Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O BANCO de Moçambique publicou ontem a lista de oito antigos membros do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Moza Banco, o quarto maior banco comercial do país, implicados na deterioração da situação financeira e prudencial da instituição que levou ao seu colapso em 2016.

A crise no Moza Banco tornou-se pública a 30 de Setembro de 2016, quando a falta de liquidez levou o Banco de Moçambique a intervir e demitir todo o conselho de administração, impondo um conselho de administração provisório, encabeçado por um dos banqueiros mais experientes do país, João Figueiredo.

Segundo escreve a AIM, o banco central injectou somas avultadas para evitar o colapso do Moza Banco, enquanto decorria a sua reestruturação. Como resultado, a Kuhanha, empresa que administra o fundo de pensões do banco central, viria a tornar-se accionista maioritário.

Um comunicado emitido hoje, pelo banco central, refere que as sanções foram aplicadas a “ex-membros do Conselho de Administração e da Comissão Executiva do Moza Banco implicados na deterioração da situação financeira e prudencial da instituição desde Dezembro de 2015, até ao período de intervenção pelo Banco de Moçambique, em Setembro de 2016”,

As sanções incluem multas que variam de 200.000 a 500.000 meticais (3.300 a 8.250 dólares americanos, ao câmbio actual), e a inibição do exercício de cargos sociais e de funções de gestão em instituições de crédito e sociedades financeiras por um período que varia de dois a três anos.
Estas sanções abrangem todos os oito ex-membros do Conselho de Administração e da Comissão Executiva em exercício a 30 de Setembro de 2016.

A figura mais proeminente é o então presidente do Banco Moza, Prakash Ratilal, que já foi governador do Banco de Moçambique.

O comunicado do banco central explica que “a publicação das sanções visa prevenir situações similares e garantir a transparência na gestão das instituições de crédito e sociedades financeiras, bem assim a protecção dos interesses dos depositantes, investidores e outros credores e a salvaguarda das condições normais de funcionamento do mercado monetário, financeiro ou cambial”.

Os ex-gestores do Moza Banco têm 15 dias para recorrer das sanções, através dos tribunais, mas primeiro devem pagar as multas (embora o dinheiro é no caso de um desfecho positivo).

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