vez que muitas das economias com as taxas de crescimento mais rápidas estão situadas no continente africano”, disse.

No entanto, Harley avisa que, à medida que as reservas petrolíferas de extração fácil se esgotam, a maior parte dos novos desenvolvimentos encontram-se em zonas muito remotas ou tecnicamente desafiadoras, o que dá origem a problemas relacionados com as infraestruturas, transportes e conhecimentos técnicos para o primeiro plano.

“As previsões apontam para que a produção de petróleo convencional sofra uma redução de 5 por cento ao ano. A extração de fontes não convencionais é mais complexa e relativamente mais dispendiosa da perspetiva da cadeia de fornecimento. Assim, os clientes precisarão de conhecimentos complementares da parte dos fornecedores de logística integrados para fazerem face aos desafios destas novas geografias e tecnologias.”

Harley aponta para o recente livro branco global da DHL sobre a gestão da cadeia de fornecimento para Manutenção, Reparação e Operações (Maintenance, Repair and Operations, MRO) para empresas do setor energético, que demonstra que as empresas de gás e petróleo necessitarão de fornecedores integrados que tenham capacidade para os apoiar com soluções da cadeia de fornecimento "end-to-end".

De acordo com o livro branco, os fornecedores de serviços de logística têm de fornecer uma presença global juntamente com conhecimentos dos mercados locais. Na qualidade de parceiros de confiança, também têm de fomentar a otimização de custos e processos e manter a segurança e a conformidade tanto nas suas instalações como fora delas.”

“Isto é particularmente verdade em África”, sublinhou Charles Brewer, director geral, DHL Express África subsaariana, acrescentando que “embora o continente se mostre promissor, os problemas relacionados com as infraestruturas, obstáculos regulamentares e a ausências de uma cadeia de fornecimento integrada na maior parte dos mercados, podem representar um grande entrave para as empresas de energia”.

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