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A TESE de mestrado de Filomena Matimbe materializou-se num projecto instalado no posto administrativo de Xinavane, no distrito da Manhiça, província de Maputo.

A transformação de um documento académico numa empresa em operação está a destacar-se no mercado, como pioneiro no processamento da farinha de banana, numa iniciativa que conta com o apoio da Gapi-Sociedade de Investimentos.

A tese de mestrado em Gestão e Administração de Empresas da sua fundadora, Filomena Matimbe, foi concebida na província de Manica, onde, apesar de os níveis de produção da banana serem altos, os índices de mal-nutrição são alarmantes.

“Aquilo entristeceu-me. Devido a dificuldades de escoamento e de conservação, a banana é desperdiçada ou usada na produção de aguardente”, revelou Filomena Matimbe, que, após uma conversa com o director da faculdade, decidiu introduzir uma alternativa à farinha de milho na alimentação da comunidade.

Segundo ela, a comunidade alimenta-se de farinha de milho e jamais imaginou que fosse possível preparar farinha à base da banana. Para reverter o cenário e melhorar a dieta da comunidade, processei a banana e com a farinha preparei xima.

Após a conclusão do mestrado e na cidade de Maputo, Filomena Matimbe participou, em 2017, no Southern African Nutrition, no qual conquistou o prémio de melhor empreendimento social (com o melhor produto nutricional).

A Gapi, que era membro do júri do referido evento, viu potencial neste projecto inovador, tendo-o apoiado com um milhão de meticais.

O papel desta instituição financeira de desenvolvimento foi para além do financiamento: “Quando recebemos o valor, a nossa intenção era promover o produto, mas a Gapi aconselhou-nos a melhorarmos as condições de processamento, através da abertura de um furo de água e da introdução de uma nova embalagem”.

“Com isso, os custos de produção reduziram consideravelmente. Se tivéssemos dado prioridade à promoção do produto, acredito que não teríamos como responder à demanda”, acrescentou Filomena Matimbe, que apontou a aquisição de máquinas para o descasque, corte e empacotamento como o principal desafio.

Actualmente, uma parte da banana usada na produção da farinha é proveniente da machamba de um hectare pertencente ao projecto e a outra adquirida nas províncias de Gaza e Maputo.

“Compramos as mudas na África do Sul e aqui temos mais de mil bananeiras. Não pretendemos expandir a área da machamba, porque há produção suficiente de banana na região. Para processar um quilograma de farinha preciso de sete a oito quilogramas de bananas”, explicou a fundadora da Finana, que conta com uma mão-de-obra constituída por 13 trabalhadores.

A fábrica tem capacidade para produzir 500 quilogramas de farinha por dia, mas, devido à falta de equipamento (para o descasque, corte e empacotamento), ainda só consegue produzir 150 quilogramas.

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